<rss version="2.0" xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"><channel><title>deboramacedoafonso</title><description>deboramacedoafonso</description><link>https://deboramacedoafonso.wixsite.com/dmacedoafonso/the-magic-of-words</link><item><title>GOSTAR DE TI FOI...</title><description><![CDATA[Se algum dia me perguntarem porque gosto de ti, numa primeira fase ficarei sem saber o que falar. Sempre ouvi dizer que isso é bom sinal. Dizem que gostar de alguém é isso mesmo, não saber explicar o porquê. Contudo, depois de pensar um pouco, acho que consigo dizer porque escolhi gostar de ti. Poderia fazer uma lista de todas as tuas qualidades, até mesmo enumerar os defeitos que tal como eu, também os tens, mas fica sabendo, eles não me incomodam assim tanto. Porém, aquilo que realmente me fez<img src="http://static.wixstatic.com/media/484efa3dde9a49fba7ab3e1396a54d37.jpg/v1/fill/w_470%2Ch_313/484efa3dde9a49fba7ab3e1396a54d37.jpg"/>]]></description><dc:creator>Débora Macedo Afonso</dc:creator><link>https://deboramacedoafonso.wixsite.com/dmacedoafonso/single-post/2017/05/22/GOSTAR-DE-TI-FOI</link><guid>https://deboramacedoafonso.wixsite.com/dmacedoafonso/single-post/2017/05/22/GOSTAR-DE-TI-FOI</guid><pubDate>Mon, 22 May 2017 14:13:00 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><img src="http://static.wixstatic.com/media/484efa3dde9a49fba7ab3e1396a54d37.jpg"/><div>Se algum dia me perguntarem porque gosto de ti, numa primeira fase ficarei sem saber o que falar.  Sempre ouvi dizer que isso é bom sinal. Dizem que gostar de alguém é isso mesmo, não saber explicar o porquê. Contudo, depois de pensar um pouco, acho que consigo dizer porque escolhi gostar de ti. </div><div>Poderia fazer uma lista de todas as tuas qualidades, até mesmo enumerar os defeitos que tal como eu, também os tens, mas fica sabendo, eles não me incomodam assim tanto.  Porém, aquilo que realmente me fez gostar de ti, não foi teres um estilo de bad boy, seres alto que é algo que aprecio ou dizeres que era a rapariga mais linda que alguma vez já tinhas visto! </div><div>Gostar de ti foi a forma como fixavas o olhar em mim e como me abraçavas com força. </div><div>Simples, não é? Afinal as coisas podem transformar-se com algo tão singelo.  Acho que nos agarramos com a espontaneidade de quem nos toca de verdade.  No final é isso que fica e é isso que realmente importa, a forma como chegamos ao coração das pessoas! </div></div>]]></content:encoded></item><item><title>QUANDO TUDO É NADA</title><description><![CDATA[Envolves-te com alguém esperando sempre o melhor dela. No entanto, esqueces-te de dar o teu melhor. Erras porque isso é algo natural. Porém, admitires o erro requer coragem, coisa que quando não se tem, o pedido de desculpas fica ausente nas muitas discussões que não levam a lado nenhum. Queres colocar um ponto final, mas tudo que consegues fazer é ignorar que falhaste, e tentas esquecer o que aconteceu. Não é fácil se relacionar com alguém. Isso já não devia ser novidade. Envolver-se com uma<img src="http://static.wixstatic.com/media/db440e70fa604bda90d756b1b66cc50b.jpg/v1/fill/w_626%2Ch_417/db440e70fa604bda90d756b1b66cc50b.jpg"/>]]></description><dc:creator>Débora Macedo Afonso</dc:creator><link>https://deboramacedoafonso.wixsite.com/dmacedoafonso/single-post/2017/05/17/QUANDO-TUDO-%C3%89-NADA</link><guid>https://deboramacedoafonso.wixsite.com/dmacedoafonso/single-post/2017/05/17/QUANDO-TUDO-%C3%89-NADA</guid><pubDate>Wed, 17 May 2017 14:07:00 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><img src="http://static.wixstatic.com/media/db440e70fa604bda90d756b1b66cc50b.jpg"/><div>Envolves-te com alguém esperando sempre o melhor dela. No entanto, esqueces-te de dar o teu melhor.  Erras porque isso é algo natural. Porém, admitires o erro requer coragem, coisa que quando não se tem, o pedido de desculpas fica ausente nas muitas discussões que não levam a lado nenhum.  Queres colocar um ponto final, mas tudo que consegues fazer é ignorar que falhaste, e tentas esquecer o que aconteceu. </div><div>Não é fácil se relacionar com alguém. Isso já não devia ser novidade.  Envolver-se com uma pessoa, por norma, exige algum tipo de sentimento por ela, e quando esse não existe então tudo que vives é um grande NADA! Porque, embora a tenhas tido nos teus braços, nunca chegaste a tê-la no coração. E essa é a pior forma de se relacionar com alguém.</div><div>Quando digo isto certifica-te que não sentes a falta dela na tua vida. </div></div>]]></content:encoded></item><item><title>À CONVERSA COM CAROLINA PASCOAL</title><description><![CDATA[Nomeação para a Escritora do Ano!Carolina Pascoal nasceu a 21 de Dezembro de 1992 e descreve-se como uma pessoa sonhadora, determinada e, acima de tudo, apaixonada. Gosta de acreditar que é no amor genuíno que reside a solução para grande parte dos nossos problemas. De entre os seus passatempos destaca: a leitura, o cinema, a escrita, a música, a psicologia, viajar e o desporto. É psicóloga clínica e o seu primeiro e até então único livro publicado chama-se "Para sempre não é muito tempo",<img src="http://static.wixstatic.com/media/6672fa_10190a8864b9454aa8e7c1f88a2ee7ab%7Emv2.jpg/v1/fill/w_626%2Ch_783/6672fa_10190a8864b9454aa8e7c1f88a2ee7ab%7Emv2.jpg"/>]]></description><dc:creator>Débora Macedo Afonso</dc:creator><link>https://deboramacedoafonso.wixsite.com/dmacedoafonso/single-post/2017/03/22/%C3%80-CONVERSA-COM-CAROLINA-PASCOAL</link><guid>https://deboramacedoafonso.wixsite.com/dmacedoafonso/single-post/2017/03/22/%C3%80-CONVERSA-COM-CAROLINA-PASCOAL</guid><pubDate>Wed, 22 Mar 2017 12:04:11 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><div>Nomeação para a Escritora do Ano!</div><div>Carolina Pascoal nasceu a 21 de Dezembro de 1992 e descreve-se como uma pessoa sonhadora, determinada e, acima de tudo, apaixonada. Gosta de acreditar que é no amor genuíno que reside a solução para grande parte dos nossos problemas. De entre os seus passatempos destaca: a leitura, o cinema, a escrita, a música, a psicologia, viajar e o desporto. É psicóloga clínica e o seu primeiro e até então único livro publicado chama-se &quot;Para sempre não é muito tempo&quot;, publicado pela Editora Capital Books no mês de Maio do ano passado. </div><img src="http://static.wixstatic.com/media/6672fa_10190a8864b9454aa8e7c1f88a2ee7ab~mv2.jpg"/><div>Débora: Quando é que ganhou o gosto pela escrita?</div><div>Carolina: O meu gosto pela escrita começou muito nova, era habitual comprar cadernos de linhas e escrever histórias. Escrevia sobre tudo, naquela que era uma escrita muito infantilizada e &quot;pobre&quot;, mas que já indiciava o meu gosto. Lembro-me que quando andava na escola escrevi uma mini história sobre fadas, eu e uma amiga quisemos escrever um livro do Harry Potter, no seguimento da história. Depois, entre o 7º e o 9º ano ganhei dois concursos literários na categoria de prosa, primeiro lugar. Sempre fui muito incentivada a escrever por amigos e familiares. Tive um blog, participei em jornais da escola, na revista universitária de Psicologia. Ou seja, o gosto sempre esteve lá, desde muito nova, e culminou com a publicação do primeiro livro.</div><div>Débora: E como surgiu a publicação do livro? </div><div>Carolina: Comecei a escrever o &quot;Para sempre não é muito tempo&quot; em Novembro de 2015. Em Dezembro de 2016, no final do mês, a história estava concluída. Foi um processo rápido, porque eu tinha muito tempo livre para me dedicar à história, em virtude de estar à procura de estágio profissional no meu ramo. Escrevia tardes inteiras e pela noite a dentro, uma vez que me apaixonei pelo enredo e pelas personagens e soube logo desde cedo como queria concluir a história. Depois, aconselhada por amigos e familiares que foram lendo, decidi-me a enviá-la para algumas editoras, tendo posteriormente optado pela Capital Books. Seguidamente andámos em negociações, relativamente às burocracias contratuais, a escolha da capa do livro, tudo isso. E depois foi agendar as primeiras apresentações, na feira do livro de Lisboa e no casino da Figueira da Foz, que foram um sucesso.</div><div>Débora: Porquê “Para sempre não é muito tempo”? </div><div>Carolina: O livro fala do amor romântico. Não que esse seja o único tipo de amor disponível, ou o mais importante de entre todos os restantes, mas foi nele que peguei para contar a minha história. É a história de um homem, chamado Gonçalo, que é apaixonado por uma mulher chamada Leonor. Mas o casamento deles encontra algumas dificuldades, principalmente porque por uma conjugação de fatores o Gonçalo acaba por mergulhar numa depressão. A Leonor decide sair de casa, porque tem receio de adoecer também, nas mãos da inércia do marido. O resto, todas as voltas que a história dá, terão de conhecer por vocês mesmos. Mas falamos de segundas oportunidades, de solavancos amorosos, de perdão, mas também muita mágoa e saudade. O título ilustra o final do livro, por isso não me posso alongar muito. É precisamente com o título do livro, que o mesmo termina. É a última frase. </div><div>Débora: No que se inspira para escrever? Recorre a algum escritor para buscar “ideias”? Já agora, quais autores são os seus preferidos? </div><div>Carolina: Para escrever baseio-me essencialmente naquelas que são as minhas principais experiências de vida. Toda a escrita acaba por, de certa forma, ser autobiográfica não é verdade? As nossas vivências e as vivências dos que nos são próximos ajudam-nos a dar tonalidade às nossas histórias. Também me inspiro em filmes, outra literatura. Gosto muito da Sophia de Mello Breyner. É possivelmente a minha autora portuguesa preferida, porque marcou a minha infância. Não encontro ninguém que consiga descrever de forma tão sentida a natureza, especialmente o mar, a praia. Depois gosto do António Lobo Antunes, do Valter Hugo Mãe, da Margarida Rebelo Pinto. É difícil dizer de quem gosto mais, são todos espectaculares.</div><div>Débora: Já alguma vez se deparou com alguém a ler o seu livro, por exemplo numa livraria, na praia, num transporte público, no café (...)? Como é que reagiu? Essa pessoa reconheceu-a? Como foi esse momento?</div><div>Carolina: Nunca aconteceu algo do género. Poderá um dia vir a acontecer, assim espero.</div><div>Débora: E, qual foi a recepção do público ao seu livro? Qual foi a coisa que um leitor já lhe disse e que mais a marcou?</div><div>Carolina: Foi muito boa! Eu fui muito acarinhada pelas pessoas, principalmente na minha cidade, toda a gente quis comprar um livro. As pessoas ligavam-me e diziam que o livro era a minha cara, que parecia que estavam a ter uma conversa comigo. Apesar de nunca ter ouvido uma crítica negativa, havia pessoas que achavam que o final era &quot;injusto&quot;, mas eu já estava à espera de algo assim, era um risco que queria correr, porque o livro teria de ser assim. Houve uma menina que me pediu para apresentá-lo na aula de português, fiquei muito feliz mesmo. E depois recebi convites para ir a escolas falar de literatura, algo que me deixou também muito feliz. Acho que a coisa que me disseram que mais me marcou foi efectivamente que foi das histórias mais bonitas que já tinham lido.</div><div>Débora: Como foi ir às escolas? Como foi falar de livros aos mais jovens? Também acha que a literatura, principalmente por parte dos mais jovens, está casa vez mais escassa no nosso país? </div><div>Carolina: Eu ainda não fui, irei durante a semana da literatura. Penso que é entre 27 de Março e 10 de Abril. A primeira visita será dia 27 de Março, numa escola das Alhadas. Acho, e é precisamente por isso que aceitei o convite com muita alegria e orgulho, porque gostaria de ter um pequeno papel na reversão dessa situação.</div><div>Débora: Tem novidades para breve? Outro livro?</div><div>Carolina: Eu tenho outro livro escrito. Mas como estou a pensar mudar de editora, para já estou em banho maria com ele. Também ainda penso que é cedo, neste momento estou envolvida num projeto mais &quot;cinematográfico&quot;, ando a escrever um guião para um colega, e vamos ver no que dá, no que conseguiremos fazer com ele. Aproveito para dizer que no dia 8 de Abril estarei presenta na Gala da Figueira TV, no Centro de Artes e Espectáculos da Figueira da Foz, enquanto nomeada a Escritora do Ano. </div><div>Débora: Quais as expectativas para a nomeação de escritora do ano? Quais os sentimentos?</div><div>Carolina: Sinto algum nervosismo, para dizer a verdade. Quando eu comecei a escrever a história nem sequer pensei em publicá-la, e agora tudo isto tomou proporções grandes. É claro que gostei da nomeação, deixou-me orgulhosa. Espero conseguir ganhar. Mas mesmo que tal não se verifique, não faz mal. Porque só o reconhecimento é importante. </div><div>Débora: O que diz o seu coração?</div><div>Carolina: O meu coração diz-me para eu continuar sempre a acreditar no amor, independentemente de tudo o que a vida tenta impor-nos, para que deixemos de ouvi-lo.</div><div>Débora: O que gostaria de dizer para finalizar esta entrevista?</div><div>Carolina: Gostaria de aconselhar as pessoas a acreditarem em segundas oportunidades nas suas vidas. Às vezes, aquilo que se passa, é que vivemos aprisionados em contextos que nos sugam, e assim torna-se fácil viver na hora e lugar errado, mas para tudo na vida existe um tempo, e devemos saber aguardar por ele. É importante que nesse caminho, sejamos capaz de nos amar a nós próprios, mais ainda do que aos outros. Só vivendo esse amor com plenitude podemos amar todas as outras pessoas com compaixão, e lutar pela nossa felicidade.</div><div>Débora: Obrigada, muito sucesso para si!</div><div>-----</div><div>Foto: Concebida pela autora</div></div>]]></content:encoded></item><item><title>EL PARAÍSO - PARTE 1</title><description><![CDATA[Punta Canna (República Dominicana) pode ser considerado o paraíso por vários motivos: areia branca, água transparente, sol radiante (até as tempestades tropicais darem o ar da sua graça), mas há mais, muito mais!Punta Cana faz parte do distrito municipal de Punta Cana-Bávaro-Verón-Macao, em La Altagracia, a província mais oriental da República Dominicana. É das regiões mais conhecidas do país, e desde da década de 70 tornou-se muito turística, pois as suas praias tanto na costa do Mar Caribe<img src="http://static.wixstatic.com/media/6672fa_31bb4c66952b407b9752aed31dcdd136%7Emv2_d_4298_3456_s_4_2.jpg/v1/fill/w_626%2Ch_503/6672fa_31bb4c66952b407b9752aed31dcdd136%7Emv2_d_4298_3456_s_4_2.jpg"/>]]></description><dc:creator>Débora Macedo Afonso</dc:creator><link>https://deboramacedoafonso.wixsite.com/dmacedoafonso/single-post/2017/03/08/EL-PARA%C3%8DSO---PARTE-1</link><guid>https://deboramacedoafonso.wixsite.com/dmacedoafonso/single-post/2017/03/08/EL-PARA%C3%8DSO---PARTE-1</guid><pubDate>Wed, 08 Mar 2017 10:00:00 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><div>Punta Canna (República Dominicana) pode ser considerado o paraíso por vários motivos: areia branca, água transparente, sol radiante (até as tempestades tropicais darem o ar da sua graça), mas há mais, muito mais!</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/6672fa_31bb4c66952b407b9752aed31dcdd136~mv2_d_4298_3456_s_4_2.jpg"/><div>Punta Cana faz parte do distrito municipal de Punta Cana-Bávaro-Verón-Macao, em La Altagracia, a província mais oriental da República Dominicana. </div><img src="http://static.wixstatic.com/media/6672fa_881c5a9ca57e4d12b1cc81fa7c8c7a8c~mv2_d_4608_3456_s_4_2.jpg"/><div>É das regiões mais conhecidas do país, e desde da década de 70 tornou-se muito turística, pois as suas praias tanto na costa do Mar Caribe como no Oceano Atlântico são maravilhosas.</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/6672fa_95dd5a8de90e4a198edb8ea670aa788a~mv2_d_3456_4608_s_4_2.jpg"/><div>Punta Cana é um lugar muito rico, não só pela sua paisagem que de imediato nos remete para o tal paraíso, mas principalmente pela sua população, um povo super simpático e muito educado, pessoas extremamente amáveis e prestáveis.</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/6672fa_62d9bd9b15a748faac1522b37ab5885b~mv2_d_4608_3456_s_4_2.jpg"/><div>A gastronomia, outro aspecto importante, é deliciosa. Variedade é o que não falta no momento das refeições. Pode-se dizer que se faz uma pequena viagem pelo mundo, através da comida que colocam à disposição dos visitantes. Há um pouco de tudo, não esquecendo aquilo que eles tem de bom. </div><img src="http://static.wixstatic.com/media/6672fa_739059b1c29f4b688243de5ea49c884b~mv2_d_4608_3456_s_4_2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/6672fa_6a65e435d8b24153a574ead40b6e830b~mv2_d_5344_3008_s_4_2.jpg"/><div>Outra particularidade muito interessante é o nome Punta Cana. Este refere-se a uma espécie de Palmeiras da região parecidas com canas e que significa ponta das canas.</div><div>Visto isto, motivos para ir a este sítio não faltam, certo? Mas fiquem atentos ao próximo episódio, há ainda mais sobre este cantinho fabuloso para conhecer. </div><img src="http://static.wixstatic.com/media/6672fa_57d6dd2e531a4d54b1443c9e46d47f73~mv2_d_4608_3456_s_4_2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/6672fa_596cf827a277450ba55948c76aae5b6b~mv2_d_3008_5344_s_4_2.jpg"/><div>-----</div><div>Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Punta_Cana </div><div>Fotos: Débora Macedo Afonso</div></div>]]></content:encoded></item><item><title>À CONVERSA COM ANTÓNIO PRADA JERÓNIMO</title><description><![CDATA[Escrever como forma de desabafo!António Prada Jerónimo nasceu a 27 de Maio de 1955 e considera-se uma pessoa que gosta muito de cinema, televisão e de ler um bom livro, seja do género que for, para ele o mais importante é iniciar a leitura, depois o difícil é parar. Já publicou dois livros: "Carção, sonho e alma" em 2009 (edição do autor) e "Versos da madrugada" em 2016 com a Chiado Editora.Débora: Quando é que começou a escrever?António: Comecei a escrever com 14 anos, enquanto cursava na<img src="http://static.wixstatic.com/media/6672fa_7410ec11ab4544de958d7f9d12db2ff0%7Emv2_d_3463_2449_s_4_2.jpg/v1/fill/w_626%2Ch_443/6672fa_7410ec11ab4544de958d7f9d12db2ff0%7Emv2_d_3463_2449_s_4_2.jpg"/>]]></description><dc:creator>Débora Macedo Afonso</dc:creator><link>https://deboramacedoafonso.wixsite.com/dmacedoafonso/single-post/2017/02/22/%C3%80-CONVERSA-COM-ANT%C3%93NIO-PRADA-JER%C3%93NIMO</link><guid>https://deboramacedoafonso.wixsite.com/dmacedoafonso/single-post/2017/02/22/%C3%80-CONVERSA-COM-ANT%C3%93NIO-PRADA-JER%C3%93NIMO</guid><pubDate>Wed, 22 Feb 2017 12:19:23 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><div>Escrever como forma de desabafo!</div><div>António Prada Jerónimo nasceu a 27 de Maio de 1955 e considera-se uma pessoa que gosta muito de cinema, televisão e de ler um bom livro, seja do género que for, para ele o mais importante é iniciar a leitura, depois o difícil é parar. Já publicou dois livros: &quot;Carção, sonho e alma&quot; em 2009 (edição do autor) e &quot;Versos da madrugada&quot; em 2016 com a Chiado Editora.</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/6672fa_7410ec11ab4544de958d7f9d12db2ff0~mv2_d_3463_2449_s_4_2.jpg"/><div>Débora: Quando é que começou a escrever?</div><div>António: Comecei a escrever com 14 anos, enquanto cursava na escola técnica de Bragança (curso geral de mecânica), porque sempre tive grande curiosidade com o mundo que me rodeia e sempre fui muito sensível com o amor, a guerra, a justiça , ou a falta dela, com as pessoas e com a vida! Na verdade com tudo que nos possa fazer ou impedir de sermos felizes...</div><div>Débora: Como é que surgiu a publicação do primeiro livro?</div><div>António: Foram os amigos e a família que incentivaram... Pela minha parte havia um secreto desejo de me dar a ler. Depois houve uma pessoa muito importante neste processo, o Dr. Paulo Lopes, director da &quot;Revista Almocreve&quot; que se publicava em Carção em Agosto (ultimamente não tem havido mais números), com o intuito de o distribuir conjuntamente com a revista aconteceu a edição do meu livro. A ele, à Câmara Municipal de Vimioso e à Junta de Freguesia de Carção, eu estarei sempre grato pela oportunidade e êxito que tive com o primeiro livro.</div><div>Débora: Desde a publicação do primeiro livro até a edição do segundo livro, passaram-se 7 anos, o que aconteceu? Como nasceu &quot;Versos da madrugada&quot;?</div><div>António: Muito simples, o segundo livro esteve agendado para 2011, estava pronto para impressão como edição de autor, na mesma gráfica onde foi produzido o primeiro... Foi na altura da crise e alguns apoios prometidos falharam e não foi possível concretiza-lo... Em 2015, um ano muito complicado em termos familiares, estive 4 meses fora do país a acompanhar um dos meus filhos que sofreu um acidente... Aí, comentando na Net algumas páginas de outros autores, acabei por chegar ao contacto com uma senhora, Íris Pitacas, na altura directora comercial da Chiado editora, que culminou com a publicação.</div><div>Débora: Como foi viver esse período controverso, tendo de adiar durante tanto tempo a publicação do seu livro?</div><div>António: Foi pacífico... Eu não escrevo com o intuito de publicar... Para mim escrever é um estado de alma. O intuito é satisfazer o meu orgulho, o meu amor, a minha paixão e a minha luta pela justiça social. Ao por no papel todos os meus anseios e vontades que gostaria que a vida e o mundo almejassem... Se vive-se com o propósito primeiro de publicar, já teria publicado muita coisa que escrevi desde os meus tempos de escola... Na verdade não vivo obcecado com isso. Aliás as duas publicações que fiz foram quase fruto do acaso.</div><div>Débora: Apesar de ser fruto do acaso, qual foi o sentimento, ao finalmente, depois de falar com a directora comercial da Chiado Editora, saber que a edição do seu livro ia acontecer? Como foi saber que tinha uma editora interessada no seu trabalho? </div><div>António: Foi apaziguador... Quer dizer: foi muito tranquilo. Primeiro porque não tive ilusões e sempre julguei que não teriam qualquer interesse... Depois porque na primeira negociação fui eu que não aceitei publicar por culpa das condições oferecidas. Depois numa segunda fase, quando as condições foram revistas, foi como se a publicação já fosse inevitável... Por isso nem a tristeza nem o rejubilar foram desmesurados.</div><div>Débora: Como decorreu o lançamento do seu segundo livro?</div><div>António: Foi um momento intenso. Pelo lançamento em si e pelo facto de nesse dia estar envolvido com a festa de Carção (que como sabem fui o juízo em 2016). Na verdade o lançamento ocorreu na abertura do 1º Festival dos Livros em Carção, e todo o trabalho de organização tenho que agradecer a ti e tua mana, a quem presto o tributo publicamente. Obrigado Sara e Débora pelo carinho e disponibilidade demonstradas.</div><div>Débora: Como surgiu o título “Versos da madrugada”? O que aborda este seu segundo livro?</div><div>António: O título tem a ver com os momentos da escrita que, no meu caso, escrevo preferencialmente de madrugada, quando o meu eu se encontra com o meu ego. Quando de verdade domino o tempo e o pensamento. Quando eu mais facilmente me encontro... O teor do livro, ao contrário do primeiro que era mais intimista e simultaneamente um espelho da minha própria personalidade, o &quot;Versos da madrugada&quot; contém uma poesia mais adulta e mais voltada para o social nas vertentes da minha terra enquanto berço, do amor enquanto universal, da vida enquanto única e efémera tantas vezes desprezada pelos nossos &quot; tiranos&quot; e do pensamento enquanto liberdade e vontade de realização. </div><div>Débora: No que se inspira para escrever? </div><div><div>António: Inspiro-me na vida. No amor, na paz na guerra na justiça e na injustiça e sobretudo na vivência e convivendo com o sofrimento... Muitas vezes um poema brota de uma frase que oiço, do título de um filme ou do verso de uma canção... E sim, muitas vezes de peças televisivas que relatam todas as maleficências que vão corroendo o nosso mundo. </div>E tento não ter exemplos literários. Se os seguisse inexoravelmente acabaria por os copiar...</div><div>Débora: Há novidades para breve? Outras publicações? Se sim, o que podemos saber sobre isso?</div><div>António: Não estou para já em condições de dar detalhes... Mas sim penso reunir poemas e textos antigos e eventualmente publicar. Mas se tal acontecer só daqui um/dois anos. </div><div>Débora: O que diz o seu coração?</div><div>António: Diz-me que amo a vida, o ser humano em geral e muito particularmente a minha família e os meus amigos... E que sofro pelo rumo que o mundo leva, mas diz-me que não devemos perder a fé e a esperança de que tudo pode mudar... Para melhor!</div><div>Débora: O que gostaria de dizer para finalizar esta entrevista?</div><div>António: Que eu só escrevo quando de alguma maneira, o mundo me toca e infelizmente toca-me tantas vezes pelas piores razões... Resta-me a esperança e a fé de que o mundo encontrará o seu melhor caminho.</div><div>Débora: Obrigada, muito sucesso para si!</div><div>-----</div><div>Foto: Concebida pelo autor</div></div>]]></content:encoded></item><item><title>O 2 EM 1 DE SARA ANA MACEDO AFONSO</title><description><![CDATA["Infinito/Somos feitos da mesma terra" é a terceira obra que marca a carreira da Sara Ana Macedo Afonso na literatura.Sara Ana Macedo Afonso tem 28 anos e nasceu em Paris, mas cedo se instalou na aldeia da família, onde actualmente mora e trabalha como pasteleira e ajudante de panificação. Tem já mais dois livros publicados: “Enquanto o tempo quiser” (2008) e “Ver-me nos teus olhos” (2010), faz, também, várias participações em jornais e blog’s (Capazes, Revista Catarina Lucas, Sobre Livros).<img src="http://static.wixstatic.com/media/6672fa_3a54ff86ddb645ceaea7cc03173c677c%7Emv2_d_4884_2245_s_2.jpg/v1/fill/w_626%2Ch_288/6672fa_3a54ff86ddb645ceaea7cc03173c677c%7Emv2_d_4884_2245_s_2.jpg"/>]]></description><dc:creator>Débora Macedo Afonso</dc:creator><link>https://deboramacedoafonso.wixsite.com/dmacedoafonso/single-post/2017/02/08/O-2-EM-1-DE-SARA-ANA-MACEDO-AFONSO</link><guid>https://deboramacedoafonso.wixsite.com/dmacedoafonso/single-post/2017/02/08/O-2-EM-1-DE-SARA-ANA-MACEDO-AFONSO</guid><pubDate>Wed, 08 Feb 2017 11:00:00 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><div>&quot;Infinito/Somos feitos da mesma terra&quot; é a terceira obra que marca a carreira da Sara Ana Macedo Afonso na literatura.</div><div>Sara Ana Macedo Afonso tem 28 anos e nasceu em Paris, mas cedo se instalou na aldeia da família, onde actualmente mora e trabalha como pasteleira e ajudante de panificação. Tem já mais dois livros publicados: “Enquanto o tempo quiser” (2008) e “Ver-me nos teus olhos” (2010), faz, também, várias participações em jornais e blog’s (<a href="http://capazes.pt/">Capazes</a>, <a href="http://www.revistacatarinalucas.com/">Revista Catarina Lucas</a>, <a href="http://www.sobrelivros.com.br/">Sobre Livros)</a>. Este seu terceiro livro publicado pela Edições Vieira da Silva, reúne duas histórias por assim dizer, num só livro. Tendo duas capas diferentes, tem, portanto, dois títulos diferente.</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/6672fa_3a54ff86ddb645ceaea7cc03173c677c~mv2_d_4884_2245_s_2.jpg"/><div>&quot;Infinito&quot; é uma história amorosa, contada através de textos poéticos, relatando as várias fases de uma relação a dois. Podem também, ser considerados desabafos de um amor, que estão divididos em três partes: amor, desilusão e esperança. A cada virar de página vamos descobrindo um pouco mais do que pode ser um relacionamento, acabando imensas vezes por nos identificarmos com o que estamos a ler. São poemas intensos, arrebatadores e muito emotivos.</div><div>&quot;Somos feitos da mesma terra&quot;, o outro lado deste livro, aborda diversos temas, podendo por isso encontrar poemas que falam sobre a família, os amigos, o que pode ser a morte, o desespero do amanhã, a alegria de viver, a esperança de um mundo melhor. São poemas de uma grande sensibilidade, profundos, que buscam atingir o mais ínfimo sentimento que existe em nós.</div><div>De forma geral, a Sara está cada vez melhor, não esquecendo aquilo ao que ela já nos habitou, uma escrita simples, fluída e verdadeira.</div><div>É sem dúvida um momento de leitura muito agradável. Aconselho vivamente este 2 em 1 da Sara.</div><div>Infinito - &quot;Infinito&quot;<div>E se o mundo acabasse amanhã O que me dirias agora?  Prometer-me-ias me amor eterno, num abraço desesperado Num fôlego apaixonado, num beijo intenso  Intensamente demorado, louco, forte… Seriamos um só corpo desejando ser uma só alma… Partilharíamos segredos, sorrisos, toques e ilusões. Construiríamos sonhos…  No tempo que o tempo deixasse, Viveríamos o infinito!</div></div><div>Esperança! - &quot;Somos feitos da mesma terra&quot;<div>Ainda não nasci, Mas a minha mãe diz-me que estamos em tempo de guerra. O sol já não aparece, Vivemos debaixo de um nevoeiro denso e frio, Parecemos almas penadas. Andamos nus, feios e sonolentos. Deus, partiu! Cansado, desiludido, completamente petrificado, Não aguentou ser chamado de tantos nomes, do invocarem em vão tantas vezes, De usarem o seu nome para actos bárbaros. E partiu, simplesmente… A minha mãe diz que já não há livros, nem música. Já ninguém trabalha, não há escola. Ninguém governa, não há presidentes. Cada um por si, e a fome por todos… Os velhos ficaram esquecidos, os jovens cegaram! O respeito, Ainda não sei bem o que isso é, mas a minha mãe diz que já não existe, E que já nem se lembra o que é, por isso nunca me poderá ensinar. A liberdade, Já não faz sentido, apenas existe medo. Muito medo. Já não é seguro andar na rua. Já não há risos e doces. Alguns desistiram de viver, entregando-se à loucura. Entregando-se à demência. Empunham armas e bombas, espalhando o pânico e o horror. A minha mãe nem sabe como eu ainda sobrevivo dentro dela. Sinto-a a chorar baixinho, a esforçar-se para não se esquecer da sua humanidade. Todos os dias abraça o meu pai, reza a Deus para que ele volte. Todos os dias abre os olhos e sorri para mim. Sinto-a a chorar de medo, de fraqueza, de dor. A minha mãe nem sabe como eu ainda sobrevivo dentro dela. Mas eu sei… Ela ainda tem esperança!</div></div><div>-----</div><div>Imagem: Concebida pela autora </div></div>]]></content:encoded></item><item><title>À CONVERSA COM ADELAIDE MIRANDA</title><description><![CDATA[Alma de poeta!Adelaide Miranda uma pessoa que se considera em constante movimento, gosta de observar a natureza, nomeadamente a praia e o pôr do sol. É licenciada em Engenharia Química e trabalha como Engenheira de Processo e Segurança Técnica na Industria de Petróleo Offshore, é também, socia-gerente na empresa Imobiliária Luso Star Apartments, é CEO Admira Solutions na empresa de consultoria de engenharia e de formação técnica profissional, é a representante WilsonP e é escritora. O seu<img src="http://static.wixstatic.com/media/6672fa_ce204a7ffa474c46abc6ac47615d7b08%7Emv2.jpg/v1/fill/w_626%2Ch_626/6672fa_ce204a7ffa474c46abc6ac47615d7b08%7Emv2.jpg"/>]]></description><dc:creator>Débora Macedo Afonso</dc:creator><link>https://deboramacedoafonso.wixsite.com/dmacedoafonso/single-post/2017/01/18/%C3%80-CONVERSA-COM-ADELAIDE-MIRANDA</link><guid>https://deboramacedoafonso.wixsite.com/dmacedoafonso/single-post/2017/01/18/%C3%80-CONVERSA-COM-ADELAIDE-MIRANDA</guid><pubDate>Wed, 18 Jan 2017 18:42:38 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><div>Alma de poeta!</div><div>Adelaide Miranda uma pessoa que se considera em constante movimento, gosta de observar a natureza, nomeadamente a praia e o pôr do sol. É licenciada em Engenharia Química e trabalha como Engenheira de Processo e Segurança Técnica na Industria de Petróleo Offshore, é também, socia-gerente na empresa Imobiliária Luso Star Apartments, é CEO Admira Solutions na empresa de consultoria de engenharia e de formação técnica profissional, é a representante WilsonP e é escritora. O seu primeiro livro a ser publicado foi “Referências Circulares - Exausta de Mim” pela Chiado Editora em Março 2015. Seguiu-se: “Bargained Soul – Nothingness” pela New Generation Publishing”, “Guia Prático da Carapinha” pela Capital Books, “Reflexos da Lua” pela Capital Books, “Referências Circulares - Sonho Amar” pela Chiado Editora e “Amor Traiçao e Kizomba” pela Capital Books que já foi traduzido para inglês. Para além disto, já publicou no jornal O Setubalense e na Revista Kizomba. Por fim, é a autora da rubrica “A alma por Trás de...”.</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/6672fa_ce204a7ffa474c46abc6ac47615d7b08~mv2.jpg"/><div>Débora: Quando é que ganhou o gosto pela escrita?</div><div>Adelaide: Escrevo poesia desde que me conheço como pessoa. Foi a minha terapia durante a adolescência e a minha libertação na fase adulta. Escrever, é para mim, tão natural como respirar.</div><div>Débora: Como é que surgiu a publicação do primeiro livro?</div><div>Adelaide: O primeiro livro foi publicado em Março de 2015. Em Novembro de 2014, iniciei a compilação dos meus poemas que estavam espalhados um pouco por todo o lado. Disquettes... Cds... Usb sticks... Um dossier em que tenho vários... Comecei a separar e a passa-los para o computador para não perder e um dia passar/mostrar ao meu filho. Reparei numa tendência para certos temas. Agrupei-os em seis grupos. Reparei que tinha material para um livro ou mais. Enviei para uma editora. Aceitaram no prazo de uma semana. E em Março estava cá fora. A compilação começou porque sentia um vazio... A falta de alguma coisa. No meio da corrida da vida esqueci-me da minha essência e da minha forma de terapia. Precisei de voltar a escrever. Precisava de pegar nos meus poemas e reencontrar a Adelaide. Aquela que não era a mãe, a esposa, a filha, a engenheira... Encontrar a Adelaide.... Eu!</div><div>Débora: Como foi esse reencontro? Como foi voltar a sentir a Adelaide que há dentro de si?</div><div>Adelaide: Emocionante! Revelador! Libertador!</div><div>Débora: Então o processo de edição não poderia ter corrido melhor, certo? Como foi que aconteceram as edições dos seguintes livros?</div><div>Adelaide: Aconteceu na hora certa. Surgiram de conversas - Guia Prático da Carapinha. Desafios - Reflexos da Lua. Sugestões - Amor Traicao e Kizomba. E da sede de partilhar, superar-me a mim mesma e recuperar o tempo perdido.</div><div>Débora: Como descreve a sua escrita?</div><div>Adelaide: Simples e fluída, sem muita preparação e edição. Escrevo por impulso. Nunca sei o que me espera num capítulo deixo simplesmente acontecer. E a minha poesia nunca é corrigida ou pensada. Como me foi ditada pelas almas de outras vidas, assim nasce nesta.</div><div>Débora: Escrevendo estilos literários diferentes com qual é que mais se identifica e porquê?</div><div>Adelaide: Eu escrevo mais que poesia e romance. Tenho uma rubrica cómica e já escrevi artigos e tenho um blog de entrevistas. Porém, a poesia é a escrita da alma. É aquela que vem do fundo e por vezes surpreende... Por vezes mesmo sorrindo por fora escrevo algo que me faz aperceber que estou chorando por dentro. É uma libertação de estados de espírito que não têm enredo nem horário. Acontece porque tem de acontecer.</div><div>Débora: E, qual é o livro da sua autoria que mais a caracteriza?</div><div>Adelaide: Referências Circulares, por ser um livro de poesia que descreve vários estados de espírito por mim vividos. Uma poesia muito pessoal e intimista. Romances: Reflexos da Lua. Sou uma eterna romântica. Quero acreditar que existe um amor eterno do qual mesmo que queiramos fugir não o consigamos evitar.</div><div>Débora: Como é que reagem as pessoas mais próximas de si ao facto de ser uma escritora? Isto é, quando lhes disse, por exemplo, que ia publicar um livro? Conte-nos um episódio que ache pertinente acerca de como é que as pessoas lidam com o facto de ser uma escritora.</div><div>Adelaide: As pessoas mais próximas de mim e que me conhecem acham natural. Ou seja, não foi uma surpresa. Sempre escrevi minihistórias, ou inventava histórias para os meus sobrinhos e quando era mais nova para as minhas irmãs. Se calhar a pergunta é mais porque é que sou engenheira. Ou porque não antes? Porquê só agora.</div><div>Débora: Então porquê só agora?</div><div>Adelaide: Porque... Porque a &quot;escrita&quot; não paga contas. Quando chegou a altura de escolher uma profissão a minha família achava que ser atriz, cantora ou escritora não paga as contas. Por mais que eu soubesse recitar o &quot;Auto da Índia&quot; de Gil Vicente, fosse a cantora de uma pequena banda musical ou escrevesse uns poemas nada disso iria permitir pagar as contas. Ou seja só sendo médica ou engenheira poderia ter um futuro que me permitisse ser independente. A minha veia artística foi suprimida em prole de um bem maior: um futuro com rendimentos no final do mês. E foi nessa altura em que suprimi a Adelaide... Aquela que voltei a encontrar quando senti que faltava algo de mim... Que ser engenheira, embora pagasse as contas, não me trazia a satisfação pessoal que eu sentia quando tinha uma caneta na mão, ou um microfone... Ou empolgada a ver a &quot;Música no Coração&quot; e sonhar ser a Maria Von Trapp.</div><div>Débora: O que diz o seu coração?</div><div>Adelaide: How do you solve a problem like Adelaide? How do you catch a cloud and pin it down? Engenharia para pagar as contas (enquanto der) e alimentar o corpo. Escrita para alimentar a alma... Música... No coração.</div><div>Débora: O que gostaria de dizer para finalizar esta entrevista?</div><div>Adelaide: Obrigada. Obrigada pelo convite. Obrigada por escutares. Obrigada por me leres. Obrigada por seguires os teus sonhos. E... Obrigada por existires. Grata.</div><div>Débora: Obrigada, muito sucesso para si!</div><div>-----</div><div>Foto: Concebida pela autora</div></div>]]></content:encoded></item><item><title>EM VISITA POR VIANA DO CASTELO</title><description><![CDATA[O Santuário de Santa Luzia, também conhecido como o Templo do Sagrado Coração de Jesus, localiza-se no alto do monte, na cidade de Viana do Castelo, em Portugal.A basílica foi começada em 1903, por iniciativa do padre António Martins Carneiro, com projecto do arquitecto de Miguel Ventura Terra.O Santuário apresenta planta na forma de cruz grega, com elementos em estilo neo-romântico, neo-gótico e bizantino. À entrada do templo destaca-se uma estátua do Sagrado Coração de Jesus, em bronze, de<img src="http://static.wixstatic.com/media/6672fa_9db969a1588b46bb81ffa5339f3e1fce%7Emv2_d_2592_4608_s_4_2.jpg/v1/fill/w_626%2Ch_1113/6672fa_9db969a1588b46bb81ffa5339f3e1fce%7Emv2_d_2592_4608_s_4_2.jpg"/>]]></description><dc:creator>Débora Macedo Afonso</dc:creator><link>https://deboramacedoafonso.wixsite.com/dmacedoafonso/single-post/2017/01/04/EM-VISITA-POR-VIANA-DO-CASTELO</link><guid>https://deboramacedoafonso.wixsite.com/dmacedoafonso/single-post/2017/01/04/EM-VISITA-POR-VIANA-DO-CASTELO</guid><pubDate>Wed, 04 Jan 2017 11:28:00 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><div>O Santuário de Santa Luzia, também conhecido como o Templo do Sagrado Coração de Jesus, localiza-se no alto do monte, na cidade de Viana do Castelo, em Portugal.</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/6672fa_9db969a1588b46bb81ffa5339f3e1fce~mv2_d_2592_4608_s_4_2.jpg"/><div>A basílica foi começada em 1903, por iniciativa do padre António Martins Carneiro, com projecto do arquitecto de Miguel Ventura Terra.</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/6672fa_4698b08f267c434e8adcc31cddf5d1d8~mv2_d_2592_4608_s_4_2.jpg"/><div>O Santuário apresenta planta na forma de cruz grega, com elementos em estilo neo-romântico, neo-gótico e bizantino. À entrada do templo destaca-se uma estátua do Sagrado Coração de Jesus, em bronze, de autoria do escultor Aleixo Queirós Ribeiro. O carrilhão é composto por 26 sinos. </div><img src="http://static.wixstatic.com/media/6672fa_b2054c680d2b4e51a78319b6f63933d3~mv2_d_2592_4608_s_4_2.jpg"/><div>Levou 40 anos para ser finalizado e o resultado definitivo é absolutamente admirável.</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/6672fa_a0a5f1b9b0154c6ebae0a3288f07a160~mv2_d_4608_2592_s_4_2.jpg"/><div>É um dos melhores locais para conhecer em Viana do Castelo, considerado pela National Gaographic a melhor paisagem do mundo, pois concilia uma vista sem igual sob a região: o mar, o rio Lima com o seu vale, a cidade e todo o conjunto montanhoso que rodeia o santuário.</div><div>Um sítio obrigatório a visitar!</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/6672fa_4c74d99030094884bb9e32d79aac8d80~mv2_d_4608_2592_s_4_2.jpg"/><div>-----</div><div>Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Santu%C3%A1rio_de_Santa_Luzia</div><div>Fotos: Débora Macedo Afonso</div></div>]]></content:encoded></item><item><title>À CONVERSA COM VERA SILVA</title><description><![CDATA[Escrever para as crianças!Vera Silva nasceu a 6 de Março de 1974, é médica pediatra e considera-se uma pessoa prática e dedicada. Gosta de passear e ler. Pratica meditação e ensina crianças jovens a técnica da meditação. Colabora regularmente com a Revista Saúde Actual em artigos de cariz pediátrico, e já publicou três livros: “O menino-anjo” em Julho de 2013 com Edições Vieira da Silva, “O menino-anjo no regresso a casa” em Dezembro de 2013 com Editora Cloudy Morning e “O ego mente ao espírito”<img src="http://static.wixstatic.com/media/6672fa_2451bfea11b04be3be3b7800b57a6084%7Emv2_d_5472_3648_s_4_2.jpg/v1/fill/w_626%2Ch_417/6672fa_2451bfea11b04be3be3b7800b57a6084%7Emv2_d_5472_3648_s_4_2.jpg"/>]]></description><dc:creator>Débora Macedo Afonso</dc:creator><link>https://deboramacedoafonso.wixsite.com/dmacedoafonso/single-post/2016/12/21/%C3%80-CONVERSA-COM-VERA-SILVA</link><guid>https://deboramacedoafonso.wixsite.com/dmacedoafonso/single-post/2016/12/21/%C3%80-CONVERSA-COM-VERA-SILVA</guid><pubDate>Wed, 21 Dec 2016 10:00:00 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><div>Escrever para as crianças!</div><div>Vera Silva nasceu a 6 de Março de 1974, é médica pediatra e considera-se uma pessoa prática e dedicada. Gosta de passear e ler. Pratica meditação e ensina crianças jovens a técnica da meditação. Colabora regularmente com a Revista Saúde Actual em artigos de cariz pediátrico, e já publicou três livros: “O menino-anjo” em Julho de 2013 com Edições Vieira da Silva, “O menino-anjo no regresso a casa” em Dezembro de 2013 com Editora Cloudy Morning e “O ego mente ao espírito” em Novembro de 2014 com Editora Cloudy Morning.</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/6672fa_2451bfea11b04be3be3b7800b57a6084~mv2_d_5472_3648_s_4_2.jpg"/><div>Débora: Quando é que ganhou o gosto pela escrita? </div><div>Vera: Sempre contei muitas histórias aos meus filhos e o meu primeiro livro surge nessa sequência. Ao contar uma história sobre a ausência a crianças e estas terem gostado e percebido levou-me à publicação. O objectivo inicial foi simples: ajudar famílias e crianças quando estas levantam questões de difícil gestão sobre a ausência. Depois do primeiro livro, foram os adultos que me pediram para desenvolver mais o tema da ausência e dar resposta a algumas questões comuns a todos. A partir daí comecei a escrever sobre temas que, até agora, considero que são para “crianças de todas as idades”.</div><div>Débora: Ausência? Como descreve a ausência? O que é a ausência?</div><div>Vera: Utilizei a palavra ausência pois os dois primeiros livros são sobre a morte. Mas ausência pode ser aquilo que os nossos olhos não vêem.</div><div>Débora: E, porquê falar sobre a morte? Qual o motivo que a levou a querer abordar este tema? Está relacionado, de certa forma, com a sua profissão?</div><div>Vera: O que me levou a querer abordar este tema foi o facto de ter vários pais em consulta a solicitarem-me ajuda para poderem explicar aos filhos o tema da morte. Porque os miúdos levantam estas questões de forma muito assertiva.</div><div>Débora: Quando é que foi que realmente se apercebeu que podia fazer um livro e explicar a morte/ausência? Como aconteceu?</div><div>Vera: Fui-me apercebendo ao longo do tempo nas diversas questões colocadas pelos pais.</div><div>Débora: Como decorreu o processo de edição do seu primeiro livro?</div><div>Vera: Foi muito rápido, obviamente com todo o processo que é exigido às publicações.</div><div>Débora: O que mais gostou durante o processo de edição?</div><div>Vera: Ver a concretização do texto com as ilustrações e claro, o livro finalizado.</div><div>Débora: E, como é que surgem depois os outros dois livros? Sentiu que tinha ficado algo por dizer?</div><div>Vera: Fica sempre algo por dizer, mas como lhe tinha dito o segundo livro foi a partir de questões que os próprios adultos colocaram. O terceiro livro já foi sobretudo o gosto pela escrita que o fez nascer.</div><div>Débora: O que diz o seu coração?</div><div>Vera: O meu coração tem muito para dizer, mas numa palavra amor.</div><div>Débora: O que gostaria de dizer para finalizar esta entrevista?</div><div>Vera: Os livros que escrevo são para crianças, mas a mensagem neles contida é para Todos. Tem sido com base no que aprendo com as crianças que escrevo, e como costumo dizer: sou apenas aprendiz perante estes pequenos Grandes Mestres.</div><div>Débora: Obrigada, muito sucesso para si!</div><div>-----</div><div>Foto: Concebida pela autora</div></div>]]></content:encoded></item><item><title>À CONVERSA COM TRISTÃO DE ANDRADE</title><description><![CDATA[Poesia é mais do que um estilo literário!Tristão de Andrade nasceu a 15 de Setembro de 1979 e considera-se curioso, amistoso e inconformado. Gosta de pintar, produzir música e de escrever. Encontra-se actualmente atrás do projecto Casa Cultural Tristão de Andrade e publicou em 2012 o seu primeiro livro – “Nós”.Débora: Qual é o livro que mais gostou de ler até hoje?Tristão: “Apologia de Sócrates” - basicamente porque nos oferece todas as ferramentas para iniciarmos o processo da pergunta.Débora:<img src="http://static.wixstatic.com/media/6672fa_ecd6a541c92c410fa2112b467c76667e%7Emv2.jpg/v1/fill/w_626%2Ch_470/6672fa_ecd6a541c92c410fa2112b467c76667e%7Emv2.jpg"/>]]></description><dc:creator>Débora Macedo Afonso</dc:creator><link>https://deboramacedoafonso.wixsite.com/dmacedoafonso/single-post/2016/12/14/%C3%80-CONVERSA-COM-TRIST%C3%83O-DE-ANDRADE</link><guid>https://deboramacedoafonso.wixsite.com/dmacedoafonso/single-post/2016/12/14/%C3%80-CONVERSA-COM-TRIST%C3%83O-DE-ANDRADE</guid><pubDate>Wed, 14 Dec 2016 10:00:00 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><div>Poesia é mais do que um estilo literário!</div><div>Tristão de Andrade nasceu a 15 de Setembro de 1979 e considera-se curioso, amistoso e inconformado. Gosta de pintar, produzir música e de escrever. Encontra-se actualmente atrás do projecto Casa Cultural Tristão de Andrade e publicou em 2012 o seu primeiro livro – “Nós”.</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/6672fa_ecd6a541c92c410fa2112b467c76667e~mv2.jpg"/><div>Débora: Qual é o livro que mais gostou de ler até hoje?</div><div>Tristão: “Apologia de Sócrates” - basicamente porque nos oferece todas as ferramentas para iniciarmos o processo da pergunta.</div><div>Débora: Quando é que começou a escrever?</div><div>Tristão: Comecei a escrevei aos 14 anos, e sempre no estilo poético. Nunca deixei de seguir aquelas linhas que tinham como objectivo “dizer” a rimar. Honestamente nunca me perguntei porque o comecei a fazer, acho que é algo tão natural e necessário em mim que nunca me questionei sobre os motivos de escrever. Talvez encontre paralelo na respiração. Talvez.</div><div>Débora: Quando é que surgiu a oportunidade de publicar um livro? Como decorreu o processo de edição?</div><div>Tristão: Em 2011 surgiu a ideia de publicar um livro que reunia alguns textos poéticos escritos entre 2004/2010. Foi feita uma selecção e principalmente foram lançadas as fundações que serviriam de cimento à obra. A edição é sempre um momento de dúvida e escolha só comparável ao sentimento de paternidade. Fazer o quê e como? Que caminho escolher? É possível escrever poesia com transmissão de sentimentos e simultaneamente angariar sentimentos e opiniões? Assim, e terminado o processo de escolha de textos surgiu a oportunidade de editar através da “Chiado” e alguns meses mais tarde o livro estava materializado.</div><div>Débora: E, porquê “Nós”?</div><div>Tristão: Inicialmente o livro estava pensado para se chamar: “Páginas de mim”. No entanto e por achar que estaríamos a tratar de um tema mais abrangente que propriamente as “minhas páginas” decidi alterar para aquilo que realmente é o livro: Nós. Na sua essência a poesia somos nós, nós nas diferentes formas de pensar, agir e sentir. Igualdade pela diferença mas também pelas diferenças similares. Quando falamos jamais o fazemos em nome próprio, e deixamos permanentemente uma porta aberta para alguém se identificar. E que outra coisa não é a poesia senão um ponto de reunião entre indivíduos?</div><div>Débora: E, como é que foi feita a selecção dos poemas para constar no livro? Mudava algum?</div><div>Tristão: Não, não mudava nada. A identidade de um livro é construída com todas as suas páginas. Se existisse a oportunidade de alterar um texto o livro deixaria de ser o mesmo. Aqueles poemas foram escolhidos num tempo determinado, e em condições especifica da altura, em conformidade com a época, temperatura geral e manifestação intelectual. O processo de selecção dos textos encontra novamente paralelismo na construção de um empreendimento. Os poemas são dignos tijolos carentes de cimento que os una e garanta consistência. Eu limitei-me a dar um sentido, uma estrada, a cola necessária para obter um resultado final único e promissor. São poemas amplos que partem de regime fechado para aberto, isto é, do meu pensamento para o pensamento geral. Não são poemas espelho, são textos de horizonte.</div><div>Débora: Qual é a sensação de ter pela primeira vez nas suas mãos um livro da sua autoria?</div><div>Tristão: A sensação é agradável, o culminar de horas de pensamento, escrita, reflexão e exercício da acção de “dar”. Não vejo a publicação como um objetivo fundamental, mas reconheço a sua importância. Consigo equiparar o sentimento à construção de uma casa onde no final convidamos todos para dentro dela.</div><div>Débora: O que diz o seu coração?</div><div>Tristão: Que o mundo é um lugar de todos e para todos, e por assim ser temos a obrigação de o cuidar, e preservar. Devemos emprestar a quem não tem, e partilhar o que conseguimos alcançar. Assim chegaremos mais longe. E este é um caminho que deverá ser feito. O meu coração pede aos Homens menos política e mais poesia, menos ordens e imposição e mais versos e entendimento. Será assim tão complicado entender que todos desejamos o mesmo?</div><div>Débora: O que gostaria de dizer para finalizar esta entrevista?</div><div>Tristão: Adoraria conseguir transmitir o sentimento fundamental que me faz viver: a poesia não é um estilo literário mas antes uma forma de vida. Não devemos pensar em poesia em termos redutores, isto é, jamais reservar a sua identidade aos simples poemas de rimas e amor. A poesia é mais mundo, é muitos mundos, pode ser mesmo adoptada como universo. Viver em poesia é partilhar de princípios universais de amor, paz e esperança. Poesia é sentir, escrever, ler, falar mas sobretudo viver mesmo que não rime, pois o importante, é sermos felizes.</div><div>Débora: Obrigada, muito sucesso para si!</div><div>-----</div><div>Foto: Concebida pelo autor</div></div>]]></content:encoded></item><item><title>À CONVERSA COM TAIS CORTEZ</title><description><![CDATA[Para todos os gostos!Tais Cortez Ferreira nasceu a 19 de Novembro de 1988 e considera-se uma pessoa cristã e dedicada. Gosta de ver filmes, jantar fora, viajar, ler e escrever. É gerente de contas e já publicou três livros: “Golfinhos e Tubarões” com a Chiado Editora em Julho de 2013, “O último homem do mundo” com a Editora Ler em Novembro de 2014 e “Acima de Nós” com a Editora Ágape em Novembro de 2015.Débora: Qual é o seu escritor de eleição?Tais: Não tenho um só. Sou fã da J. K. Rowling,<img src="http://static.wixstatic.com/media/6672fa_7e9255a6f582491da69d2235fbacaed8%7Emv2_d_4067_3072_s_4_2.jpg/v1/fill/w_626%2Ch_473/6672fa_7e9255a6f582491da69d2235fbacaed8%7Emv2_d_4067_3072_s_4_2.jpg"/>]]></description><dc:creator>Débora Macedo Afonso</dc:creator><link>https://deboramacedoafonso.wixsite.com/dmacedoafonso/single-post/2016/12/07/%C3%80-CONVERSA-COM-TAIS-CORTEZ</link><guid>https://deboramacedoafonso.wixsite.com/dmacedoafonso/single-post/2016/12/07/%C3%80-CONVERSA-COM-TAIS-CORTEZ</guid><pubDate>Wed, 07 Dec 2016 10:00:00 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><div>Para todos os gostos!</div><div>Tais Cortez Ferreira nasceu a 19 de Novembro de 1988 e considera-se uma pessoa cristã e dedicada. Gosta de ver filmes, jantar fora, viajar, ler e escrever. É gerente de contas e já publicou três livros: “Golfinhos e Tubarões” com a Chiado Editora em Julho de 2013, “O último homem do mundo” com a Editora Ler em Novembro de 2014 e “Acima de Nós” com a Editora Ágape em Novembro de 2015.</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/6672fa_7e9255a6f582491da69d2235fbacaed8~mv2_d_4067_3072_s_4_2.jpg"/><div>Débora: Qual é o seu escritor de eleição?</div><div>Tais: Não tenho um só. Sou fã da J. K. Rowling, Pedro Bandeira, Stephanie Meyer e Nicholas Sparks.</div><div>Débora: Quando é que começou a escrever?</div><div>Tais: Comecei a escrever desde criança, porque gostava de criar histórias. Lembro-me que na quarta classe comecei a escrever a minha primeira história nas folhas do meu caderno, e dava para as minhas amigas lerem.</div><div>Débora: E, o que é que elas lhe diziam? Sobre o que é que eram essas histórias?</div><div>Tais: Elas adoravam e pediam para ler mais, o que só me deixava ainda mais animada para continuar. Eu não me lembro muito bem, mas era do gênero fantasia com romance. A protagonista descobria que tinha poderes. Se não me engano ela era uma bruxa. Até hoje tenho as páginas guardadas. Preciso dar uma olhada qualquer dia!</div><div>Débora: Isso foi um grande incentivo, certo? Quando é que decidiu publicar um livro?</div><div>Tais: Sim, com certeza. Eu escrevi meu primeiro livro completo quando tinha quinze anos, mas não gostei do resultado final e decidi não publicá-lo. Foi só quando terminei de escrever “Golfinhos e Tubarões” que decidi que o publicaria. Escrevi GET com a intenção de ser o meu livro perfeito, com tudo o que amo desde criança, e gostei muito do resultado final, por isso resolvi compartilhar com os outros.</div><div>Débora: Como reagiram as pessoas mais próximas de si, ao saberem que iria publicar um livro?</div><div>Tais: Eu me senti muito feliz por saber que outras pessoas conheceriam e se encantariam por algo que eu criei, e ansiosa para saber o que elas achariam do livro. Minha família e meu marido, que na época era meu namorado, me apoiaram e ficaram animados e orgulhosos.</div><div>Débora: Como decorreu o processo de edição?</div><div>Tais: Primeiro consegui os direitos autorais e, assim que recebi o comprovante, comecei a enviar o original para algumas editoras. Não é difícil conseguir alguma que aceite publica-lo. O difícil é conseguir uma boa editora, que realmente faça uma distribuição e divulgação adequada.</div><div>Débora: Qual é para si a maior dificuldade?</div><div>Tais: A maior dificuldade é fazer com que os livros realmente estejam expostos nas grandes livrarias, pois isso depende de uma ótima distribuição, do relacionamento da editora com as livrarias, da divulgação do livro e dos pedidos feitos pelos clientes.</div><div>Débora: O que é que mais gosta quando escreve?</div><div>Tais: O que mais gosto quando escrevo é sentir como se tivesse vivendo aquela história. É como se eu estivesse na pele dos personagens, e o que escrevo se torna tão real que é como um filme maravilhoso rodando na minha mente.</div><div>Débora: Como descreve a sua escrita?</div><div>Tais: Descrevo minha escrita como leve, fluída, objectiva e de fácil compreensão. Meu público alvo é juvenil, então acho que se encaixa muito bem!</div><div>Débora: No que se inspira?</div><div>Tais: Minhas grandes inspirações são filmes e livros que vi e li. “Golfinhos e Tubarões” é do gênero fantasia com romance. Quem gosta de “X-Men”, “Harry Potter” e “Crepúsculo”, vai adorar. “O último homem do mundo” é uma comédia romântica bem leve e divertida. Quem curte aqueles filmes americanos que se passam no colegial, tem tudo para adorar. Já “Acima de Nós” é um romance cristão maravilhoso que combinou uma linda história de amor com a mensagem do amor de Deus.</div><div>Débora: Sendo histórias um pouco diferentes, com qual se identifica mais e porquê?</div><div>Tais: Acho que todas as histórias que escrevi têm um pouco de mim nelas, seja nos protagonistas, seja na mensagem e nos valores que procuro transmitir. Se tivesse que escolher um entre os três livro, diria “Acima de Nós”, pois Deus é uma parte central da minha vida, assim como na vida da protagonista desta história.</div><div>Débora: O que diz o seu coração?</div><div>Tais: Meu coração diz obrigada a todos os leitores que têm se encantado com meus livros!</div><div>Débora: O que gostaria de dizer para finalizar esta entrevista?</div><div>Tais: Gostaria de agradecer a quem leu esta entrevista e convidá-los a conhecer algum dos meus livros. Para quem gosta de fantasia com romance, “Golfinhos e Tubarões” é uma óptima pedida. Se prefere uma comédia romântica juvenil, recomendo “O último homem do mundo”, que tornará seus dias leves e divertidos. Porém, se procura um romance que fará seu coração se emocionar profundamente, a ponto de derramar algumas lágrimas, sugiro “Acima de Nós”.</div><div>Débora: Obrigada, muito sucesso para si!</div><div>-----</div><div>Foto: Concebida pela autora</div></div>]]></content:encoded></item><item><title>QUAL É A POSSIBILIDADE?</title><description><![CDATA[Mais um dia que chegou ao fim!Lá fora os carros buzinam ansiosos por chegar a casa! Lá fora as pessoas correm para fugir à chuva que teima em cair deste céu cinzento coberto de nuvens!Lá fora todos continuam atarefados com o seu dia, é a mesma correria, é a mesma confusão de sempre! Aqui da janela, aquela que costumávamos ficar a observar todo este movimento citadino, aconchegada no cobertor onde juntos já dormimos tranquilamente, também espero pelo teu regresso! Espero pelo momento em que vais<img src="http://static.wixstatic.com/media/da1a8132cff64a40a18d539a5abdb1cf.jpg/v1/fill/w_470%2Ch_313/da1a8132cff64a40a18d539a5abdb1cf.jpg"/>]]></description><dc:creator>Débora Macedo Afonso</dc:creator><link>https://deboramacedoafonso.wixsite.com/dmacedoafonso/single-post/2016/11/30/QUAL-%C3%89-A-POSSIBILIDADE</link><guid>https://deboramacedoafonso.wixsite.com/dmacedoafonso/single-post/2016/11/30/QUAL-%C3%89-A-POSSIBILIDADE</guid><pubDate>Wed, 30 Nov 2016 13:41:11 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><img src="http://static.wixstatic.com/media/da1a8132cff64a40a18d539a5abdb1cf.jpg"/><div>Mais um dia que chegou ao fim!</div><div>Lá fora os carros buzinam ansiosos por chegar a casa! </div><div>Lá fora as pessoas correm para fugir à chuva que teima em cair deste céu cinzento coberto de nuvens!</div><div>Lá fora todos continuam atarefados com o seu dia, é a mesma correria, é a mesma confusão de sempre! </div><div>Aqui da janela, aquela que costumávamos ficar a observar todo este movimento citadino, aconchegada no cobertor onde juntos já dormimos tranquilamente, também espero pelo teu regresso! Espero pelo momento em que vais entrar por aquela porta e juntos vamos fugir à chuva! </div><div>Espero por esse instante há tantos dias, mas diz-me qual é o dia que vais regressar? Há alguma possibilidade disso acontecer?</div><div>Os dias ficaram sem graça e noites ficaram sem encanto! </div><div>Viver não faz mais sentido!</div><div>Esta incerteza que me deixaste criou uma escuridão tão grande que espero pelo teu regresso desesperadamente! </div><div>Espero por ele como uma criança espera pelo Pai Natal.</div><div>Como foste capaz de deixar-me nesta dúvida?</div><div>Se ao menos soubesse qual é a possibilidade!</div><div>Vivo com a esperança que voltes, vivo para isso, mas qual é realmente a possibilidade?</div><div>Não aguento mais viver neste angustia de não saber!</div><div>Talvez, quando o meu coração parar de bater saberei que todas as possibilidades acabaram, pois já não há haverá mais esperança!</div></div>]]></content:encoded></item><item><title>À CONVERSA COM SUSANA ESTEVES NUNES</title><description><![CDATA[A escrita da simplicidade!Susana Esteves Nunes nasceu a 4 de Agosto de 1976 e descreve-se em duas palavras: amizade e gratidão. Gosta de ir ao cinema, estar com a família e amigos, e adora ler e escrever. É escritora a tempo inteiro e já publicou dois livros: “A força do destino” e “Caminho traído” com a Chiado Editora.Débora: Qual é o livro que mais a marcou até hoje?Susana: Quando me colocam essa questão nunca respondo objectivamente, pois não gosto de referi apenas um livro. Gostei de muitos<img src="http://static.wixstatic.com/media/6672fa_9fd2b0830abf4bdbbd3bb0b34aa323f2%7Emv2.jpg/v1/fill/w_626%2Ch_416/6672fa_9fd2b0830abf4bdbbd3bb0b34aa323f2%7Emv2.jpg"/>]]></description><dc:creator>Débora Macedo Afonso</dc:creator><link>https://deboramacedoafonso.wixsite.com/dmacedoafonso/single-post/2016/11/23/%C3%80-CONVERSA-COM-SUSANA-ESTEVES-NUNES</link><guid>https://deboramacedoafonso.wixsite.com/dmacedoafonso/single-post/2016/11/23/%C3%80-CONVERSA-COM-SUSANA-ESTEVES-NUNES</guid><pubDate>Wed, 23 Nov 2016 10:00:00 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><div>A escrita da simplicidade!</div><div>Susana Esteves Nunes nasceu a 4 de Agosto de 1976 e descreve-se em duas palavras: amizade e gratidão. Gosta de ir ao cinema, estar com a família e amigos, e adora ler e escrever. É escritora a tempo inteiro e já publicou dois livros: “A força do destino” e “Caminho traído” com a Chiado Editora.</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/6672fa_9fd2b0830abf4bdbbd3bb0b34aa323f2~mv2.jpg"/><div>Débora: Qual é o livro que mais a marcou até hoje?</div><div>Susana: Quando me colocam essa questão nunca respondo objectivamente, pois não gosto de referi apenas um livro. Gostei de muitos dos livros que já li, todos me marcaram de uma forma ou de outra... Todos me acrescentaram alguma coisa. No contemporâneo posso fazer referência ao livro “As palavras que nunca te direi” de Nicholas Sparks e a todos os livros que já li de Lesley Pearse.</div><div>Débora: Quando é que percebeu que também a Susana poderia publicar um livro?</div><div>Susana: Bem, para ser franca, embora sempre tenha gostado de escrever, nunca pensei que um dia pudesse editar um livro. No entanto, a vida encarregou-se de me colocar no caminho essa possibilidade. Foi numa altura em que o meu trabalho corria menos bem, (e o tempo começou a sobrar), que decidi dedicar-me ao que tanto gosto... Escrever. Confesso que mesmo depois do meu primeiro livro estar concluído, pensei em não editar, pois estava consciente de que ainda tinha um longo percurso pela frente, mas ainda assim decidi avançar.</div><div>Débora: No decorrer dessa indecisão o que a fez mudar de ideias? Quais foram os motivos que a fizeram avançar com a publicação do livro?</div><div>Susana: Não havia muito que pensar, gostava de escrever e pretendia continuar... Era uma coisa que me fazia realmente bem, e quando assim é, temos de acreditar. As inseguranças eram uma consequência, o medo de não lidar bem com as críticas assombrava-me, e fazia com que me questionasse sobre uma possível edição. No fim prevaleceu a vontade de continuar, prevaleceu a vontade de escrever para sempre e de me dedicar a cem por cento à escrita.</div><div>Débora: E, qual foi a recepção pelo público? Consegui superar a sua insegurança?</div><div>Susana: A recepção foi muito boa. Embora o livro tenha os seus defeitos, porque é inegável que os tem, foi muito bem recebido pela maioria, e chegou a uma segunda edição poucos meses depois do lançamento. Quanto à insegurança, essa, nunca a irei perder.</div><div>Débora: Já alguma vez se deparou com alguém a ler o seu livro, por exemplo numa livraria, na praia, num transporte público, no café (...)? Como é que reagiu? Essa pessoa reconheceu-a? Como foi esse momento?</div><div>Susana: Sim. Já vi uma vez uma pessoa a ler numa livraria, penso que depois o comprou. Vi também numa viagem de avião, alguém lia o meu segundo livro &quot;Caminho Traído&quot;, reagi lindamente, pois escrevo para as pessoas, e não há nada melhor do que saber que as pessoas me lêem. Respondendo à sua questão, nenhuma das duas me reconheceu.</div><div>Débora: Como descreve a sua escrita?</div><div>Susana: Costumam dizer que a minha escrita é muito acessível e simples. Concordo.</div><div>Débora: Porquê “Caminho traído”? Como surgiu este título?</div><div>Susana: Normalmente tenho muita dificuldade nos títulos. “Caminho traído” tem tudo que ver com a história da personagem principal: Amélia. Por essa razão, um dia, sem nada o prever, surgiu-me este título.</div><div>Débora: Mudava alguma coisa neste seu último livro? Se sim, o quê?</div><div>Susana: Sem dúvida que sim. Não só no último... No primeiro também. Mais enredo e mais complexidade, talvez.</div><div>Débora: Resumidamente o que é que acrescentava?</div><div>Susana: Dava mais vida a cada um dos personagens, mais histórias, mais vida. No meu primeiro livro “A força do destino” tudo se passa muito rápido. No segundo livro essa situação está mais ultrapassa, ainda assim reconheço que ainda tenho muito a melhorar.</div><div>Débora: E, porque é que acha que está tudo assim meio rápido?</div><div>Susana: Foi a inexperiência que prevaleceu. Uma vez disseram-me que só se aprendia a escrever, escrevendo. E eu espero a cada livro escrito cometer cada vez menos erros.</div><div>Débora: Tem novidades para breve? Outro livro?</div><div>Susana: A médio prazo. Sim, estou a escrever o terceiro livro. Espero que a sua edição se realize no próximo ano.</div><div>Débora: Do que se trata este terceiro livro?</div><div>Susana: Vai ser mais um romance. No entanto, bastante diferente da linhagem dos romances anteriores. Não posso adiantar muito mais.</div><div>Débora: O que diz o seu coração?</div><div>Susana: Diz que sou feliz nesta condição... Diz que me devia ter dedicado à escrita há mais tempo... Pois é nesta condição que me sinto feliz (mesmo estando consciente de que tenho ainda um longo percurso a caminhar).</div><div>Débora: O que gostaria de dizer para finalizar esta entrevista?</div><div>Susana: Gostaria de dizer a quem já leu os meus livros (e gostou) que continuem a ler-me e continuem a seguir-me, através dos meus textos e novos projectos literários. Aos que nunca leram os meus livros, gostaria de dizer para lerem um dos meus romances ou seguirem os meus textos, (através da minha página de Facebook ou no meu blog) e posteriormente deixarem a vossa opinião, pois as críticas são sempre importantes, tanto as positivas como negativas. E aos que leram e não gostaram, gostaria que dessem o benefício da dúvida e gostaria de dizer para continuarem a ler-me, tenho a certeza de que melhorando, talvez ainda possam vir a gostar da minha escrita.</div><div>Débora: Obrigada, muito sucesso para si!</div><div>-----</div><div>Foto: Concebida pela autora</div></div>]]></content:encoded></item><item><title>À CONVERSA COM SARA RODRIGUES DA COSTA</title><description><![CDATA[Escrever é divertido!Sara Rodrigues da Costa nasceu a 18 de Julho de 1990 e é uma pessoa observadora, calma e trabalhadora. Gostar de ir ao cinema e teatro, beber café com os amigos e ler. É a Co-fundadora do Delphos e trabalha em comunicação numa galeria de design de mobiliário. Publicou os seus três livro com a Chiado Editora - em 2011 “Quando a palavra era um verbo”, em 2014 “Próxima paragem” e em 2015 “Regresso a casa”.Débora: Quando é que começou a escrever?Sara: Não sei ao certo. Lembro-me<img src="http://static.wixstatic.com/media/6672fa_a1491befad664c1c99f57e406546d5e0%7Emv2.jpg/v1/fill/w_552%2Ch_391/6672fa_a1491befad664c1c99f57e406546d5e0%7Emv2.jpg"/>]]></description><dc:creator>Débora Macedo Afonso</dc:creator><link>https://deboramacedoafonso.wixsite.com/dmacedoafonso/single-post/2016/11/06/%C3%80-CONVERSA-COM-SARA-RODRIGUES-DA-COSTA</link><guid>https://deboramacedoafonso.wixsite.com/dmacedoafonso/single-post/2016/11/06/%C3%80-CONVERSA-COM-SARA-RODRIGUES-DA-COSTA</guid><pubDate>Wed, 16 Nov 2016 14:00:00 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><div>Escrever é divertido!</div><div>Sara Rodrigues da Costa nasceu a 18 de Julho de 1990 e é uma pessoa observadora, calma e trabalhadora. Gostar de ir ao cinema e teatro, beber café com os amigos e ler. É a Co-fundadora do Delphos e trabalha em comunicação numa galeria de design de mobiliário. Publicou os seus três livro com a Chiado Editora - em 2011 “Quando a palavra era um verbo”, em 2014 “Próxima paragem” e em 2015 “Regresso a casa”.</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/6672fa_a1491befad664c1c99f57e406546d5e0~mv2.jpg"/><div>Débora: Quando é que começou a escrever?</div><div>Sara: Não sei ao certo. Lembro-me de já ter este “bichinho” da escrita em criança. De escrever pequenas histórias e poemas e oferecer à família no Natal. No entanto, na altura da adolescência, acho que tinha uma certa vergonha e escrevia menos. E quando escrevia não mostrava a ninguém. Só mais tarde, na altura em que um tio meu poeta morreu (Joaquim Castro Caldas) é que retomei mais a sério. Na altura, a mulher do meu tio encorajou-me e disse-me que o meu tio falava dos meus poemas e que um dia eu ainda ia escrever um livro. Isso ficou-me na cabeça e a partir daí nunca mais parei.</div><div>Débora: E, o que é que mais gosta quando escreve?</div><div>Sara: É difícil escolher uma só coisa. Escrever é quase um processo </div><div>de catarse mas ao mesmo tempo é divertido. É quase como tirar uma fotografia para recordar mais tarde. Só que o registo é feito através de palavras e pode ser tanto uma observação do mundo como de nós próprios.</div><div>Débora: Como foi que surgiu a publicação do primeiro livro?</div><div>Sara: A publicação do primeiro livro surgiu um pouco por acaso. Um tempo depois desse meu tio poeta morrer e de eu voltar a escrever, decidi juntar num livrinho vários poemas que tinha, um pouco como homenagem a esse meu tio. Não planeava publicar. Só que, dessa vez, acabei por mostrar o livro a algumas pessoas que me disseram para enviar para editoras, só por curiosidade, para ver o que diziam. Na altura tive algumas respostas positivas que não estava à espera mas optei por não publicar logo. Acho que sentia que não tinha nada de novo para dizer ao mundo. Só que mais tarde percebi que também não tinha essa responsabilidade de dizer algo novo ao mundo, podia dizer apenas o que eu sei e, com sorte, talvez isso dissesse algo de novo a alguém. Assim, cerca de um ano depois acabei por decidir avançar com a publicação.</div><div>Débora: E os seguintes, como é que se sucederam?</div><div>Sara: Entre o primeiro e o segundo livro houve uma certa mudança no modo como eu via isto da escrita. O primeiro aconteceu por acaso. E na altura eu via a escrita só como um hobby que ia fazendo quando podia. Mas depois, com a evolução da minha vida profissional e sendo obrigada a gerir melhor o meu tempo percebi que a escrita tinha um papel muito mais importante do que eu pensava e que tinha de tomar certas decisões na minha vida profissional se queria ter mais tempo para a escrita. Foi aí que decidi dedicar-me de forma mais séria a escrever e assim, surgiu o segundo livro, o primeiro de ficção, e agora um terceiro.</div><div>Débora: Falando da sua última publicação, porquê “Regresso a casa”?</div><div>Sara: É um “Regresso a casa” que significa várias coisas. Esta ideia de casa de que falo é muito abrangente. É voltar a casa no sentido de voltar à poesia (o meu livro anterior foi de prosa) porque acho que os poemas têm esse lado giro, pelo menos para mim. Ou seja, quando estou muito tempo a escrever ou a ler prosa voltar à poesia sabe sempre como voltar a casa. Mas é também um regresso a casa noutros sentidos. A casa pode ser muita coisa, pode ser qualquer lugar, verdadeiro ou utópico, um lugar que lembramos ou que inventamos, é quase como um lugar que nos dá colo. E esse lugar vem no livro representado de várias formas, desde locais físicos a pessoas. Mas é também um lugar que se vai transformando. Apesar de este livro ter uma certa carga quase melancólica e falar muito do passado, apela também a uma certa renovação... Porque a verdade é que casa é o presente e o presente muda, o meu eu de amanhã já não será este meu eu de hoje. Às vezes é preciso revisitar o passado para trazer o futuro e às vezes isso significa voltar a uma casa para percebermos que ela já não é casa. É como voltarmos à casa onde vivíamos quando éramos pequenos... Apesar de ter sido casa e de ter sido um lugar marcante na nossa vida agora já não é casa, porque está tudo diferente, porque as coisas agora parecem mais pequenas, porque vivem lá novas pessoas...</div><div>Débora: Mudava alguma coisa nos seus livros?</div><div>Sara: Quando leio os meus livros encontro sempre alguma coisa que acho que poderia estar escrita de uma forma melhor, até porque o meu primeiro livro tem poemas que escrevi com 15 anos. É normal reler alguns e achar infantis. No entanto, acho que não mudava nada porque este crescimento faz parte. Apesar de hoje em dia achar que poderia ter escrito algo de forma melhor... Acredito que se na altura não o conseguia expressar de outra forma é porque tinha de ser assim. A literatura tem esse lado de mostrar os sentimentos e capacidades de quem a escreve mas também as suas limitações. E as limitações fazem parte do caminho.</div><div>Débora: No que se inspira? Quais são as suas influências?</div><div>Sara: Inspiro-me no que vai acontecendo na minha vida e à minha volta. Quando preciso de inspiração vou escrever para a rua. Observando o mundo surgem sempre ideias. Também leio muito. Acho que sem ler não consigo escrever. Portugal é um país riquíssimo em boa literatura por isso a maioria das minhas influências são autores portugueses contemporâneos.</div><div>Débora: Já alguma vez se deparou com alguém a ler um livro seu? Como foi esse momento?</div><div>Sara: Já me aconteceu conhecer pessoas e dizerem-me que já leram um livro meu. É uma sensação muito boa perceber que os nossos livros chegam a mais pessoas (para além da família e amigos). Isto da escrita tem um pouco de solitário. E o momento em que percebemos que o livro deixou de ser só meu e passou a ser também de quem o lê é óptimo.</div><div>Débora: O que diz o seu coração?</div><div>Sara: Diz que isto da literatura pode não salvar ninguém mas tem sido suficiente para me fazer feliz.</div><div>Débora: O que gostaria de dizer para finalizar esta entrevista?</div><div>Sara: A quem ler esta entrevista digo apenas que, por mais clichê que pareça, o mais importante é fazermos aquilo que gostamos. A partir do momento em que decidimos lutar pelas coisas que queremos e pelos nossos objectivos, o resto torna-se secundário e as dificuldades mais fáceis de superar.</div><div>Débora: Obrigada, muito sucesso para si!</div><div>-----</div><div>Foto: Concebida pela autora</div></div>]]></content:encoded></item><item><title>À CONVERSA COM SARA JOÃO FONSECA</title><description><![CDATA[Escrever sempre foi a sua paixão!Sara João Fonseca nasceu a 29 de Maio de 1975 e é uma pessoa observadora, divertida e criativa. Gosta de conviver com a família e os amigos, ouvir histórias, fotografar, viajar, nadar e ler. É Psicóloga e Escritora e publicou em Novembro de 2014 o seu primeiro livro com a Chiado Editora – “Os espelhos de Tükor”.Débora: Como é que uma psicóloga se apaixona pela escrita?Sara: Particularmente, esta questão está do avesso… No meu caso pessoal, a questão correcta<img src="http://static.wixstatic.com/media/6672fa_8dc0d4e5697c4096a6ab28179e15cf5f%7Emv2_d_3956_3072_s_4_2.jpg/v1/fill/w_626%2Ch_486/6672fa_8dc0d4e5697c4096a6ab28179e15cf5f%7Emv2_d_3956_3072_s_4_2.jpg"/>]]></description><dc:creator>Débora Macedo Afonso</dc:creator><link>https://deboramacedoafonso.wixsite.com/dmacedoafonso/single-post/2016/11/05/%C3%80-CONVERSA-COM-SARA-JO%C3%83O-FONSECA</link><guid>https://deboramacedoafonso.wixsite.com/dmacedoafonso/single-post/2016/11/05/%C3%80-CONVERSA-COM-SARA-JO%C3%83O-FONSECA</guid><pubDate>Wed, 09 Nov 2016 14:00:00 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><div>Escrever sempre foi a sua paixão!</div><div>Sara João Fonseca nasceu a 29 de Maio de 1975 e é uma pessoa observadora, divertida e criativa. Gosta de conviver com a família e os amigos, ouvir histórias, fotografar, viajar, nadar e ler. É Psicóloga e Escritora e publicou em Novembro de 2014 o seu primeiro livro com a Chiado Editora – “Os espelhos de Tükor”.</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/6672fa_8dc0d4e5697c4096a6ab28179e15cf5f~mv2_d_3956_3072_s_4_2.jpg"/><div>Débora: Como é que uma psicóloga se apaixona pela escrita?</div><div>Sara: Particularmente, esta questão está do avesso… No meu caso pessoal, a questão correcta seria: “como e quando é que uma escritora se apaixona pela psicologia”? Na verdade, os objectos de escrita – caneta e lápis – encontravam-se sempre nas minhas mãos, mesmo quando estas, ainda tão pequenas, mal os sabiam segurar. O papel podia ser qualquer um, ou melhor, “qualquer coisa”, fosse ele uma folha solta, um livro de literatura, o próprio papel de parede ou até um sofá a estrear que tinha acabado de ser entregue em casa. Desde que tenho consciência de mim, da minha existência, lembro-me que tudo servia para escrever. Inicialmente, os símbolos que apareciam escritos eram similares a estranhos hieróglifos que, provavelmente, ninguém conseguia decifrar. Mas, entretanto, surgiu a época escolar e a sala de aula do colégio tornou-se num reino de aventuras… Em todas as letras novas que aprendia, percebia, maravilhada, que se as juntasse de um determinado modo, elas formavam pequenas caravanas a que chamavam palavras; e as palavras interligadas formavam grandes comboios a que chamavam frases. Uau! Eram trilhos tão bem alinhados que chegavam a formar linhas por onde corriam caravanas e comboios apressados. Era esta a minha maior aventura: entre caravanas e comboios impressos, descobria sempre uma história fantástica. E de tantas histórias que encontrei, um dia explodiu o desejo maior de formar os meus próprios carris com caravanas e comboios cheios de pressa a escapulirem pelas inúmeras linhas que eu haveria de construir com a minha imaginação. E assim fui escrevendo, sempre escrevi, porque (como sempre digo) se não escrevesse, não seria eu mesma. A escrita traz-me paz e plenitude, permite-me transcender as dimensões físicas, escutar as vozes sem identidade que existem dentro de mim e aspirar ao silêncio que tanto retempera os meus dias. A psicologia representa a paixão que tenho sobre os mistérios de um maravilhoso microcosmo, a que chamamos “mente humana” e confesso que, muitas vezes, é a própria psicologia existente entre a vida vivida e a vida contada que me dá a bagagem essencial para as viagens que realizo na escrita.</div><div>Débora: Como concilia o emprego com o escrever?</div><div>Sara: Actualmente, eu diria que conciliar as várias actividades diárias que tenho, é como estar envolvida, todos os dias, num verdadeiro campeonato em que, constantemente, estou a competir comigo mesma. O trabalho prático e todas as outras ocupações são sistemas que se desenvolvem com alguma independência e automatismo. Mas o processo criativo, a arte da escrita é uma dimensão que exige serenidade, ponderação e uma solidão voluntária. Não é por acaso que, desde pequena, sempre escrevi em modo reservado, intimista e solitário e, por isso, até à publicação da obra “Os espelhos de Tükor”, eu nunca tinha submetido os meus escritos aos ecos do mundo.</div><div>Débora: Como decorreu o processo de edição?</div><div>Sara: Correu muito bem. A Chiado Editora foi a primeira e única editora para onde enviei o original d’ “Os espelhos de Tükor”. Decorridos dez dias, recebi uma proposta de edição que posteriormente se transformou em contrato. Reafirmando o que, um dia, escrevi numa outra entrevista, a Chiado Editora tem uma equipa jovem, talentosa, muito profissional que desde sempre me acolheu, me apoiou e me tratou com simpatia, gentileza e amabilidade. O trabalho de edição da obra foi realizado com atenção, zelo, confiança e um imenso respeito para com a manifesta vontade da autora. O resultado foi o melhor e a minha gratidão permanece.</div><div>Débora: Qual foi a sensação de ter pela primeira vez um livro da sua autoria nas suas mãos?</div><div>Sara: Inicialmente, eu senti que tinha realizado uma obra com sentido de missão e propósito, porque trabalhei com perseverança e honestidade. Depois senti uma felicidade tranquila de quem chegou a bom porto. Mas em todos os momentos agradeci humildemente a Deus pelo dom que me ofereceu, pela inspiração que me deu, ciente de que tudo o que de bom posso realizar, será sempre consagrado para Sua honra e glória.</div><div>Débora: Mudava alguma coisa no seu livro?</div><div>Sara: Absolutamente nada! Se tivesse tido mais tempo para escrever a história, apenas e provavelmente teria consentido que ela crescesse um pouco mais em algumas passagens.</div><div>Débora: O que pretende que as crianças aprendam com o seu livro?</div><div>Sara: O livro “Os espelhos de Tükor” foi escrito para crianças e jovens dos 8 aos 12 anos. Na realidade, eu nunca fiz um plano preliminar da história, nem tão pouco fiz uma descrição minuciosa sobre o tempo, o espaço, a acção, o enredo e as personagens. Apenas considerei a mensagem importante que queria transmitir e nela incluí valores fundamentais como o amor, a família, a saudade, a aceitação e a amizade. Criei uma história capaz de despertar as mais bonitas e enraizadas emoções, uma história em que as crianças podem identificar sempre algum sentimento particular, algum momento especial da própria vida. Quando terminei de escrever a obra, percebi que afinal ela também contém conceitos pedagógicos válidos para os adultos, princípios essenciais que têm a possibilidade de relembrar, os mais crescidos, sobre o que é verdadeiramente importante na vida. Surpreendente e interessante, é verificar que, de facto, todos os adultos que lêem o livro, e dão a sua opinião, reclamam a história para eles. Das duas hipóteses, uma: ou eu errei completamente no público-alvo definido, ou superei todas as expectativas dos leitores.</div><div>Débora: O que diz o seu coração?</div><div>Sara: O meu coração conta a vida que existe dentro de mim, aquela vida que transparece a sustentável leveza do meu ser, aquela vida que mantenho intocável e que, instintivamente, procuro imunizar. O meu coração é um lugar sagrado que pulsa ao mínimo tremor de afecto, um lugar ancestral de onde desponta tudo o que me é mais arraigado: as minhas susceptibilidades, as minhas esperanças, os meus sonhos. É ele a minha bússola, o norte que me guia e revela, todos os dias, os pontos cardeais da minha sensibilidade.</div><div>Débora: O que gostaria de dizer para finalizar esta entrevista?</div><div>Sara: Aos leitores deste e outros blogues reitero uma mensagem especial que, meditando, escrevi há algum tempo e transformei na insígnia da minha vida de escritora: “um LIVRO é um verdadeiro organismo vivo que nasce, respira, pulsa, pensa, sente, cresce, amadurece, vive... mas nunca, nunca morre”. Desejo a todos uma existência feliz, plena de amor e consolidada em livros sublimes, quiçá, perpetuando na memória afectiva “Os espelhos de Tükor”.</div><div>Débora: Obrigada, muito sucesso para si!</div><div>-----</div><div>Foto: Concebida pela autora</div></div>]]></content:encoded></item><item><title>À CONVERSA COM SARA ANA MACEDO AFONSO</title><description><![CDATA[Os sonhos acontecem mesmo!Sara Ana Macedo Afonso nasceu a 29 de Maio de 1988 e é uma jovem romântica, sonhadora e sensível. Adora viajar, fotografar, ir ao cinema, ouvir música, passear, conviver com os seus amigos e claro, ler e escrever. Já plantou uma árvore com a escola primária, a qual deram o nome de Marie Curie, e mais recentemente, em 2014, fez um curso de danças latinas durante três meses. Actualmente, é pasteleira e operadora de caixa na Padaria 2000 de Carção e pertence a organização<img src="http://static.wixstatic.com/media/6672fa_be8b7fbe42eb485faada49d73530bfc9%7Emv2.jpg/v1/fill/w_626%2Ch_388/6672fa_be8b7fbe42eb485faada49d73530bfc9%7Emv2.jpg"/>]]></description><dc:creator>Débora Macedo Afonso</dc:creator><link>https://deboramacedoafonso.wixsite.com/dmacedoafonso/single-post/2016/11/02/%C3%80-CONVERSA-COM-SARA-ANA-MACEDO-AFONSO</link><guid>https://deboramacedoafonso.wixsite.com/dmacedoafonso/single-post/2016/11/02/%C3%80-CONVERSA-COM-SARA-ANA-MACEDO-AFONSO</guid><pubDate>Wed, 02 Nov 2016 14:00:00 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><div>Os sonhos acontecem mesmo!</div><div>Sara Ana Macedo Afonso nasceu a 29 de Maio de 1988 e é uma jovem romântica, sonhadora e sensível. Adora viajar, fotografar, ir ao cinema, ouvir música, passear, conviver com os seus amigos e claro, ler e escrever. Já plantou uma árvore com a escola primária, a qual deram o nome de Marie Curie, e mais recentemente, em 2014, fez um curso de danças latinas durante três meses. Actualmente, é pasteleira e operadora de caixa na Padaria 2000 de Carção e pertence a organização do Festival dos Livros na sua aldeia. É a autora dos livros: “Enquanto o tempo quiser” publicado em 2008 e “Ver-me nos teus olhos” editado em 2010, ambos com a Corpos Editora.</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/6672fa_be8b7fbe42eb485faada49d73530bfc9~mv2.jpg"/><div>Débora: Como surgiu o gosto pela escrita? </div><div>Sara: Desde cedo que sempre me encantei pelos livros: as suas formas, as suas cores, os seus desenhos, os seus tipos de letras... Depois quando fui para a escola, apaixonei-me pelas letras, e vibrava sempre que que havia contos e composições para escrever. Sempre me senti atraída por o mundo da literatura: de conhecer, de descobrir... Os motivos que me levaram a escrever? Talvez porque precisava de mostrar os meus sentimentos e emoções... E esta foi a forma que arranjei de chegar às pessoas!</div><div>Débora: E, quando é que surgiu a ideia de escrever “Enquanto o tempo quiser” e depois mais tarde “Ver-me nos teus olhos”? Como decorreu o processo?</div><div>Sara: Tinha acabado de chegar a Vila Real para ingressar na universidade, quando conheci uma moça, também ela apaixonada pelos livros que tinha esse dom de escrever e já tinha editado um livro. Fiquei tão entusiasmada... Nunca tinha pensado em ter um livro da minha autoria, quer dizer, eu escrevia só para me sentir melhor, era um refúgio, uma forma de dar a conhecer a minha verdade, mas daí a expô-la? Pensei e decidi arriscar... Reuni tudo o que tinha escrito até ali, e aos 20 anos, um dos meus sonhos aconteceu! </div><div>Débora: Como é que surgiram os títulos?</div><div>Sara: Ui... Isso agora... Sinceramente, foi muito natural, de repente!</div><div>Débora: Como é que foi ter pela primeira vez os teus livros nas tuas mãos?</div><div>Sara: Borboletas, arco-íris e unicórnios... Agora a sério, senti-me tão feliz que era capaz de explodir, foi um sonho tornado realidade. Fiquei super entusiasmada e contente mas ao mesmo tempo com aquela sensação: e se não era isto? E se as pessoas não perceberem? E se? E se? Mas alegria do momento superou qualquer outra emoção.</div><div>Débora: Publicar um livro foi um sonho desde sempre, apesar de todos os receios? Como é que se lida com isso?</div><div>Sara: É um misto de emoções e sentimentos, aquela vontade de mostrar ao mundo aquilo que nos move, aquilo que julgamos ser o nosso dom, a nossa missão, mostrar ao mundo aquilo que nos faz feliz, mas depois há o outro lado, que temos receio de não saber lidar... Se as pessoas não gostarem? Se criticarem? Se realmente não é bem isto? Se vale a pena? Mas no fim todos os receios e medos são arrumados a um canto e luta-se por aquilo que se quer.</div><div>Débora: Para além de já teres publicado estes dois livros também tens um blog pessoal, como decorreu a sua criação? O que é que costumas publicar nele?</div><div>Sara: Tenho sim, ideia tua, minha irmazinha. Obrigada desde já. Sempre a apoiar-me, a incentivar-me, a ajudar-me a evoluir. O blog foi ideia tua e trabalho teu, agora sou eu que o gero. Tendo a minha página no Facebook, onde publico todas as novidades, e tudo aquilo que escrevo, fotografo e afins, mas senti que com o blog teria que fazer algo especial, assim sendo, tornei-o um pouco mais pessoal: um lugar dedicado à nossa mãe, onde lhe presto homenagem na maneira que arranjei de falar com ela.</div><div>Débora: E, como é que aconteceu escreveres em outros blog's, jornais e revistas? </div><div>Sara: Sim escrevo para a revista Almocreve de Carção, para o site Sobre Livros e também sou membro da Casa do Poeta e do Movimento Poético Nacional. A revista Almocreve fez-me o convite no seguimento do 1º lançamento do livro, para falar sobre Carção, com isto o senhor Paulo Lopes, deu-me a conhecer o senhor Adriano Costa, descendente Português, vivendo no Brasil, homem de letras e amante de livros, que me deu a conhecer a Casa do Poeta e o Movimento Poético Nacional, e que mais tarde me fez membro, participando com textos nos seus jornais em São Paulo. Por fim, mais recentemente, com a divulgação da minha página no Facebook, surgiu a oportunidade de ser colunista no site Sobre Livros.</div><div>Débora: No que é que te inspiras? Onde vais buscar imaginação para escreveres em tanto “lugar”?</div><div>Sara: Em tudo o que me rodeia: o sítio onde vivo, as paisagens que me rodeiam, das histórias que se cruzam com a minha, das situações do dia a dia, das músicas que ouço... Basicamente inspiro-me com a vida!</div><div>Débora: Escrever é algo para toda a vida?</div><div>Sara: Escrever é magia... Faz-me sentir bem! É um escape, um remédio para a minha loucura! Sim, escrever é para toda a vida... Posso nunca chegar a poder viver só da escrita, mas continuarei a escrever sempre.</div><div>Débora: E, como descreves a tua escrita?</div><div>Sara: Simples, directa, informal, real.</div><div>Débora: Agora, há ou não há novidades para breve?</div><div>Sara: Então posso dizer que estou a tratar do meu próximo livro. Tratam-se de textos soltos. Sendo mais do mesmo, mas diferente. Há uma maturidade e exigência desde do primeiro como é óbvio. Este livro que ainda não sei dizer a data de lançamento, será de textos sobre uma relação amorosa, e as várias etapas pela qual esta passa. Isto é: cada texto é independente mas interligados entre si, criando um fio condutor em todo o livro. A ideia é criar uma espécie de diário daquela personagem ( os textos estão na 1º pessoa) e através dela descobrirmos o que é o amor e as várias facetas de uma relação amorosa... É um livro simples, pequeno mas que vem com algumas surpresas e particularidades. Mais não posso dizer. </div><div>Débora: O que diz o teu coração?</div><div>Sara: Que devemos sempre exprimir o que sentimos... O meu coração de escritora é muito feliz na procura da concretização de um sonho!</div><div>Débora: O que gostarias de dizer para finalizar esta entrevista?</div><div>Sara: Leiam sempre! Ler faz bem! Obrigada a todos aqueles que me lêem, que me deixam continuar a sonhar, porque enquanto o tempo quiser sonhar é prioritário! É o motor da vida!</div><div>Débora: Obrigada, muito sucesso para ti! </div><div>-----</div><div>Foto: Concebida pela autora</div></div>]]></content:encoded></item><item><title>EXPERIÊNCIA DO ALÉM</title><description><![CDATA[É na vila de Coruche, distrito de Santarém, que se encontra a empresa Windpassenger que se destina a prática do Balonismo (desporto aeronáutico praticado com um balão de ar quente). A Windpassenger iniciou o seu percurso em Portugal no ano de 1987, contudo a marca surgiu apenas em 2004, quando Guido Van Der Velden Dos Santos herdou o talento do seu pai e trouxe para o Alentejo este sonho de avistar o mundo do céu.A Windpassenger é a representante oficial de uma das maiores marcas de balões de ar<img src="http://static.wixstatic.com/media/6672fa_2e5a7a021e604e3d83990e7311569d80%7Emv2_d_4608_2592_s_4_2.jpg/v1/fill/w_626%2Ch_352/6672fa_2e5a7a021e604e3d83990e7311569d80%7Emv2_d_4608_2592_s_4_2.jpg"/>]]></description><dc:creator>Débora Macedo Afonso</dc:creator><link>https://deboramacedoafonso.wixsite.com/dmacedoafonso/single-post/2016/10/26/EXPERI%C3%8ANCIA-DO-AL%C3%89M</link><guid>https://deboramacedoafonso.wixsite.com/dmacedoafonso/single-post/2016/10/26/EXPERI%C3%8ANCIA-DO-AL%C3%89M</guid><pubDate>Wed, 26 Oct 2016 16:00:00 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><img src="http://static.wixstatic.com/media/6672fa_2e5a7a021e604e3d83990e7311569d80~mv2_d_4608_2592_s_4_2.jpg"/><div>É na vila de Coruche, distrito de Santarém, que se encontra a empresa Windpassenger que se destina a prática do Balonismo (desporto aeronáutico praticado com um balão de ar quente). </div><img src="http://static.wixstatic.com/media/6672fa_b7fb8d95d3174236b87f386a785e93da~mv2_d_4608_2592_s_4_2.jpg"/><div>A Windpassenger iniciou o seu percurso em Portugal no ano de 1987, contudo a marca surgiu apenas em 2004, quando Guido Van Der Velden Dos Santos herdou o talento do seu pai e trouxe para o Alentejo este sonho de avistar o mundo do céu.</div><div>A Windpassenger é a representante oficial de uma das maiores marcas de balões de ar quente do mundo - Kubicek Balloons.</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/6672fa_fb5384eb7b464982beaa65612ce58e8e~mv2_d_4608_2592_s_4_2.jpg"/><div>Esta empresa proporciona às pessoas um momento único e inesquecível: </div><div>O encontro com o piloto é bem cedinho (6 horas), e depois de entrar para a cesta e começar a subir, apenas se tem o céu como limite. A bela paisagem Alentejana, com um nascer do sol deslumbrante e o reflexo do nosso lindo balão colorido são as primeiras imagens que captamos bem lá do alto, onde tudo nos parece mais pequeno. </div><img src="http://static.wixstatic.com/media/6672fa_3d170914c04c4b6bb844cffa3a9539b4~mv2_d_4608_2592_s_4_2.jpg"/><div>É um passeio adorável! Uma experiência do além!</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/6672fa_91a2c3aabe254392bf892f4ede75f028~mv2_d_4608_2592_s_4_2.jpg"/><div>-----</div><div>Fonte: https://www.facebook.com/windpassenger/?fref=ts</div><div>Fotos: Débora Macedo Afonso</div></div>]]></content:encoded></item><item><title>À CONVERSA COM RUI BERNARDINO</title><description><![CDATA[Para ser possível basta acreditar!Rui Miguel Tavares Abreu Bernardino nasceu a 19 de Maio de 1978 e é uma pessoa brincalhona, teimosa e persistente. Gosta de jogar xadrez, de passear com a sua filha e de ler. Regressou a escola e estuda neste momento Gestão de Empresas no ISCAC. Publicou o seu primeiro livro em Outubro de 2014 com a Chiado Editora – “É possível”.Débora: Quando é que começou a escrever?Rui: Tenho uma doença, degenerativa e hereditária, ao longo dos anos ela tem me incapacitado<img src="http://static.wixstatic.com/media/6672fa_86a854150ca3438f8643f7cd802f3879%7Emv2.jpg/v1/fill/w_610%2Ch_529/6672fa_86a854150ca3438f8643f7cd802f3879%7Emv2.jpg"/>]]></description><dc:creator>Débora Macedo Afonso</dc:creator><link>https://deboramacedoafonso.wixsite.com/dmacedoafonso/single-post/2016/10/19/%C3%80-CONVERSA-COM-RUI-BERNARDINO</link><guid>https://deboramacedoafonso.wixsite.com/dmacedoafonso/single-post/2016/10/19/%C3%80-CONVERSA-COM-RUI-BERNARDINO</guid><pubDate>Wed, 19 Oct 2016 00:00:00 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><div>Para ser possível basta acreditar!</div><div>Rui Miguel Tavares Abreu Bernardino nasceu a 19 de Maio de 1978 e é uma pessoa brincalhona, teimosa e persistente. Gosta de jogar xadrez, de passear com a sua filha e de ler. Regressou a escola e estuda neste momento Gestão de Empresas no ISCAC. Publicou o seu primeiro livro em Outubro de 2014 com a Chiado Editora – “É possível”.</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/6672fa_86a854150ca3438f8643f7cd802f3879~mv2.jpg"/><div>Débora: Quando é que começou a escrever?</div><div>Rui: Tenho uma doença, degenerativa e hereditária, ao longo dos anos ela tem me incapacitado demais (por exemplo actualmente algumas pessoas já sentem dificuldade em me entender...). Essa é a minha realidade, mas como nem tudo pode ser mau!!! Cognitivamente estou bem e preciso encontrar formas de ser ouvido (daí a ideia do livro). Além de tudo isso tenho noção de que o meu viver desperta curiosidade nas pessoas e como eu necessito de rendimentos, juntei o útil ao agradável.</div><div>Débora: Como é que foi o processo de edição?</div><div>Rui: Como disse foi algo idealizado durante anos, o processo de escrita foi demorado, pedi ajuda a profissionais para ficar “algo” bem feito a partir daí a edição foi muito tranquila, quando a editora viu foi logo aprovado. Porque a Chiado? Na altura e hoje é a editora que tem melhor publicidade e... Já depois do lançamento e passado 1 ano (pelo que me foi dito brevemente está na 3ª edição) não escolheria esta editora acho que eles só veem os livros na forma de euros (mas enfim...)!!!</div><div>Débora: Quais foram os profissionais com quem entrou em contacto? No que foi que o ajudaram?</div><div>Rui: Primeiramente uma jornalista, Cláudia Cambraia, serviu para “arrumar” dar uma ordem às minhas ideias depois vieram os médicos, terapeutas e alguns amigos já doutorados (eles cuidaram da parte cientifica e o amigo Ricardo Reis fez o prefácio) por último e com ele já quase pronto pedi a 2, 3 professores universitários “críticas” construtivas com o intuito de melhorar algo.</div><div>Débora: No que se inspirou para escrever este livro? </div><div>Rui: Fui só influenciado pela minha condição física, garanto, depois de ter tudo planeado na cabeça começaram a aparecer apoios... Exemplos, pode parecer estranho, mas eu não quis nenhum acho muito melhor a originalidade (quem lê percebe isso, lógico que poderia estar melhor mas deixava de ser meu, se eu sou simples tinha de passar isso). A minha inspiração, de longe, foi a minha esposa, filha e as dificuldades do dia a dia, mas “É Possível”. Ídolos é uma palavra muito forte e garanto que, graças a Deus, não tenho ninguém nem na literatura nem em nada. Só gosto de ler livros contemporâneos, histórias verídicas e que usem linguagem directa... (há um que aprecio, mais pela sua personalidade, o Miguel Sousa Tavares), mas ídolos jamais!</div><div>Débora: Como surgiu o título? “É possível” porquê?</div><div><div>Rui: Já estava metade do livro escrito e eu sem ideias para o título. Um dia </div>(durante o banho!) surgiu a ideia do “É possível”. Gostei e fundamentei a ideia com um versículo bíblico que adoro “Tudo é possível ao que crê” (Marcos 9:23), passei a ideia e todos aprovaram, mas também gostei porque é muito abrangente e deu “ideia” de liberdade. Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm (1Corintos 6:12).</div><div>Débora: Como descreve a sua escrita?</div><div>Rui: Muito directa e realista (em Português diz-se “curto e grosso”) sei que tenho dificuldade em exprimir o meu pensamento, uso muitos termos Brasileiros (a minha mulher é Brasileira e convivemos diariamente quase há 10 anos) mas adoro escrever, e dia a dia prometo melhorar!</div><div>Débora: É o seu livro de alguma forma uma lição de vida?</div><div>Rui: Eu quando idealizei o livro nunca pensei em dar lições a ninguém só quis e continuo a querer mostrar que alguém com uma doença degenerativa pode e deve viver com dignidade, não sou melhor que ninguém mas acredito muito no amanhã.</div><div>Débora: O que diz o seu coração?</div><div>Rui: Coração de escritor, bonitas palavras! Como já disse cada dia mais necessito da escrita para me expressar por isso só tenho um caminho! Por isso estejam atentos aos próximos capítulos...</div><div>Débora: O que gostaria de dizer para finalizar esta entrevista?</div><div>Rui: Preciso de todos vocês, 37 anos não sei como estarei daqui a uns anos... Preciso qualidade de vida e condições para novos projectos. Adorava que lessem o “É possível” e me dessem o vosso feedback porque quem já o fez tem dito que a vida deles foi mudada! Sei que o futuro a Deus pertence mas todos nós podemos “dar uma mão”...</div><div>Débora: Obrigada, muito sucesso para si!</div><div>-----</div><div>Foto: Concebida pelo autor</div></div>]]></content:encoded></item><item><title>À CONVERSA COM RITA LESTON</title><description><![CDATA[O poder das redes sociais!Rita Leston nasceu a 15 de Outubro de 1975 e considera-se determinada, leal e confiável. Gosta de música, do mar, de estar rodeada dos seus amigos e da companhia do seu filho. É oficial de justiça a tempo inteiro e em Março de 2015 publicou o seu primeiro livro com a editora Lua de Papel – “Gosto de ti, e então?”.Débora: Qual é o livro que mais a marcou até hoje?Rita: Não consigo eleger um único livro que me tenha marcado. Comecei, assim que aprendi a ler, a consumir<img src="http://static.wixstatic.com/media/6672fa_fbfcd5b82f25439ca64508efe97b0ad2%7Emv2_d_4118_3060_s_4_2.jpg/v1/fill/w_626%2Ch_465/6672fa_fbfcd5b82f25439ca64508efe97b0ad2%7Emv2_d_4118_3060_s_4_2.jpg"/>]]></description><dc:creator>Débora Macedo Afonso</dc:creator><link>https://deboramacedoafonso.wixsite.com/dmacedoafonso/single-post/2016/10/12/%C3%80-CONVERSA-COM-RITA-LESTON</link><guid>https://deboramacedoafonso.wixsite.com/dmacedoafonso/single-post/2016/10/12/%C3%80-CONVERSA-COM-RITA-LESTON</guid><pubDate>Wed, 12 Oct 2016 09:00:00 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><div>O poder das redes sociais!</div><div>Rita Leston nasceu a 15 de Outubro de 1975 e considera-se determinada, leal e confiável. Gosta de música, do mar, de estar rodeada dos seus amigos e da companhia do seu filho. É oficial de justiça a tempo inteiro e em Março de 2015 publicou o seu primeiro livro com a editora Lua de Papel – “Gosto de ti, e então?”.</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/6672fa_fbfcd5b82f25439ca64508efe97b0ad2~mv2_d_4118_3060_s_4_2.jpg"/><div>Débora: Qual é o livro que mais a marcou até hoje?</div><div>Rita: Não consigo eleger um único livro que me tenha marcado. Comecei, assim que aprendi a ler, a consumir livros, fossem de banda desenhada ou para crianças. Tive a sorte de crescer entre os livros (e música) e sempre vi os meus pais e avó a ler. Herdei os livros de criança da minha mãe e enfiava-me dentro dos cobertores com uma lanterna a ler até mais tarde do que me permitiam. De manhã, não me levantava logo da cama e trocava a televisão por um qualquer livro que tivesse. Andei muitos anos sempre com um livro atrás e acho que li de todos os géneros, consoante as fases da minha vida. Li quase tudo de Enid Blyton enquanto cresci; li muita banda desenhada do Lucky Luke, Astérix, Tin Tin e afins; li imensa ficção científica; li romances de cordel, li Agatha Christie e outros tantos policiais. Ainda não devia ter 15 anos e já tinha lido tudo o que Florbela Espanca tinha editado, por conta de assaltar a biblioteca da minha avó. Com muita pena minha consoante o tempo foi passando, foi também escasseando e deixei de conseguir ler um livro por semana. Hoje em dia não consigo ter tempo para ler da forma que gostaria e é de menos o tempo que dedico à leitura. Leio muita coisa online, muitos artigos e crónicas. E acumulo livros na mesa de cabeceira, que vou lendo conforme posso ou esperando pelo Verão para os ler na praia ou numa esplanada. Não consigo eleger um só livro que me tenha marcado. Acho que todos eles fazem parte do meu imaginário, dos meus sonhos e do meu crescimento. Gosto muito de Miguel Esteves Cardoso, de Florbela Espanca e de Eça de Queirós, por exemplo. Tudo o que li, tudo o que aprendi, o que conheci, tudo o que vivi, faz parte de mim e de quem sou. É a vida que me impulsiona a escrita e o sentir. A escrita vem de dentro de mim, como tal é uma parte que existe sempre em mim. Quem fala de amor, por exemplo, tem de o ter sentido. Têm de se saber o que são saudades para se poder falar delas. Se se falar de sentimentos sem os ter tido dentro de nós penso que se torna numa escrita vazia e banal. É a viver que se aprende a escrever.</div><div>Débora: Quando é que começou a escrever?</div><div>Rita: Primeiro surgiu a página do Facebook onde eu decidi escrever uns pensamentos para aquilo que supunha ser o vazio. Só que a página foi crescendo, os fãs foram chegando e comentando e começou a tornar-se numa coisa mais séria. Eu, que não assinava o que escrevia, vi-me confrontada com o facto de quem me lia começar a pedir um livro, coisa que, ao início, não me fazia sentido. Com o decurso do tempo e com a insistência de quem me lia acabei por decidir fazê-lo. Tive a sorte de ser contactada pela minha editora, a Lua de Papel, que me tem acompanhado brilhantemente, e ter conseguido editar o livro com eles.</div><div>Débora: Quais foram os motivos que a levaram a criar a página no Facebook?</div><div>Rita: A decisão de criar a página foi minha, onde ninguém mais teve intervenção. Criei-a porque senti, de alguma forma, necessidade de “deitar cá para fora” aquilo que me ia na mente. São desejos de algo que se espera, são sonhos que se querem construir, saudades que se acumulam, são birras com que se acorda, pensamentos onde nos perdemos, são vivências da vida que vou vivendo. O motivo, ao início, foi muito egoísta: despejar no éter - eu achava que escrevia para o vazio e que ninguém me leria - uma série de considerações e, com isso, tornar-me mais leve. Como se fosse um pouco terapêutico.</div><div>Débora: Mas isso mudou, não? Como é que foi aperceber-se que tinha muitos seguidores e que afinal não escrevia para o vazio?</div><div>Rita: Não houve uma data em que me apercebi que tinha muita gente a seguir o que escrevo, fui-me apercebendo com o tempo. A reacção natural é de estupefacção, mas nada muda. Não sei deixar de ser eu, de escrever quando e como me apetece, sem barreiras, medos ou imposições. Mesmo quando decido passar a assinar o que escrevia, nada se alterou. Apenas o fiz quando me senti preparada para tal.</div><div>Débora: E, como é que reagiu ao saber que tinha ali um grupo de pessoas que não a conhecia mas que gostavam imenso das suas publicações? </div><div>Rita: Costumo ouvir (ou ler) muitas vezes que leio aquilo que se passa dentro da cabeça das pessoas, que se identificam, que lhes ponho o pensamento em ordem e reduzo a escrito a forma como se sentem. Que sei explicar, de alguma forma, aquilo que querem e precisam. Leio muitas vezes que é como se estivesse a ler-lhes o pensamento e que lhes entrava na cabeça e aquilo que, ao início, eu pensava era um pouco diferente: porque é que estão todos dentro da minha? Eu penso assim, porque pensam como eu? Acho que cheguei à conclusão de que somos todos muito parecidos e temos objectivos semelhantes. O ser feliz e o querer paz. Aquilo que nos distingue é a forma como lá chegamos e as coisas a que damos importância.</div><div>Débora: Como é que surgiu a oportunidade de publicar um livro?</div><div>Rita: A oportunidade de editar o livro surge através de uma leitora da página que estava ligada à editora com a qual trabalho, que me pediu que fosse enviado o início do livro para ser avaliado. Gostaram e decidiram ir em frente e apostar no meu trabalho. A quem pretenda editar um livro, não menospreze o poder das redes sociais. Hoje em dia, parece-me, é a maior ferramenta que se encontra ao dispor de todos nós para darmos a conhecer o nosso trabalho. Ferramenta gratuita, mas que necessita de constante atenção e empenho a fim de serem alcançados objectivos sólidos, ainda que com passos lentos, mas, sem dúvida alguma, consistentes.</div><div>Débora: Porquê “Gosto de ti, e então?” ? Como surgiu o título?</div><div>Rita: O título vem como que seja uma constatação. “Gosto de ti, faz o que quiseres com isso que eu não vou alterar nada”. Como que seja um desafio, uma certeza. Um “vou-me manter assim independentemente do que faças” ou “mexe-te que estás atrasado”. Não sei bem como surgiu, mas foi desde o primeiro momento em que decidi criar a página que o nome me soou apropriado para o que pretendia escrever.</div><div>Débora: Como foi o processo de edição? </div><div>Rita: O processo, no meu caso, foi realmente muito rápido e fácil, não tenho, felizmente, a experiência de andar em trocas de manuscrito com a editora. Tenho a sorte de ser perfeccionista no que faço e, quando o enviei, foi porque para mim estava correcto e terminado. Tive ainda mais sorte pois o meu editor (e toda a sua equipa) foram maravilhosos e me fizeram um acompanhamento como creio existir poucos, sendo que foram mínimas as correcções efectuadas.</div><div>Débora: O que diz o seu coração?</div><div>Rita: Diz-me que seja sempre verdadeira e leal. Que, mesmo contra o lado racional, o siga sempre. Que quando se quer algo, se deve lutar por isso. E que ninguém morre de amor, mas que se pode perder por não tentar. Que o siga sempre, mesmo na dúvida. Que tire todas as minhas dúvidas e não fique com perguntas por responder. O meu coração diz-me que é ele que manda em mim: e tem razão.</div><div>Débora: O que gostaria de dizer para finalizar esta entrevista?</div><div>Rita: A quem me lê digo que nunca pare de lutar, seja por um sonho, um objectivo, um amor. Que escolham apenas as batalhas que fazem sentido e as levem até ao fim. Que parem para pensar e se oiçam a si mesmos. E aos outros. E que acreditem que, mesmo no meio de algum caos, a vida está bem feita e nos recoloca no sítio certo. Se nós deixarmos.</div><div>Débora: Obrigada, muito sucesso para si!</div><div>-----</div><div>Foto: Concebida pela autora</div></div>]]></content:encoded></item><item><title>À CONVERSA COM RICARDO TAVARES</title><description><![CDATA[Escrever como forma de desabafo!Ricardo Tavares nasceu a 21 de Fevereiro de 1992 e considera-se aventureiro, sonhador e leal. Gosta de praticar desporto e escrever, tendo publicado o seu primeiro livro em Julho de 2015 com a Editorial Novembro – “Reflexos transversais”.Débora: Quando é que começou a escrever?Ricardo: Comecei a escrever como forma de desabafo quando tinha 15/16 anos, sentia-me mais “aliviado” a escrever do que a falar com outras pessoas!Débora: Quando é que surgiu a oportunidade<img src="http://static.wixstatic.com/media/6672fa_529c0dfa0cb440e1aefcd4cd1593a68f%7Emv2.jpg/v1/fill/w_626%2Ch_518/6672fa_529c0dfa0cb440e1aefcd4cd1593a68f%7Emv2.jpg"/>]]></description><dc:creator>Débora Macedo Afonso</dc:creator><link>https://deboramacedoafonso.wixsite.com/dmacedoafonso/single-post/2016/10/05/%C3%80-CONVERSA-COM-RICARDO-TAVARES</link><guid>https://deboramacedoafonso.wixsite.com/dmacedoafonso/single-post/2016/10/05/%C3%80-CONVERSA-COM-RICARDO-TAVARES</guid><pubDate>Wed, 05 Oct 2016 09:00:00 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><div>Escrever como forma de desabafo!</div><div>Ricardo Tavares nasceu a 21 de Fevereiro de 1992 e considera-se aventureiro, sonhador e leal. Gosta de praticar desporto e escrever, tendo publicado o seu primeiro livro em Julho de 2015 com a Editorial Novembro – “Reflexos transversais”.</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/6672fa_529c0dfa0cb440e1aefcd4cd1593a68f~mv2.jpg"/><div>Débora: Quando é que começou a escrever?</div><div>Ricardo: Comecei a escrever como forma de desabafo quando tinha 15/16 anos, sentia-me mais “aliviado” a escrever do que a falar com outras pessoas!</div><div>Débora: Quando é que surgiu a oportunidade de publicar um livro?</div><div>Ricardo: A oportunidade surgiu em Dezembro de 2014 numa conversa normal entre colegas!</div><div>Débora: Como decorreu o processo de edição?</div><div>Ricardo: Foi um percurso agradável, passamos por vários momentos de indecisão mas depois de ver o primeiro exemplar pronto a sensação é inexplicável!</div><div>Débora: Qual é a parte do seu livro que gosta mais?</div><div>Ricardo: A parte do meu livro que mais gosto é o último capítulo (2012), nele expresso tudo aquilo que fui evoluindo enquanto escritor e também a minha postura enquanto cidadão uma vez que marca a minha passagem da adolescência para a idade dos adultos por assim dizer.</div><div>Débora: No se inspira para escrever?</div><div>Ricardo: Tudo aquilo que me envolve diariamente é motivo de “inspiração” desde a sociedade, o amor, a família, um mero banco de jardim iluminado pela a lua…</div><div>Débora: E, sobre quais temas é que mais gosta de escrever?</div><div>Ricardo: Adoro escrever sobre o amor, a poesia envolve muito amor e se nos sentíamos bem a falar sobre “isso” a escrever ainda melhor.</div><div>Débora: Já alguma vez se deparou com alguém a ler o seu livro, por exemplo num transporte público, num café, numa biblioteca? Como foi esse momento?</div><div>Ricardo: Infelizmente não, mas se algum dia acontecer irei ficar muito satisfeito!</div><div>Débora: O que diz o seu coração?</div><div>Ricardo: Vai à luta e foca-te nos teus sonhos!</div><div>Débora: O que gostaria de dizer para finalizar esta entrevista?</div><div>Ricardo: Primeiramente que comprem o meu livro e depois para se esforçarem pelos sonhos que carregam pois as palavras que os outros nos dizem são meros incentivos se não formos nós a acreditar e a lutar pelo que queremos as palavras são apenas palavras e não fazem mais nada a não ser confortar nos momentos mais difíceis.</div><div>Débora: Obrigada, muito sucesso para si!</div><div>-----</div><div>Foto: Concebida pelo autor</div></div>]]></content:encoded></item><item><title>O QUE FOI FEITO DE NÓS?</title><description><![CDATA[Hoje andamos em sentido contrário. Eu vou para cima tu vais para baixo, eu vou pela direita tu vais pela esquerda… Definitivamente não somos mais os mesmos. Costumamos-nos cruzar na praça e a troca de olhares é evidente, contudo, a distância aumenta a cada dia que passa. Hoje ainda sei o teu nome mas não sei mais quem és! Não sei mais quem é que mora nesse corpo que se move para longe de mim! Não sei mais quais são os teus pensamentos, os teus planos… Não sei mais como foi o teu dia!O que foi<img src="http://static.wixstatic.com/media/c08122ba6204b4371e23849098e1bad7.jpg/v1/fill/w_470%2Ch_470/c08122ba6204b4371e23849098e1bad7.jpg"/>]]></description><dc:creator>Débora Macedo Afonso</dc:creator><link>https://deboramacedoafonso.wixsite.com/dmacedoafonso/single-post/2016/09/28/O-QUE-FOI-FEITO-DE-N%C3%93S</link><guid>https://deboramacedoafonso.wixsite.com/dmacedoafonso/single-post/2016/09/28/O-QUE-FOI-FEITO-DE-N%C3%93S</guid><pubDate>Wed, 28 Sep 2016 10:00:00 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><img src="http://static.wixstatic.com/media/c08122ba6204b4371e23849098e1bad7.jpg"/><div>Hoje andamos em sentido contrário. Eu vou para cima tu vais para baixo, eu vou pela direita tu vais pela esquerda… </div><div>Definitivamente não somos mais os mesmos. </div><div>Costumamos-nos cruzar na praça e a troca de olhares é evidente, contudo, a distância aumenta a cada dia que passa. </div><div>Hoje ainda sei o teu nome mas não sei mais quem és! Não sei mais quem é que mora nesse corpo que se move para longe de mim! Não sei mais quais são os teus pensamentos, os teus planos… Não sei mais como foi o teu dia!</div><div>O que foi feito de nós?</div><div>Nós éramos tudo e agora somos nada! </div><div>Ficou apenas uma magoa inconsolável, apenas uma tristeza inesgotável! </div><div>Permanece a dúvida: se tivéssemos tentado de outra forma, se tivéssemos escolhido outro caminho. O famoso “se”! </div><div>O que foi feito de nós?</div><div>Nós éramos um para o outro! </div><div>Será que não passamos de um sonho?</div><div>Será que fomos apenas uma ilusão minha?</div></div>]]></content:encoded></item><item><title>À CONVERSA COM REGINA COELHO</title><description><![CDATA[A escrita das lágrimas!Regina Coelho é professora de Matemática e considera-se uma pessoa sensível, determinada e persistente. Gosta de escrever e por isso publicou o seu primeiro livro em Outubro de 2014 com a Chiado Editora – “Visões de um olhar”.Débora: Quando é que começou a escrever?Regina: Sempre tive algum jeito para a escrita no que concerne, à parte burocrática da minha vida profissional. Há aproximadamente 3 anos, comecei a escrever pensamentos da minha autoria, na minha página de<img src="http://static.wixstatic.com/media/6672fa_16eb50c818e9452199ebed025a1e3dc2%7Emv2.jpg/v1/fill/w_626%2Ch_470/6672fa_16eb50c818e9452199ebed025a1e3dc2%7Emv2.jpg"/>]]></description><dc:creator>Débora Macedo Afonso</dc:creator><link>https://deboramacedoafonso.wixsite.com/dmacedoafonso/single-post/2016/09/21/%C3%80-CONVERSA-COM-REGINA-COELHO</link><guid>https://deboramacedoafonso.wixsite.com/dmacedoafonso/single-post/2016/09/21/%C3%80-CONVERSA-COM-REGINA-COELHO</guid><pubDate>Wed, 21 Sep 2016 09:00:00 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><div>A escrita das lágrimas!</div><div>Regina Coelho é professora de Matemática e considera-se uma pessoa sensível, determinada e persistente. Gosta de escrever e por isso publicou o seu primeiro livro em Outubro de 2014 com a Chiado Editora – “Visões de um olhar”.</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/6672fa_16eb50c818e9452199ebed025a1e3dc2~mv2.jpg"/><div>Débora: Quando é que começou a escrever?</div><div>Regina: Sempre tive algum jeito para a escrita no que concerne, à parte burocrática da minha vida profissional. Há aproximadamente 3 anos, comecei a escrever pensamentos da minha autoria, na minha página de Facebook. A partir desse momento, comecei a escrever poesia. E, o feedback era positivo, embora comentassem que se tratava de uma poesia sempre abraçada à tristeza, ao sofrimento. Depois, decidi abrir uma página intitulada “Despertares”, apenas com a minha poesia.</div><div>Débora: O que é que mais gosta quando escreve?</div><div>Regina: Gosto da escrita pelo facto, de ser a minha maior cúmplice. Através da qual, desabafo e deixa-me sempre, com um sentimento de relaxamento.</div><div>Débora: E, quando é que decidiu publicar um livro?</div><div>Regina: Um dia, quando deambulava pelo Facebook, vi que a Chiado Editora procurava pessoas que pretendessem editar livros. Decidi mandar o link da minha página. Passados poucos dias tive uma resposta positiva. Então, decidi aproveitar essa oportunidade. Após os diversos trâmites, foi apresentado no dia 14 de Outubro de 2014 o meu primeiro livro de poesia “Visões de um olhar”. Tendo apenas, em toda a sua elaboração o meu cunho pessoal.</div><div>Débora: Como é que surgiu o título?</div><div>Regina: A designação do título do livro “Visões de um olhar” foi da minha autoria e surgiu casualmente. Deve-se ao facto da poesia nele representada encerrar vários sentimentos do meu “eu”. Tendo também, seleccionado para constar na capa do livro, os meus olhos.</div><div>Débora: Como decorreu o processo de edição?</div><div>Regina: O processo de edição do meu livro foi rápido, e com grande eficiência por parte da editora. O mesmo, não posso afirmar em relação à sua divulgação!</div><div>Débora: O que acha que a editora deveria fazer para divulgar melhor o seu livro?</div><div>Regina: Bem, a publicação do meu livro coincidiu com um período da minha vida muito conturbado, a nível pessoal. Tive um divórcio e comecei a ser cuidadora, em parceria com a minha irmã, da minha mãe com a doença de Alzheimer. Fiquei por esse facto, com menos tempo disponível para tomar a iniciativa na divulgação do meu livro. Em relação à editora, deveria convidar os seus autores para apresentações dos seus livros em diversas feiras do livro, e darem imparcialmente, visibilidade nesses mesmos locais, a todos os livros.</div><div>Débora: O que mais gosta no seu livro?</div><div>Regina: Gosto de tudo o que está escrito no meu livro. Porque foi escrito com as palavras choradas da minha alma, com poesia vivida e sofrida.</div><div>Débora: Então, se pudesse, não mudava nada?</div><div>Regina: Nada mudava nada no meu livro. Quando é o primeiro “filho”, apenas desejamos vê-lo cá fora.</div><div>Débora: Qual é que foi a recepção do público?</div><div>Regina: Quanto ao feedback das pessoas das minhas relações foi bastante positivo. Mostraram muito agrado pela minha escrita, dando-me incentivo para continuar. Ficando também, lisonjeados por esta minha faceta literária. A minha resposta é dar continuação a este caminho literário.</div><div>Débora: O que diz o seu coração?</div><div>Regina: O meu coração mostra primordialmente gratidão a “alguém”, que me dotou para poder levar as minhas mensagens a outras pessoas. E por isso, estou grata por esta vocação natural!</div><div>Débora: O que gostaria de dizer para finalizar esta entrevista?</div><div>Regina: Proponho a todas as pessoas que desabafem com a escrita, mesmo que achem que não têm qualquer jeito. Ficarão sem dúvida mais leves, e a vida correrá melhor. Quantas mas quantas palavras, escritas neste livro ficaram encharcadas pelas minhas lágrimas!</div><div>Débora: Obrigada, muito sucesso para si!</div><div>-----</div><div>Foto: Concebida pela autora</div></div>]]></content:encoded></item><item><title>À CONVERSA COM OLAVO MOREIRA</title><description><![CDATA[De professor a escritor!Olavo Moreira nasceu a 17 de Agosto de 1977, gosta de ver filmes e séries, de praticar desporto, viajar e claro ler. É professor de Português e de Comunicação Empresarial e publicou em Setembro de 2015 com a Chiado Editora o seu primeiro livro – “Se o abismo existe”.Débora: Quando é que ganhou o gosto pela escrita? Olavo: Há muitos anos que escrevo. A primeira vez que tive positivamente a necessidade de o fazer foi após uma visita à Sé de Braga, no meu primeiro ano na<img src="http://static.wixstatic.com/media/6672fa_b33ffd5537734fffad557e18e5fc9e76%7Emv2_d_3803_3072_s_4_2.jpg"/>]]></description><dc:creator>Débora Macedo Afonso</dc:creator><link>https://deboramacedoafonso.wixsite.com/dmacedoafonso/single-post/2016/09/14/%C3%80-CONVERSA-COM-OLAVO-MOREIRA</link><guid>https://deboramacedoafonso.wixsite.com/dmacedoafonso/single-post/2016/09/14/%C3%80-CONVERSA-COM-OLAVO-MOREIRA</guid><pubDate>Wed, 14 Sep 2016 09:00:00 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><div>De professor a escritor!</div><div>Olavo Moreira nasceu a 17 de Agosto de 1977, gosta de ver filmes e séries, de praticar desporto, viajar e claro ler. É professor de Português e de Comunicação Empresarial e publicou em Setembro de 2015 com a Chiado Editora o seu primeiro livro – “Se o abismo existe”.</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/6672fa_b33ffd5537734fffad557e18e5fc9e76~mv2_d_3803_3072_s_4_2.jpg"/><div>Débora: Quando é que ganhou o gosto pela escrita? </div><div>Olavo: Há muitos anos que escrevo. A primeira vez que tive positivamente a necessidade de o fazer foi após uma visita à Sé de Braga, no meu primeiro ano na Universidade do Minho, tinha 18 anos. Revoltado com os tesouros que aquelas muralhas escondiam, que alimentariam muitas bocas que a Igreja diz proteger, despejei a minha indignação para cerca de uma dúzia de páginas de um caderno preto, que a partir desse momento passou a ser uma espécie de diário, no qual escrevia episodicamente, sem método algum. Alguns anos mais tarde, por convite, escrevi reportagens, artigos de opinião e crónicas para os jornais “Tribuna Press” e “Praça Pública”. Tenho quase uma centena de texto guardados: crónicas, nanocontos, microcontos, contos, epigramas, opúsculos e ensaios. A única coisa que desejei publicar, por achar que tinha qualidade suficiente para esse fim, foi mesmo este “Se o abismo existe”.</div><div>Débora: Seguiu a carreira profissional de professor, porquê? Foi por causa de gostar de escrever?</div><div>Olavo: Na medida em que analisamos, às vezes até um estado de exaustão fastidiosa, as pessoas que escrevem e aquilo que escrevem, a minha profissão está intimamente relacionada com a produção literária. Não obstante, o gosto, ou a necessidade, da escrita, não é uma condição sine qua non para que se seja professor de Português. Decidi ser professor porque sempre gostei de bons professores. Pareciam-me pessoas interessantes, gentis, disponíveis e próximas, dotadas do dom da palavra, capazes de fazer os outros ouvir, tarefa tantas vezes tão inglória. Agradava-me a ideia de uma profissão que não me obrigasse a uma rotina rígida, encerrado num gabinete das nove às cinco, submerso em papelada e tarefas repetitivas. Talvez escrever tivesse alguma coisa a ver com isso, ainda que o verdadeiro interesse pela escrita só tenha surgido após ter concluído a minha formação.</div><div>Débora: Teve algum professor que o tenha inspirando para seguir a profissão? </div><div>Olavo: Acho que não houve ninguém em concreto que eu reconhecesse como o modelo do professor que eu gostaria de vir a ser. Porém, houve um que me ficou para sempre na memória: o Dr. Manuel Santos Alves, meu professor nas cadeiras de Estudos Camonianos e Pessoanos e Literatura Comparada. Senhor de um conhecimento enciclopédico da literatura, dizia de cor, em grego, estrofes inteiras da Odisseia, e era capaz de, concomitantemente, ter os interesses do homem comum. O episódio com ele que mais me marcou ocorreu quando, durante uma frequência do segundo semestre, em Julho, o Dr. Santos Alves, de olhos postos nos jornais desportivos que, sobretudo nessa altura do ano, debitam sem clemência rumores sobre transferências de jogadores de futebol, tentava adivinhar, escrevendo numa pequena folha de papel, qual seria a constituição da equipa do Sporting Clube de Portugal para a época que estava prestes a iniciar-se. Apesar de ser portista, aquela ação, que o situava, pelo menos aparentemente, nos antípodas do que seria expetável num erudito, foi a que me marcou para sempre.</div><div>Débora: O que é para si escrever? </div><div>Olavo: Escrever é uma forma de comunicar, como qualquer outra. A grande mágoa da minha vida é não saber/conseguir desenhar. Adorava fazê-lo durante horas a fio, mas sou incapaz de me entregar a tarefas que não sou, nem vou ser, capaz de desempenhar bem, portanto não o faço de todo. Talvez a escrita seja o desenho de que tanto gosto, mas que nunca me sai. A escrita é o meu ponto forte. E enfatizo o “meu”, na medida em que aceito quem ache que não escrevo particularmente bem ou que perco na comparação com muitos outros. Em todas as outras formas de comunicação, eu não sou tão bom. Se gosto de escrever? Sim, gosto, tanto quanto se pode gostar de uma coisa que dá imenso trabalho. Cada frase é um Everest. A escrita não me é uma coisa fácil, raramente flui ou sai sem esforço.</div><div>Débora: Qual o tema/ foco de seu livro?</div><div>Olavo: Não obstante as múltiplas dimensões narrativas que tange, “Se o abismo existe” é, fundamentalmente, a radiografia do monstro perverso que nos habita, diferente e igual em cada um de nós.</div><div>Débora: Como é que descreve esse monstro que “nos” habita?</div><div>Olavo: O monstro é em si próprio a manifestação do ódio, às vezes justificado e justificável outras vezes nem por isso, já que é apenas a necessidade de odiar, intrínseca ao ser humano, despojada de propósito nítido e mensurável. O monstro é a inveja, o despeito, a raiva, o complexo, a inaceitação da diferença, o maniqueísmo, a hipérbole, o excesso.</div><div>Débora: Porque é que sentiu necessidade de abordar este tema?</div><div>Olavo: Eu quis falar de pessoas e mostrá-las como os seres cinzentos que são. Não tenho nada contra os vilões e os heróis da literatura, mas pretendi um romance despojado de uns e livre de outros. Contudo, acho que para o narratário são bastante mais nítidos os defeitos do que as virtudes das personagens, talvez porque seja igualmente mais interessantes de um ponto de vista sobretudo literário. Acho particularmente interessantes as justificações que o ser humano consegue inventar para defender as acções mais pérfidas. Habitualmente, disfarça-as como vingança, a qual, depois, opta por apelidar de justiça. E a justiça jamais é injusta.</div><div>Débora: O que é para si justiça?</div><div>Olavo: É um conceito demasiado gasoso, porque vago e extraordinariamente subjectivo, que facilmente, de forma deliberada ou sem querer, se confunde com a moral. Aquele que é, ou julga ser, detentor ou agente da justiça é um ser muito poderoso e, por isso, pode ser, na mesma medida, alguém extraordinariamente perigoso. Não obstante, sou um crente na Justiça - aquela que no nosso imaginário colectivo aparece vendada a segurar os pratos de uma balança - e nas instituições que a promovem, que, apesar de não serem isentas de erro, são o principal garante da ordem.</div><div>Débora: O que diz o seu coração?</div><div>Olavo: Sinto-o bater, mas tenho bastantes dúvidas se diz alguma coisa. O meu processo de escrita é muito mais racional do que emotivo e aqui evoco o Pessoa para me explicar “Gira, a entreter a razão/Esse comboio de corda/ Que se chama coração.” Eu não sou um escritor. Sou um tipo que escreveu um livro e não sabe se escreverá mais algum.</div><div>Débora: O que gostaria de dizer para finalizar esta entrevista?</div><div>Olavo: Se esta entrevista lhe despertou a curiosidade e lhe aguçou o interesse, não deixe de ler “Se o abismo existe”. O livro não é assim tão caro.</div><div>Débora: Obrigada, muito sucesso para si!</div><div>-----</div><div>Foto: Concebida pelo autor</div></div>]]></content:encoded></item><item><title>À CONVERSA COM MARTA VELHA</title><description><![CDATA[O que as fotografias fazem! Marta Velha nasceu a 4 de Abril de 1980 e descreve-se como sendo uma pessoa simpática e bem disposta. Gosta de coleccionismo, de tirar fotografias, de ler e escrever. É assistente de consultório e publicou o seu primeiro livro em 2013 com a Chiado Editora – “A Mensagem”, em 2014 com a mesma editora – “Paixão alucinante” e em 2015 em formato ebook – “Amor de Deus”.Débora: Qual é o livro que mais gostou de ler até hoje? Marta: Ui! Esta pergunta é muito difícil de<img src="http://static.wixstatic.com/media/6672fa_57ea63a664cd47668b5f9588a6e68fd7%7Emv2_d_4553_3072_s_4_2.jpg/v1/fill/w_626%2Ch_422/6672fa_57ea63a664cd47668b5f9588a6e68fd7%7Emv2_d_4553_3072_s_4_2.jpg"/>]]></description><dc:creator>Débora Macedo Afonso</dc:creator><link>https://deboramacedoafonso.wixsite.com/dmacedoafonso/single-post/2016/09/07/%C3%80-CONVERSA-COM-MARTA-VELHA</link><guid>https://deboramacedoafonso.wixsite.com/dmacedoafonso/single-post/2016/09/07/%C3%80-CONVERSA-COM-MARTA-VELHA</guid><pubDate>Wed, 07 Sep 2016 09:00:00 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><div>O que as fotografias fazem! </div><div>Marta Velha nasceu a 4 de Abril de 1980 e descreve-se como sendo uma pessoa simpática e bem disposta. Gosta de coleccionismo, de tirar fotografias, de ler e escrever. É assistente de consultório e publicou o seu primeiro livro em 2013 com a Chiado Editora – “A Mensagem”, em 2014 com a mesma editora – “Paixão alucinante” e em 2015 em formato ebook – “Amor de Deus”.</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/6672fa_57ea63a664cd47668b5f9588a6e68fd7~mv2_d_4553_3072_s_4_2.jpg"/><div>Débora: Qual é o livro que mais gostou de ler até hoje?</div><div>Marta: Ui! Esta pergunta é muito difícil de responder! Na leitura sou uma mulher de amores fáceis! Adoro ler e faço-o todos os dias. Há imensos livros que me marcaram e livros que adorei. Há um em especial que me marcou, li-o este ano, “Nunca me esqueças” de Lesley Pearse. Tem uma história apaixonante, a vida da protagonista é tão miserável e difícil que toca a qualquer um. Recomendo!</div><div>Débora: Quando é que começou a escrever? </div><div>Marta: Sempre gostei de escrever e faço-o desde sempre! Escrevia coisas mais pequenas e apenas para mim. Escrever assim a sério foi em 2013. </div><div>Débora: Quando é que decidiu publicar um livro?</div><div>Marta: No final do ano de 2012 estava a ver umas fotografias de uma viagem que fiz ao Egipto. Na brincadeira eu andava a sempre a dizer “um dia escrevo um livro”, as fotos trouxeram recordações boas e comecei a escrever. Quando terminei tinha páginas suficientes para chamar a tudo aquilo “livro”! Procurei no “google” editoras nacionais e a primeira que apareceu foi a Chiado Editora, enviei o que tinha para lá, sem grandes esperanças que fosse possível de ser editado! Passados uns dias tinha a resposta. Li-a diversas vezes e achei que era impossível. Apaguei-a! A minha sorte é que eles insistiram. Posso dizer que sou “escritora” por brincadeira!</div><div>Débora: Como decorreu o processo de edição do primeiro livro? </div><div>Marta: Acho que correu tudo muito bem! Foi fácil, acompanhei sempre todo o processo através da editora. Os sentimentos é que foram diversos! Alegria, claro! Ansiedade, claro! Receio, claro! Expectativa, claro!</div><div>Débora: E, como surgiram os outros livros?</div><div>Marta: “Paixão alucinante”, foi o “menino” que se seguiu. Tinha escrito um e pensei: será que consigo escrever outro? Consegui! Será que é editável? Pois, foi! E teve uma aceitação muito boa por parte de amigos e família! “Amor de Deus” é o meu terceiro trabalho, foi editado em formato ebook e a ideia era oferece-lo aos meus leitores. O seu download foi gratuito durante meses. E também teve uma aceitação muito boa!</div><div>Débora: Qual a sensação de ter pela primeira vez nas suas mãos um livro da sua autoria? </div><div>Marta: Incredulidade! Do tipo: isto é mesmo meu? Meu? Fui eu que escrevi? E depois aquela coisa maluca de cheirar os livros! (Confesso que o faço, sejam meus, escritos por mim, ou de outro autor qualquer!) Mas é uma sensação excelente!</div><div>Débora: O que mais gosta nos seus livros? </div><div>Marta: Das histórias em si! E do simples facto de poder dizer: são meus!</div><div>Débora: Como foi que escolheu os títulos? </div><div>Marta: Cada título tem uma história para contar! E já me fizeram essa pergunta algumas vezes: “A mensagem” foi escrito até mais ou menos a meio sem ter um título! Até ao belo dia em que debaixo da porta do meu trabalho apareceu um papel (daqueles papéis que muitas vezes nos aparecem no carro a fazer publicidade ao professor Bamba e outros que tais!) que dizia: “Mensagem de Fátima” - ora, os meus pobres neurónios ficaram logo a mil! Achei a ideia maravilhosa - a ideia de papéis com pequenas mensagens a serem dados às minhas personagens! E toca a rescrever partes do livro para inserir isso. Depois “A mensagem” pareceu-me um título ideal para isso. Ficou “A mensagem” até ao fim. “Paixão alucinante” tal como referi na apresentação deste meu livro, ele podia ter mil e um títulos! E se calhar um título que tivesse a palavra “chocolate” fazia mais sentido! Mas acho que este título tem mais a ver com a minha paixão pela escrita! E pela paixão alucinante com que faço tudo! “Amor de Deus” Todos falam em Deus e muitos creem nele. Este livro fala de um padre que numa certa altura da sua vida fica dividido entre dois amores: o de Deus e o de uma mulher. Achei que seria o título ideal.</div><div>Débora: O que diz o seu coração? </div><div>Marta: Oh, diz tantas coisas! Alegria! Felicidade! Amor! Sorrisos! Paixão! Livros! Paz! Família! Amigos! Leitores! Escrever! Ler! </div><div>Débora: O que gostaria de dizer para finalizar esta entrevista?</div><div>Marta: Que tenham sempre um sorriso nos lábios! Que leiam mais! Que ofereçam mais livros! </div><div>Débora: Obrigada, muito sucesso para si!</div><div>-----</div><div>Foto: Concebida pela autora</div></div>]]></content:encoded></item><item><title>&quot;REFLEXOS DA LUA&quot;</title><description><![CDATA["Reflexos da lua" é uma obra escrita por Adelaide Miranda. Adelaide Miranda nasceu em Luanda (Angola) em 1980 mas cresceu em Portugal. Estudou em Lisboa, onde concluiu a licenciatura em Engenharia Química. Começou a escrever desde muito cedo, tendo vindo a publicar desde 2005 várias obras, a destacar: "Reflexos da lua" e "Amor Traição e Kizomba" com a Capital Books. "Reflexos da lua" é um romance que aborda de forma simples etapas de uma relação amorosa. É uma prova de que o amor é mais forte do<img src="http://static.wixstatic.com/media/6672fa_8d0e1777edc14582965302033e2a7708%7Emv2.jpg/v1/fill/w_288%2Ch_442/6672fa_8d0e1777edc14582965302033e2a7708%7Emv2.jpg"/>]]></description><dc:creator>Débora Macedo Afonso</dc:creator><link>https://deboramacedoafonso.wixsite.com/dmacedoafonso/single-post/2016/08/31/REFLEXOS-DA-LUA</link><guid>https://deboramacedoafonso.wixsite.com/dmacedoafonso/single-post/2016/08/31/REFLEXOS-DA-LUA</guid><pubDate>Wed, 31 Aug 2016 09:00:00 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><div>&quot;Reflexos da lua&quot; é uma obra escrita por Adelaide Miranda. </div><div>Adelaide Miranda nasceu em Luanda (Angola) em 1980 mas cresceu em Portugal. Estudou em Lisboa, onde concluiu a licenciatura em Engenharia Química. Começou a escrever desde muito cedo, tendo vindo a publicar desde 2005 várias obras, a destacar: &quot;Reflexos da lua&quot; e &quot;Amor Traição e Kizomba&quot; com a Capital Books. </div><img src="http://static.wixstatic.com/media/6672fa_8d0e1777edc14582965302033e2a7708~mv2.jpg"/><div>&quot;Reflexos da lua&quot; é um romance que aborda de forma simples etapas de uma relação amorosa. É uma prova de que o amor é mais forte do que qualquer preconceito. <div>&quot;Reflexos da lua&quot; é narrado na primeira pessoa, o que nos aproxima, de certa forma, mais da história. </div>Ao longo das páginas questionamos-nos várias vezes, porque é que a personagem principal<div> é tão pessimista e age de forma tão negativa perante a vida. Contundo, com o desenrolar dos acontecimentos, percebemos a realidade dos nossos dias. </div><div>Um livro com uma escrita de fácil compreensão, muitos diálogos e que nos faz reflectir acerca da sociedade: da forma como somos visto ou queremos que nos vejam. Uma batalha interior pela felicidade! </div></div><div>É uma leitura muito agradável!</div><div>Sinopse:</div><div>Quando um grande Amor une duas almas, mas não pode ser assumido por uma delas, então isso é motivo para o término precipitado dessa relação. Depois de abandonado pelo seu amor, o atraente e bem sucedido Renato só pode contar com o destino para reencontrar quem ama. Mas entre as voltas da vida, ainda será esse amor possível?  Adelaide Miranda assina este tórrido romance, para ilustrar que o amor está acima de todas as dificuldades e nem mesmo os preconceitos constituem barreira entre aqueles que verdadeiramente se amam.</div><div>-----</div><div>Imagem: Concebida pela autora </div></div>]]></content:encoded></item><item><title>À CONVERSA COM MARISA OLIVEIRA</title><description><![CDATA[Tudo começou com um diário!Marisa Oliveira nasceu a 8 de Fevereiro de 1997 e considera-se pragmática e espiritual. Gosta de fazer jogging e ler. É lojista na firma FunnyShops e em Setembro de 2015 publicou com a Chiado Editora o seu primeiro livro – "Rasgar o charme".Débora: Qual é o livro que mais gostou até hoje?Marisa: Tenho dois livros que me marcaram imenso: “O que ela deixou para trás” da autora Ellen Marie Wiseman e “Mulheres apaixonadas” do meu autor preferido, D.H.Lawrence.Débora: Como<img src="http://static.wixstatic.com/media/6672fa_20f8175d3bfb4a11b1a8af7ca7725f7c%7Emv2.jpg/v1/fill/w_626%2Ch_469/6672fa_20f8175d3bfb4a11b1a8af7ca7725f7c%7Emv2.jpg"/>]]></description><dc:creator>Débora Macedo Afonso</dc:creator><link>https://deboramacedoafonso.wixsite.com/dmacedoafonso/single-post/2016/08/24/%C3%80-CONVERSA-COM-MARISA-OLIVEIRA</link><guid>https://deboramacedoafonso.wixsite.com/dmacedoafonso/single-post/2016/08/24/%C3%80-CONVERSA-COM-MARISA-OLIVEIRA</guid><pubDate>Wed, 24 Aug 2016 09:00:00 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><div>Tudo começou com um diário!</div><div>Marisa Oliveira nasceu a 8 de Fevereiro de 1997 e considera-se pragmática e espiritual. Gosta de fazer jogging e ler. É lojista na firma FunnyShops e em Setembro de 2015 publicou com a Chiado Editora o seu primeiro livro – &quot;Rasgar o charme&quot;.</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/6672fa_20f8175d3bfb4a11b1a8af7ca7725f7c~mv2.jpg"/><div>Débora: Qual é o livro que mais gostou até hoje?</div><div>Marisa: Tenho dois livros que me marcaram imenso: “O que ela deixou para trás” da autora Ellen Marie Wiseman e “Mulheres apaixonadas” do meu autor preferido, D.H.Lawrence.</div><div>Débora: Como é que começou a escrever?</div><div>Marisa: Comecei a escrever aos 8 anos, quando o meu pai me deu um diário. Como ainda não sabia escrever muitas frases completas, fui escrevendo letras soltas... Aperfeiçoei-as por uns tempos, enquanto aprendia a escrever na escola. Passados uns tempos, comecei a relatar os meus dias sem expor qualquer tipo de sentimento. Algo do género “bom dia diário, hoje a acordei e fui tomar o pequeno almoço... Hoje aprendi x e y na escola, agora vou dormir”. Por volta dos meus 10/11 anos cansei-me de falar sobre mim, então passei a fazer relatos de dias imaginados na minha mente, que me faziam sentir mais feliz por interiorizar que estava noutro lugar e que era outra pessoa. Uns dias, era uma criança a mendigar nas ruas da cidade, outros era uma princesa real. A minha escrita foi-se tornando algo de abstrato e no início da adolescência apercebi-me que tinha uma imaginação bastante fértil, pois era raro o momento em que via a vida tal e qual como ela era. Se queria descrever um familiar meu, eu inventava várias qualidades que ele não tinha, só para que me fosse mais fácil aceitar os seus defeitos. Cheguei a fazê-lo comigo própria, pois todos temos aquela fase na vida em que nos apetece sair de nós próprios à velocidade de um foguetão por não nos aceitarmos. Quando dei por mim, já estava a escrever histórias com várias páginas, então aos 15 anos decidi levar a escrita mais a sério e escrevi o meu primeiro livro, que decidi nunca publicar por conter dados demasiado pessoais. Depois de terminar o primeiro livro, entendi que escrever centenas de páginas fazia-me sentir aliviada, menos ansiosa com as tribulações da vida e foi assim que até hoje não parei de escrever.</div><div>Débora: Como é que descreve a sua escrita?</div><div>Marisa: Descrevo a minha escrita como aquilo que dá um sentido à minha vida. Escrever vai muito além de sentar e teclar milhares de palavras, é um processo que consome um escritor 24 sobre 24 horas por dia. Eu posso até estar numa conferência importante, que as palavras que só a minha imaginação sabe onde vai buscar, invadem-me a alma. Tornei-me muito aérea por tanto escrever, sou uma pessoa distraída e por vezes demasiado ingénua por estar mais tempo atenta à minha imaginação, do que aos próprios acontecimentos da vida. Porém, é uma distracção benigna, pois livra-me de levar a peito certas situações e atitudes desumanas. A escrita é ao fim ao cabo, o meu refúgio, a forma mais crua de despir o meu ser e libertá-lo ao exibi-lo em meras folhas de papel. É complexo falar sobre o valor da escrita para mim, acho que conseguia escrever um livro inteiro a falar sobre o assunto.</div><div>Débora: Quando é que decidiu publicar um livro?</div><div>Marisa: A ideia de publicar um livro foi impulsionada pelo meu círculo de amigos há uns 4/5 anos, pois cada vez que compartilhava com eles as minhas ideias ele diziam “tens de escrever um livro sobre isso”, “o mundo adorava saber isso”. Passei a ouvir aquelas sugestões como um desafio e foi assim que levei a cabo a ideia de publicar um livro da minha autoria. Escrevi o primeiro com o intuito de o publicar, mas quando o revi senti uma espécie de sinal vermelho e uma vez que não sou de ignorar os meus instintos, passei então para o segundo livro (“Rasgar o charme”) e quando o revi após o terminar, apercebi-me que aquelas páginas já não eram um mero livro, mas sim um pedaço da minha alma. Agora sim fazia sentido aquilo que os meus amigos me diziam sobre o mundo precisar de saber sobre aquilo que eu escrevia, porque o “Rasgar o charme” é um romance que retrata parte daquilo que eu sou.</div><div>Débora: Como decorreu o processo de edição?</div><div>Marisa: Ao longo da edição, a Chiado Editora demonstrou-se bastante atenciosa e esclarecedora para comigo. Foi um processo fluído, com vários pormenores a tratar e questões a debater. Embora parte de mim se demonstrasse entusiasmada, estava incrédula com tudo aquilo que estava a acontecer.</div><div>Débora: Como é que surgiu o título?</div><div>Marisa: O título “Rasgar o charme” surgiu após um pesadelo. No mesmo, fui obrigada a assistir a violentos casos de tráfico de mulher, que me fizeram acordar carregada de palavras que a minha boca não conseguia verbalizar. Lembro-me de estar tão revoltada que sentia que o meu coração estava prestes a rasgar-me o peito. Também estava um pouco confusa, sem saber ao certo como lidar com o facto de pertencer a uma raça humana que é capaz dos mais monstruosos feitos. Quis falar, mas não sabia ao certo o que dizer, por isso o livro “Rasgar o charme” começou por ser uma história charmosa nos anos 20 sobre uma mulher que foi traficada, mas quando estava no 6º ou 7º capítulo reli o que já tinha escrito e pensei “não, este não é o livro que me irá expor ao mundo”, por isso rasguei tudo aquilo que já tinha escrito. Havia demasiado charme e cuidado nas palavras e eu rasguei tudo isso. Eliminei a minha tentativa falhada e decidi quebrar os meus próprios preconceitos e a esses preconceitos eu decidi resumi-los à palavra charme.</div><div>Débora: No que se inspira?</div><div>Marisa: Sem dúvida alguma que os meus escritores preferidos me inspiraram imenso, cada um à sua forma. Contudo, não foram só os preferidos. Até aqueles que não me tocaram muito através das suas palavras me inspiraram. Acredito que todos os escritores têm sempre de bom, algo a ensinar-nos. Podemos até ler histórias e considerá-las péssimas, mas inconscientemente elas vão-nos sempre influenciar de alguma forma. Mas, a maior fonte de inspiração de todas baseou-se mesmo nas pessoas que me rodeiam e naquilo que me fazem sentir. Tanto as que me entristecem, como as que me alegram. Tanto as que me odeiam, como as que me amam. Tanto as que me são indiferentes, como as que são mais especiais. São as pessoas que me inspiram na sua maioria, pela vasta complexidade que representam.</div><div>Débora: Se pudesse, mudava alguma coisa no seu livro?</div><div>Marisa: Achamos sempre que há algo a mudar, algo a melhorar... Talvez reduziria o grande número de adjetivos que utilizo no meu livro. Quando o estava a escrever, estava tão entusiasmada que achava que nenhum leitor seria capaz de entender aquilo que eu estava a sentir. Agora ao reler certos excertos penso “talvez me tenha excedido um pouco, poderia ter sido mais simples aqui ou ali, eles entenderiam”.</div><div>Débora: O que diz o seu coração?</div><div>Marisa: O meu coração não me diz nada, grita-me tudo. O meu coração grita por paz, desde criança que gosto de viver um pouco à parte dos outros por adorar tanto o silêncio. O meu coração grita por amor, apaixono-me com muita facilidade e é-me difícil arrancar alguém de mim. O meu coração grita acima de qualquer outra coisa, pelos meus sonhos. Penso todos os dias naquilo que quero alcançar e luto sempre por isso. Eu coloquei na cabeça que não ia esperar pela idade adulta para publicar um livro e não esperei. Tudo graças às ordens que só o meu coração me sabe dar.</div><div>Débora: O que gostaria de dizer para finalizar esta entrevista?</div><div>Marisa: Gostaria de dizer a cada uma das pessoas que estão a ler esta entrevista que são muito especiais e que nada na vida é impossível. Acreditar é diferente de sonhar, quando acreditamos os sonhos concretizam-se de verdade. Eu não acredito que existam muitas pessoas a sonharem da forma que eu sonho, porque eu olho a meu redor e vejo o mundo exterior a incentivar as pessoas a tudo menos a serem elas próprias. O ser humano foge à sua essência, deixa-se levar pela ridícula e grande massa humana. Para cada um que está a ler esta entrevista, eu gostaria de pedir que deixassem de uma vez por todas a vossa voz interior falar muito mais alto do que a voz do mundo, para que possam chegar ao final da vida com boas razões para ter cá estado e não com desculpas pouco convincentes de que “a vida não me permitiu voar mais alto”. Não é a vida que permite coisa alguma, és tu próprio(a).</div><div>Débora: Obrigada, muito sucesso para si!</div><div>-----</div><div>Foto: Concebida pela autora</div></div>]]></content:encoded></item><item><title>À CONVERSA COM MANUEL MARIA FIGUEIRA</title><description><![CDATA[O amor é a base para poder escrever!Manuel Maria Figueira nasceu a 2 de Janeiro de 1950 e é uma pessoa sincera, sensível e leal. Gosta de estar com a família e os amigos, de ler e escrever. É reformado e em 2015 lançou o seu primeiro livro com a Cultiva Livros – "Raízes invisíveis".Débora: Qual é o livro que mais gostou de ler até hoje?Manuel: Não é fácil eleger um livro, mas elegeria “Cem anos de solidão” de Gabriel Garcia Marquez, e, em Português “A queda de um anjo” de Camilo Castelo Branco.<img src="http://static.wixstatic.com/media/6672fa_9b71ad989f9f4701a2c348fb3cd021b9%7Emv2.jpg/v1/fill/w_626%2Ch_417/6672fa_9b71ad989f9f4701a2c348fb3cd021b9%7Emv2.jpg"/>]]></description><dc:creator>Débora Macedo Afonso</dc:creator><link>https://deboramacedoafonso.wixsite.com/dmacedoafonso/single-post/2016/08/17/%C3%80-CONVERSA-COM-MANUEL-MARIA-FIGUEIRA</link><guid>https://deboramacedoafonso.wixsite.com/dmacedoafonso/single-post/2016/08/17/%C3%80-CONVERSA-COM-MANUEL-MARIA-FIGUEIRA</guid><pubDate>Wed, 17 Aug 2016 16:24:06 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><div>O amor é a base para poder escrever!</div><div>Manuel Maria Figueira nasceu a 2 de Janeiro de 1950 e é uma pessoa sincera, sensível e leal. Gosta de estar com a família e os amigos, de ler e escrever. É reformado e em 2015 lançou o seu primeiro livro com a Cultiva Livros – &quot;Raízes invisíveis&quot;.</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/6672fa_9b71ad989f9f4701a2c348fb3cd021b9~mv2.jpg"/><div>Débora: Qual é o livro que mais gostou de ler até hoje?</div><div>Manuel: Não é fácil eleger um livro, mas elegeria “Cem anos de solidão” de Gabriel Garcia Marquez, e, em Português “A queda de um anjo” de Camilo Castelo Branco. O primeiro porque marcou a minha entrada no imaginário de Gabriel Garcia Marquez, num romance que toca todas as teclas dos mistérios e perplexidades da América Latina profunda, com uma genialidade que não é fácil observar-se na literatura dos últimos anos. Dizia-se que nos anos subsequentes todos os autores de língua Espanhola se limitavam a tentar reescrever, sem sequer se aproximarem, ao “Cem anos de solidão”. É um livro de conteúdo fabulosamente rico, que influenciou toda a literatura posterior. “A queda de um anjo” é também um livro marcante na literatura Portuguesa. Pelo humor requintado e pela criação de personagens muito bem caracterizados, em pinceladas de génio que não se vêm em outras obras de Camilo. É unanimemente considerado uma jóia do romance em Portugal, no qual o autor se esmerou numa lógica de rigor e coerência ao longo de todo o livro, que não se vê em outras obras suas que espelham a necessidade de escrever depressa e nem sempre esmeradamente, como é próprio de alguém com a urgência de escrever porque tem uma família a sustentar. Este livro escapou a essa lógica, mantendo ao longo do decurso da acção a marca do melhor que Camilo nos deixou. Um livro genial.</div><div>Débora: Quando é que ganhou o gosto pela escrita?</div><div>Manuel: Comecei a escrever mais regularmente em 2011, nessa altura estava a fazer companhia à minha mãe, muito dependente, e já com dificuldades em comunicar, passava longas horas em casa. Então comecei a escrever e a publicar no Facebook. Como o eco dos amigos que liam era cada mais entusiástico, elogiando a qualidade dos meus poemas, criei o gosto e o entusiasmo da poesia, que se tornou uma forma de expressão e comunicação com uma força que me surpreendeu. Desde então nunca mais parei de escrever e hoje sinto o forte apelo de o fazer, por entender muito profundamente que tenho muito a dar aos outros e a acrescentar a mim próprio. A publicação de “Raízes invisíveis” e eventualmente outra obra para a qual já tenho poemas suficientes nasceu também da influência e encorajamento dos amigos, embora não negue também uma velha aspiração pessoal de um dia publicar um livro. Hoje escrever é tão natural como respirar.</div><div>Débora: Como decorreu o processo de edição?</div><div>Manuel: Aí por Fevereiro do ano passado, andava às voltas com a ideia de publicar um livro, quando uma amiga que tinha publicado recentemente me enviou o contacto da editora Cultiva Livros. Depois foi tudo muito fácil. Como tinha todos os poemas prontos e transcritos no computador, marquei uma entrevista onde ficaram devidamente alinhados os 114 poemas. Uns dias depois recebi um contrato com proposta das condições de publicação, que eu aceitei, tendo então iniciado a fase de correcção mais rigorosa dos poemas para publicação. Foi um processo fácil e que correu, salvo alguns pequenos atrasos, conforme o acordado.</div><div>Débora: Como descreve a sua escrita?</div><div>Manuel: Quanto à minha escrita, penso ser muito autêntica, muito sincera e muito intuitiva. Com um estilo próprio, que mistura a filosofia empírica, com um lirismo de uma sensibilidade muito apurada, que decorre da minha forma de estar na vida, no respeito pelos princípios e valores que me foram incutidos. O AMOR é omnipresente na minha poesia, o que deriva certamente de uma busca constante de um amor idealizado, que contrastasse com os amores tão imperfeitos com que me deparei na minha realidade. A minha poesia tende a buscar a perfeição de um mundo imperfeito, e nessa ordem de ideias é também a sublimação das minhas imperfeições, a minha luta pessoal para, através da poesia, tentar encontrar o melhor de mim próprio e dar aos outros o que tenho de melhor. Apenas dizer que, como se depreende não estou muito familiarizado em falar de mim, daquilo que gosto e porquê, tanto mais que em mim tudo funciona de forma muito intuitiva, não obstante algumas influências que existem na minha poesia e, desde logo, um certo desassossego que tem algo de Fernando Pessoa.</div><div>Débora: O que gosta mais no seu livro?</div><div>Manuel: O que gosto no meu primeiro livro, é desde logo o ser o primeiro. Compara-se um pouco a ligação do autor ao livro, com o nascimento de um filho. O primeiro é, acredito embora não sendo pai, o primeiro confronto com esse manancial de sensações de tudo o que acontece pela primeira vez. Gosto também da autenticidade desse livro. Ele que consegue surpreender-me, não poucas vezes, a mim próprio, o autor. Diria ainda, como algumas vezes me tem sido transmitido, que a minha poesia tem um estilo próprio, e características que a diferenciam do que usualmente se faz hoje em dia. Agora tudo está em juntar a originalidade à qualidade, porque só assim a obra se valoriza. Quanto a isso, qualidade, sendo embora suspeito, penso que, apesar de algumas coisas menos conseguidas, tem qualidade suficiente para me orgulhar da obra.</div><div>Débora: Se pudesse, mudava alguma coisa?</div><div>Manuel: Na apresentação que fiz em Lisboa, a pessoa que apresentou o livro disse haver alguns poemas (2 ou 3) que parecia não se enquadrarem verdadeiramente no restante conteúdo do livro. Não nego que não tive a preocupação de seleccionar os poemas com essa lógica. Fui escrevendo e acabei por publicar mais ou menos pela ordem que os escrevi. Podia no entanto ter excluído esses dois ou três poemas. Quanto ao mais manteria tudo.</div><div>Débora: No que se inspira para escrever?</div><div>Manuel: Para escrever é conveniente estar-se apaixonado, por algo que se tem ou por algo a que se aspira. Um espírito apaixonado muda tudo. Então um amor não correspondido, ou ainda não correspondido, porque lhe subjaz sempre a esperança que mantém a chama acesa, é um mar de sentimentos por vezes contraditórios, como os movimentos das ondas, que são uma inesgotável fonte de poesia. Mas também as pessoas da nossa vida, o enquadramento social, o diálogo sempre fecundo com a natureza que mais nos toca, o nosso lugar. Mas o amor é a grande fonte de inspiração, porque é ele próprio na sua complexidade, o mais poético de todos os temas.</div><div>Débora: Tem novidades para breve?</div><div>Manuel: Estou a preparar um novo livro de poesia, que está em fase adiantada, com praticamente a totalidade dos poemas prontos, mas que ainda não sei quando irá ser publicado.</div><div>Débora: O que diz o seu coração?</div><div>Manuel: Acho que esta pergunta já está parcialmente respondida. Estou com 65 anos, uma idade que já pesa, em que se recorre muito às memórias e em que a realidade se relativiza. Mas apesar disso o meu coração será sempre o centro de todas as emoções, tanto na poesia como na vida.</div><div>Débora: O que gostaria de dizer para finalizar esta entrevista?</div><div>Manuel: Gostaria de aconselhar a que lessem muito. Bons livros são não apenas amigos, mas viagens, vivências que nos enriquecem e nos ajudam a firmar em bases sólidas a nossa personalidade. O mundo seria melhor se as pessoas lessem mais. É a minha opinião.</div><div>Débora: Obrigada, muito sucesso para si!</div><div>-----</div><div>Foto: Concebida pelo autor</div><div>Ler resenha do livro &quot;Raízes invisíveis&quot;:</div><div>http://deboramacedoafonso.wix.com/dmacedoafonso#!RAÍZES-INVISÍVEIS/bs3vj/56e431610cf2d5aa219695f7</div></div>]]></content:encoded></item><item><title>À CONVERSA COM LUÍS SEQUEIRA LOPES</title><description><![CDATA[Escreve sobre as emoções!Luís Sequeira Lopes nasceu a 11 de Setembro de 1970 e é uma pessoa sonhadora e idealista. Gosta de cinema, música, desporto e exposições de pintura. É professor de TIC no pré-escolar, 1º e 2º ciclo e publicou o seu primeiro livro em 2015 com a Chiado Editora – "Simplesmente poesia".Débora: Qual é o livro que mais o marcou até hoje? Luís: Alguns poemas da Sophia de Mello Breyner Andresen e do Fernando Pessoa inspiraram-me, mas o livro mais marcante foi “Os Maias” porque<img src="http://static.wixstatic.com/media/6672fa_12b49eb086ff46849000f372b2a33f89%7Emv2.jpg/v1/fill/w_626%2Ch_579/6672fa_12b49eb086ff46849000f372b2a33f89%7Emv2.jpg"/>]]></description><dc:creator>Débora Macedo Afonso</dc:creator><link>https://deboramacedoafonso.wixsite.com/dmacedoafonso/single-post/2016/08/10/%C3%80-CONVERSA-COM-LU%C3%8DS-SEQUEIRA-LOPES</link><guid>https://deboramacedoafonso.wixsite.com/dmacedoafonso/single-post/2016/08/10/%C3%80-CONVERSA-COM-LU%C3%8DS-SEQUEIRA-LOPES</guid><pubDate>Wed, 10 Aug 2016 09:00:00 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><div>Escreve sobre as emoções!</div><div>Luís Sequeira Lopes nasceu a 11 de Setembro de 1970 e é uma pessoa sonhadora e idealista. Gosta de cinema, música, desporto e exposições de pintura. É professor de TIC no pré-escolar, 1º e 2º ciclo e publicou o seu primeiro livro em 2015 com a Chiado Editora – &quot;Simplesmente poesia&quot;.</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/6672fa_12b49eb086ff46849000f372b2a33f89~mv2.jpg"/><div>Débora: Qual é o livro que mais o marcou até hoje? </div><div>Luís: Alguns poemas da Sophia de Mello Breyner Andresen e do Fernando Pessoa inspiraram-me, mas o livro mais marcante foi “Os Maias” porque foi o livro que li mais vezes.</div><div>Débora: Quando é que começou a escrever?</div><div>Luís: Comecei a escrever porque sentia um forte impulso interior para exteriorizar em forma de escrita, sentimentos, emoções, memórias de uma forma natural para uma folha de papel.</div><div>Débora: Quando é que surgiu a ideia de publicar um livro?</div><div>Luís: A ideia desde sempre, mas em termos concretos há cerca de um ano.</div><div>Débora: Como foi que decorreu o processo de edição?</div><div>Luís: Não consigo enumerar todos os passos do processo. Só posso dizer que decorreu de uma forma muito natural e positiva.</div><div>Débora: Como escolheu o título?</div><div>Luís: A escolha do título não foi fácil...Foi escolhido entre várias opções e optámos pelo mais “simples”.</div><div>Débora: Quais eram as outras opções?</div><div>Luís: Já me esqueci...</div><div>Débora: Sobre quais temas é que o livro aborda?</div><div>Luís: A poesia só tem um tema geral que aborda o que sentes, o que sonhas, o que vives...</div><div>Débora: E, quais são esses sentimentos/emoções? </div><div>Luís: Escrevia e escrevo sobre todas as emoções que compõem o espectro de uma vivência que por vezes toca na felicidade, na tristeza, ou na incompreensão... E nunca foi um refúgio.</div><div>Débora: Como descreve a sua escrita?</div><div>Luís: Natural.</div><div>Débora: O que diz o seu coração?</div><div>Luís: Todas as palavras do mundo.</div><div>Débora: O que gostaria de dizer para finalizar esta entrevista?</div><div>Luís: Leiam o meu livro “Simplesmente poesia” que vão entrar numa fascinante experiência interior.</div><div>Débora: Obrigada, muito sucesso para si!</div><div>-----</div><div>Foto: Concebida pelo autor</div></div>]]></content:encoded></item><item><title>À CONVERSA COM LUCIMAR MUTARELLI</title><description><![CDATA[Escrever é tudo!Lucimar Mutarelli é a abreviação de Lucimar de Souza Ribeiro Mutarelli que nasceu a 23 de Maio 1969. Considera-se quieta, curiosa e confusa. Gosta de estar rodeada da sua família, de ir ao cinema sozinha e de ficar em casa a ouvir música. Aos 40 anos publicou o seu primeiro livro: "Impessoal". Seguindo-se o segundo, em 2012 com a Editora Prumo: "Entre o trem e a plataforma", em 2013: "Férias na prisão", em 2015 com a Chiado Editora: "Terceira pessoa" e "Só aos Domingos".Débora:<img src="http://static.wixstatic.com/media/6672fa_586e4b0cb72a444eb45ba709a82df7f0%7Emv2.jpg/v1/fill/w_626%2Ch_626/6672fa_586e4b0cb72a444eb45ba709a82df7f0%7Emv2.jpg"/>]]></description><dc:creator>Débora Macedo Afonso</dc:creator><link>https://deboramacedoafonso.wixsite.com/dmacedoafonso/single-post/2016/08/03/%C3%80-CONVERSA-COM-LUCIMAR-MUTARELLI</link><guid>https://deboramacedoafonso.wixsite.com/dmacedoafonso/single-post/2016/08/03/%C3%80-CONVERSA-COM-LUCIMAR-MUTARELLI</guid><pubDate>Wed, 03 Aug 2016 09:00:00 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><div>Escrever é tudo!</div><div>Lucimar Mutarelli é a abreviação de Lucimar de Souza Ribeiro Mutarelli que nasceu a 23 de Maio 1969. Considera-se quieta, curiosa e confusa. Gosta de estar rodeada da sua família, de ir ao cinema sozinha e de ficar em casa a ouvir música. Aos 40 anos publicou o seu primeiro livro: &quot;Impessoal&quot;. Seguindo-se o segundo, em 2012 com a Editora Prumo: &quot;Entre o trem e a plataforma&quot;, em 2013: &quot;Férias na prisão&quot;, em 2015 com a Chiado Editora: &quot;Terceira pessoa&quot; e &quot;Só aos Domingos&quot;.</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/6672fa_586e4b0cb72a444eb45ba709a82df7f0~mv2.jpg"/><div>Débora: Qual é o livro que mais a marcou até hoje?</div><div>Lucimar: Pedir para um escritor escolher um livro é o mesmo que pedir para uma mãe escolher seu filho preferido! Sendo assim vou escolher aquele que está mais próximo de mim neste momento: “O irmão Alemão do Chico Buarque” porque ele foi meu primeiro ídolo, o primeiro poeta que me apaixonei, curiosamente quando ele se voltou para a literatura me distanciei dele e agora este livro me reconquistou.</div><div>Débora: Quando é que começou a escrever?</div><div>Lucimar: Quando eu era criança a minha mãe, analfabeta, pedia que eu escrevesse cartas para seus parentes e amigos. Na adolescência eu adorava ler e responder a cartas, e era louca pelas aulas de redacção. Eu só preciso de um tema. Acho que sempre escrevo para o outro mas, às vezes, me perco e acabo escrevendo para mim. Nem sempre o recado chega. No meu aniversário de 40 anos. Eu queria fazer uma grande festa, e trabalhava em uma livraria. Meu marido e os amigos livreiros me apoiaram quando disse que tinha muita coisa guardada na gaveta e decidi bancar a publicação. Não tinha o dinheiro, pedi emprestado para o Rodrigo Teixeira, que hoje é o produtor do meu primeiro longa. Prometi que venderia 100 exemplares e devolveria o empréstimo. Ele não quis receber; disse que era um presente e que eu continuasse enquanto estivesse me divertindo. As meninas de Campinas, que estavam fazendo um trabalho com meu marido: Cris, Erica, Harumi e Bianca estavam montando uma editora e apresentei minhas ideias. Elas me ajudaram a por em prática.</div><div>Débora: E, como foi publicar o primeiro livro? Como surgiram os seguintes?</div><div>Lucimar: O primeiro é uma piada: “Impessoal” porque é meu livro mais autobiográfico. O primeiro romance (“Entre o trem e a plataforma”) surgiu durante a projecção de um filme do Felipe Hirsh, Insolação. Durante o filme tive a ideia da primeira e última cena da história de Laura, a protagonista. Que era a mesma cena; o livro começa pelo fim e termina no começo. O segundo romance: “Férias na prisão” me veio num sonho. Sonhei que estava presa e a minha única preocupação no sonho era que não tinha roupas para ficar muitos dias e, junto comigo, estava outra detenta e a transformei na minha amiga Suian Barros, livreira também e ficou fácil. O quarto livro, o primeiro pela Chiado era um recomeço. Fiz uma nova colectânea com alguns exercícios propostos pelos escritores Marcelino Freire e Ronaldo Bressane mais vozes que ouço na rua no metro no trem na minha família nos meus amigos e na minha própria cabeça também. O quinto, terceiro romance é uma homenagem a todas as mulheres que passaram pela minha vida: mãe, irmãs, sobrinhas, amigas, colegas de trabalho, professoras, actrizes, cantoras, desenhistas, fotografas, umas paqueras, uma namorada, personagens de livros, filmes, quadrinhos, entre outras, todas elas.</div><div>Débora: Quais são os seus momentos de inspiração?</div><div>Lucimar: Gosto muito de ficar em casa, escrevendo, no facebook, whatsapp. Pareço estar sempre conectada mas, na verdade, tenho muitos momentos que prefiro ficar sozinha e me retraio, me distancio e ouço muita música da minha infância e adolescência. É de onde tem saído muitas coisas que eu escrevo. Eu sempre achei que não tinha boa memória mas quanto mais eu escrevo mais eu lembro, é como se estivesse fazendo análise, terapia. Nunca fiz terapia com profissional mas meu marido conversa muito comigo.</div><div>Débora: Soube que o seu primeiro romance foi adaptado para o teatro, como está a correr o desafio?</div><div>Lucimar: Em parceria com a Dramaturga Vana Medeiros adaptei meu primeiro romance - “Entre o trem e a plataforma” para o teatro e acabamos de ganhar um prêmio pelo texto - Prêmio Miriam Muniz. Deve estrear no final de 2016.</div><div>Débora: Qual é a sensação ao deslocar- se a um centro comercial, e ver os seus livros à venda?</div><div>Lucimar: Eu fico enlouquecida e muito feliz é claro porque não adianta ter tanto trabalho e não conseguir fazer o livro chegar as mãos da pessoa mais importante da Literatura: o Leitor.</div><div>Débora: O que diz o seu coração?</div><div>Lucimar: Meu coração não diz nada. Ele só bate sem saber como canta o Arnaldo Antunes na minha playlist mental.</div><div>Débora: O que gostaria de dizer para finalizar esta entrevista?</div><div>Lucimar: Muito obrigada pela leitura e desculpa falar tanto.</div><div>Débora: Obrigada, muito sucesso para si!</div><div>-----</div><div>Foto: Concebida pela autora</div></div>]]></content:encoded></item><item><title>À CONVERSA COM LÚCIA JOSÉ GOMES</title><description><![CDATA[Escrever para sossegar o coração!Lúcia José Gomes é como Lúcia Gome Lemos assina, o pseudónimo José é uma homenagem ao seu pai. Nasceu a 30 de Maio de 1969 em Aveiro e descreve-se como sendo uma pessoa persistente e decidida. Gosto de estar na companhia dos seus filhos, de ler e escrever. É professora de português e francês desde 1992 e já publicou com a Chiado Editora dois livros: "Renomeados" e "Percursos de insanidade".Débora: Qual é o livro que mais gostou de ler até hoje?Lúcia: Muitos, mas<img src="http://static.wixstatic.com/media/6672fa_99a9cfa77e1c4c18b352a46a60de1f30%7Emv2.jpg/v1/fill/w_626%2Ch_454/6672fa_99a9cfa77e1c4c18b352a46a60de1f30%7Emv2.jpg"/>]]></description><dc:creator>Débora Macedo Afonso</dc:creator><link>https://deboramacedoafonso.wixsite.com/dmacedoafonso/single-post/2016/07/27/%C3%80-CONVERSA-COM-L%C3%9ACIA-JOS%C3%89-GOMES</link><guid>https://deboramacedoafonso.wixsite.com/dmacedoafonso/single-post/2016/07/27/%C3%80-CONVERSA-COM-L%C3%9ACIA-JOS%C3%89-GOMES</guid><pubDate>Wed, 27 Jul 2016 09:00:00 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><div>Escrever para sossegar o coração!</div><div>Lúcia José Gomes é como Lúcia Gome Lemos assina, o pseudónimo José é uma homenagem ao seu pai. Nasceu a 30 de Maio de 1969 em Aveiro e descreve-se como sendo uma pessoa persistente e decidida. Gosto de estar na companhia dos seus filhos, de ler e escrever. É professora de português e francês desde 1992 e já publicou com a Chiado Editora dois livros: &quot;Renomeados&quot; e &quot;Percursos de insanidade&quot;.</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/6672fa_99a9cfa77e1c4c18b352a46a60de1f30~mv2.jpg"/><div>Débora: Qual é o livro que mais gostou de ler até hoje?</div><div>Lúcia: Muitos, mas vou destacar dois que me arrancaram lágrimas: “Morreste-me” de José Luís Peixoto e “Kafka à beira-mar” de Haruki Murakami.</div><div>Débora: Quando é que começou a escrever?</div><div>Lúcia: A escrita começou na adolescência como uma forma de me evadir da minha solidão e partilhar algo. Uma forma também de intervenção no que me rodeia e chamar a atenção para o que me desassossega.</div><div>Débora: Como descreve a sua escrita?</div><div>Lúcia: É uma escrita simples, fluída e descomplicada para todas as idades. Vem do fundo do meu coração e do meu desassossego.</div><div>Débora: Como surgiu a oportunidade de publicar o primeiro livro?</div><div>Lúcia: Eu já tinha um blogue com muitos dos contos do livro “Renomeados”, desenvolvi-os e aperfeiçoei-os. Foi a concretização de um desafio que tinha colocado a mim própria há já algum tempo.</div><div>Débora: Como decorreu o processo de edição?</div><div>Lúcia: O processo decorreu com toda a normalidade, mas na altura do primeiro livro houve uma boa dose de ansiedade e expectativa.</div><div>Débora: Como surgiram os títulos?</div><div>Lúcia: Os títulos surgiram depois dos livros escritos. No início, começo sempre com um título provisório que vai evoluindo com o livro. Uma dica do meu orientador de mestrado, títulos só no fim do trabalho, na verdade, aplica-se também para a escrita dos meus livros!</div><div>Débora: E, porquê “Percursos de insanidade”? Do que se trata a história?</div><div>Lúcia: O título do livro deriva da sinergia que se estabelece entre as personagens. “Percursos de insanidade” é um romance, apesar de ter 124 páginas é um romance muito completo e intenso, é aquilo a que eu chamo uma tragicomédia. E porquê? Porque encerra em si o humor: quem não acha hilariantes as partidas que a Maria Teresa prega à mãe? É a sua pequena vingança por viver num mundo de solidão, estigmas e crendice, é uma rebelião muito sua. Por outro lado, coloca-nos perante aspectos mais complexos e de densidade humana, digamos que essa é a parte mais trágica: a rejeição, o medo, o dilema de um sacerdote que tem de escolher entre a vida religiosa e a sedução por uma rapariga, a violência doméstica que um homem, que é alérgico ao trabalho, exerce quer sobre a figura da mãe quer sobre a figura da esposa. Como cai uma jovem nas malhas da violência doméstica? O que faz de um homem um potencial agressor? Deste entrelaçar nasce aquilo que eu apresento como “as personagens de percursos de insanidade têm em comum uma espécie de amputação psicológica. Da sinergia que se estabelece entre elas nasce a devastação, mas uma devastação consentida como se procurassem umas nas outras expiar as suas falências”.</div><div>Débora: Como é que é passar de escritora de crónicas a escritora de um romance? Quais são as principais diferenças e/ou semelhanças?</div><div>Lúcia: As semelhanças estão na composição e tipo das personagens, sempre amputadas de algo e é isso que as faz procurar o que as tornará, possivelmente, perfectíveis, só que elas não sabem que é esse o caminho que trilham, o que é emocionante! As diferenças estão meramente na extensão dos textos, nunca na profundidade da mensagem. Por exemplo, na crónica e no conto tens de demonstrar com mais perícia a tua mestria de escritora para transmitir uma mensagem profunda numa extensão menor.</div><div>Débora: Qual a sensação ao deslocarem-se a um centro comercial, e ver os seus livros à venda?</div><div>Lúcia: Ainda não tive o prazer de me deslocar a uma superfície comercial e ver os meus livros à venda. Infelizmente, dos livros editados pela Chiado, os que vejo à venda nas grandes superfícies são os do Pedro Chagas Freitas já sobejamente conhecido e já a trabalhar com outra editora. Temos de nos pôr em bicos dos pés para termos uma apresentação, por exemplo, na Bertrand e pelo menos durante esse período termos os livros em destaque, mas apenas no espacinho onde decorre a apresentação. Agora, tenho o enorme prazer de trabalhar com a Rota do livro, uma feira do livro permanente e itinerante que me tem ajudado a vender e aí sim tenho um enorme orgulho em ver os meus livros em local de destaque. É um dos meus momentos de partilha com o universo!</div><div>Débora: O que diz o seu coração?</div><div>Lúcia: O meu coração diz-me que persista, insista e nunca desista dos meus sonhos.</div><div>Débora: O que gostaria de dizer para finalizar esta entrevista?</div><div>Lúcia: Precisamente a continuidade do que respondi na questão anterior. Nunca desistam dos vossos sonhos nem se dispersem em relação aos vossos objectivos, muitas vezes o momento em que decidem desistir é quando estão quase lá...Sejam felizes, todos os dias!</div><div>Débora: Obrigada, muito sucesso para si!</div><div>-----</div><div>Foto: Concebida pela autora</div></div>]]></content:encoded></item><item><title>À CONVERSA COM LILIANA FERNANDES</title><description><![CDATA[Porque acredita e confia!Liliana Fernandes nasceu a 19 de Novembro de 1992 e é uma pequena grande lutadora. Gosta de praticar desporto, dançar, conhecer novas culturas, experimentar novas comidas, ver filmes, ouvir música e de ler. É finalista no curso de enfermagem e publicou o seu primeiro livro em Junho de 2015 com a Chiado Editora – "Amor de mãe não tem número".Débora: Qual é o livro que mais a marcou até hoje?Liliana: É muito difícil escolher um, podia falar sobre “A saga de um pensador”,<img src="http://static.wixstatic.com/media/6672fa_c2d192c751db4b2f89d7495c024c3dac%7Emv2.jpg/v1/fill/w_626%2Ch_510/6672fa_c2d192c751db4b2f89d7495c024c3dac%7Emv2.jpg"/>]]></description><dc:creator>Débora Macedo Afonso</dc:creator><link>https://deboramacedoafonso.wixsite.com/dmacedoafonso/single-post/2016/07/20/%C3%80-CONVERSA-COM-LILIANA-FERNANDES</link><guid>https://deboramacedoafonso.wixsite.com/dmacedoafonso/single-post/2016/07/20/%C3%80-CONVERSA-COM-LILIANA-FERNANDES</guid><pubDate>Wed, 20 Jul 2016 09:00:00 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><div>Porque acredita e confia!</div><div>Liliana Fernandes nasceu a 19 de Novembro de 1992 e é uma pequena grande lutadora. Gosta de praticar desporto, dançar, conhecer novas culturas, experimentar novas comidas, ver filmes, ouvir música e de ler. É finalista no curso de enfermagem e publicou o seu primeiro livro em Junho de 2015 com a Chiado Editora – &quot;Amor de mãe não tem número&quot;.</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/6672fa_c2d192c751db4b2f89d7495c024c3dac~mv2.jpg"/><div>Débora: Qual é o livro que mais a marcou até hoje?</div><div>Liliana: É muito difícil escolher um, podia falar sobre “A saga de um pensador”, “Às terças com Morrie”, “Antes de eu morrer”, “O dia que Sócrates vestiu jeans”, “A lua de Joana”... Acho que no fundo, são aqueles que nos ensinam a ver outros lados da vida, a pensar sobre os passos que damos, as atitudes que temos, sem nos impor nada, ensinam-nos muito. “A lua de Joana” é fantástico pela forma como a sua descrição do mundo das drogas é tão pormenorizada que desfaz a vontade de experimentar... Ela dá-nos a experiência sem termos de passar por ela (foi o que senti na altura, quando o li na adolescência, com cerca de 13/14 anos).</div><div>Débora: Quando é que começou a escrever?</div><div>Liliana: Quando precisei (há muitos anos)... A escrita é a minha melhor amiga, o meu ombro, a quem desabafo quando assim tem de ser, com quem, geralmente, partilho as minhas dores, mágoas, tristezas ou revoltas. Escrevi sempre em folhas soltas, um dia decidi escrever mais umas quantas, novamente sobre algo que mexia comigo</div><div>Débora: Quando é que surgiu a oportunidade de publicar um livro?</div><div>Liliana: Olhei à volta e, uma vez mais, vi coisas no mundo que quis mudar, vi coisas que não gostei, vi amigos sonhar alto enquanto lhes cortavam as asas e achei que podia fazer uma pequena diferença. Se me causou revolta, acabei a escrever sobre tal... E, depois, aventurei-me, tentei chegar ao público e tentei fazer passar a mensagem, que é para crianças dos 8 aos 80 anos. Essa oportunidade surgiu no passado ano.</div><div>Débora: Como decorreu o processo de edição?</div><div>Liliana: Primeiro contactei algumas editoras e apresentei a obra (sem ilustrações ainda), tive algumas respostas e avaliações, com atenção, para tomar uma decisão. Foi um processo demorado... Antes de seguir com o contrato, enquanto passava o Natal na Madeira com os meus pais, tios e primos, entreguei à minha prima de 8 anos a obra, que ela leu (ou devorou) em cerca de 40 minutos. No fim, perguntei-lhe (receosa com a mensagem que poderia não ter chegado) e a resposta foi “uma família é feita por duas pessoas que se amam mesmo que não seja um homem e uma mulher!” Se com 8 anos ela entendeu tão bem a simplicidade da mensagem não havia motivos para não prosseguir... E ela ilustrou as páginas desta obra, chama-se Júlia Martins, mas já depois de tudo avançado o processo é um pouco demorado. É bom (e estranho) vermos o nosso trabalho publicado e disponível nas livrarias.</div><div>Débora: O que é que mais gostou de escrever neste seu primeiro livro? </div><div>Liliana: Gostei muito do final que me surgiu quando estava a terminá-lo. Foi assim, sem ter previamente pensado nele... Surgiu no momento e amei a inspiração, à parte isso, também relativo ao final, gosto de como a naturalidade é percepcionada pelo leitor, faz-me sentir capaz de despertar sentimentos nos outros, fazê-los sentir o que eu sinto, pela escrita!</div><div>Débora: Como surgiu o título? Porque &quot;Amor de mãe não tem número&quot;?</div><div>Liliana: O título surgiu durante a escrita, nem antes, nem após... Quando escrevo, por vezes, fica difícil expor tudo para o papel. Parece que todas as ideias parecem confluir no mesmo momento. Mas, com um título é bem mais fácil de gerir... Aponta-se logo à parte e no fim ajusta-se a adequação. Também gosto que os leitores entendam o seu significado quando terminam a última página, e depois me digam “Ahhhh! Já percebi o título. Bem pensado!”</div><div>Débora: Qual foi a sensação de ter pela primeira vez o seu livro nas mãos? Como descreve esse momento?</div><div>Liliana: Eu gostava de dizer que é aquela sensação de ter um filho nos braços, mas ainda não posso usar essa expressão, por isso imagino que assim seja. Mas, mais que nas mãos é vê-lo nas livrarias, e melhor que isso... Nas mãos das crianças, é estranho e tão bom ao mesmo tempo!</div><div>Débora: Como descreve a sua escrita?</div><div>Liliana: Aqui: rápida, certeira, concisa! Exactamente como planeei que fosse, quando decidi que seria um livro infantil. À parte isso, é, sempre, sentida. Noutros contextos (não-infantil) ela ganha outros contornos, mais abstractos, mais metafóricos, mais românticos. Pode ser que tenham oportunidade de conhecer essa outra escrita em breve.</div><div>Débora: Tem novidades para breve?</div><div>Liliana: Espero ter novidades para breve sim. Escrevendo à medida que a mente pede. Noutro registo... Uma história real, um romance cheio de “desromances”...</div><div>Débora: O que diz o seu coração?</div><div>Liliana: O meu coração, diz tanta coisa... Algumas saem para o papel, outras pelos sorrisos, lágrimas, gargalhadas... Outras ficam para mim. O meu coração dizia que um dia a aceitação ia chegar e, logo após o meu aniversário, no dia 20 de Novembro, Portugal viu legalizada a adopção homoparental. O meu coração acredita, confia, apoia, mas só até ter motivos para o fazer... Porque também se magoa.</div><div>Débora: O que gostaria de dizer para finalizar esta entrevista?</div><div>Liliana: Não percam nunca a oportunidade de pôr um livro nas mãos de uma criança... Hoje, num café, metro, autocarro, olhamos à volta e vemos pessoas vidradas no ecrã de um dispositivo electrónico acedendo a uma vida que, muitas vezes, não é real... Um livro, mais do que um entretenimento, deve ser uma oportunidade de transmitir algo, de educar, de ensinar... </div><div>Débora: Obrigada, muito sucesso para si!</div><div>-----</div><div>Foto: Concebida pela autora</div></div>]]></content:encoded></item><item><title>À CONVERSA COM LETÍCIA BRITO</title><description><![CDATA[Seguiu os passos da irmã!Letícia Brito nasceu a 3 de Dezembro de 1996. Gosta de sair com os amigos, fotografar, ler e escrever. Ambiciona ingressar na faculdade de letras para estudar Comunicação Social, pois desde há algum tempo que tem uma coluna no jornal da sua cidade (Paços de Ferreira). Ainda não publicou nenhum livro, mas já está a tratar da edição da sua primeira obra com a Chiado Editora. Débora: Como surgiu o gosto pela escrita? Quais foram os motivos que a levaram a começar a<img src="http://static.wixstatic.com/media/6672fa_d7619c97ce194759bb3c59b377f91952%7Emv2.jpg/v1/fill/w_626%2Ch_417/6672fa_d7619c97ce194759bb3c59b377f91952%7Emv2.jpg"/>]]></description><dc:creator>Débora Macedo Afonso</dc:creator><link>https://deboramacedoafonso.wixsite.com/dmacedoafonso/single-post/2016/07/13/%C3%80-CONVERSA-COM-LET%C3%8DCIA-BRITO</link><guid>https://deboramacedoafonso.wixsite.com/dmacedoafonso/single-post/2016/07/13/%C3%80-CONVERSA-COM-LET%C3%8DCIA-BRITO</guid><pubDate>Wed, 13 Jul 2016 09:00:00 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><div>Seguiu os passos da irmã!</div><div>Letícia Brito nasceu a 3 de Dezembro de 1996. Gosta de sair com os amigos, fotografar, ler e escrever. Ambiciona ingressar na faculdade de letras para estudar Comunicação Social, pois desde há algum tempo que tem uma coluna no jornal da sua cidade (Paços de Ferreira). Ainda não publicou nenhum livro, mas já está a tratar da edição da sua primeira obra com a Chiado Editora. </div><img src="http://static.wixstatic.com/media/6672fa_d7619c97ce194759bb3c59b377f91952~mv2.jpg"/><div>Débora: Como surgiu o gosto pela escrita? Quais foram os motivos que a levaram a começar a escrever?</div><div>Letícia: A minha irmã é mais velha que eu 10 anos e nessa altura ela também escrevia bastante e colaborava com o jornal. Antes mesmo dos meus 10 anos eu tentava imitá-la e escrevia do meu jeito, mas saía tudo péssimo e foi começando a vê-la que comecei a melhorar e tentava imitá-la, até que me ofereceram o “Harry Potter e a pedra filosofal” e a magia desse livro, despertou-me ainda mais o gosto pela escrita e pela leitura, e comecei a escrever diversos contos infantis. Nunca mais parei, até que aos 12 anos perdi os meus avós paternos e as personagens dos meus contos de fadas ganhavam todos o mesmo nome, Sofia e Francisco, e foi a partir dessa perda que a escrita se intensificou, eu precisava extravasar a dor de alguma forma e encontrei nas palavras essa forma. Tenho um livro de fantasia inacabado que comecei com 12 anos, mas a partir dos 14 anos fui mudando o registo, começava a adolescência, os “namoricos”, as desilusões. E finalmente aos 16 anos recebi o livro dos meus filmes preferidos “Para a minha irmã” e “PS. eu amo-te”. A escrita da Jodi Picoult cativou-me imenso e como passei por fases conturbadas, é possível encontrar semelhanças com a escrita dela, não me comparo com ela, jamais. Para mim é das melhores autoras e quem me dera, chegar a tal nível, mas gosto de escrever thrillers, gosto de cativar a atenção, sensibilizar e tenho uma escrita muito intimista.</div><div>Débora: Quando é que acontece a oportunidade de escrever para o jornal da sua cidade? </div><div>Letícia: Foi em 2010, a minha irmã já escrevia para lá e a minha mãe surpreendeu-se quando eu escrevi o meu primeiro conto &quot;A boneca&quot; e como nunca mais parei e comecei a melhorar cada vez mais ela falou com o dono do jornal, mostrou-lhe o que eu escrevia e ele criou uma rubrica no jornal chamada “Tribuna Jovem”, que eu assinava todas as semanas com contos infantis, eventualmente comecei a escrever crónicas sobre a actualidade, desde política, futebol, artes, e por aí, mas mantive-me sempre com essa rubrica porque eu tinha precisamente 14 anos quando comecei, até aos dias actuais ainda escrevo, embora com menos frequência.</div><div>Débora: Então podemos concluir que a sua inspiração veio com as acontecimentos pelos quais já passou, certo? Escrever foi um refúgio?</div><div>Letícia: Sim, de certa forma, encontrei na escrita um refúgio. Comecei por querer imitar a minha irmã, mas eventualmente os acontecimentos, foram intensificando esse gosto por escrever. Sinto liberdade, vivo muito o que escrevo, confesso até que às vezes que chorei muito quando escrevia o meu livro. Sempre que algo me atinge de forma inesperada, escrevo e liberto-me.</div><div>Débora: Como descreve a sua escrita?</div><div>Letícia: Dramática, intimista e romântica.</div><div>Débora: Tendo começando muito cedo, houve alguma influência da sua irmã? Considera-a um exemplo a seguir?</div><div>Letícia: Com certeza, ela foi a base de tudo isto, eu adorava ler o que ela escrevia e pensava “porra porque é que não sou capaz de fazer igual” e foi na tentativa de imitá-la, foi seguindo o exemplo e os seus passos que comecei.</div><div>Débora: Acha que os leitores tem tendência para vos comparar?</div><div>Letícia: Não acredito, a minha irmã tem a capacidade incrível de escrever prosa e rimar por exemplo, eu não consigo escrever poesia, já tentei, mas sou um 0 à esquerda. Somos diferentes a esse nível, eu não consigo escrever poemas, ela nunca escreveu um conto infantil, por exemplo.</div><div>Débora: Sei que também é colunista no site “Ela e Ele”, como é que isto aconteceu?</div><div>Letícia: Em Junho criei a minha página no Facebook. Achei que era uma forma de mostrar aquilo que eu mais amo. Foi em Julho, escrevi um e-mail, eles receberam o meu primeiro texto e eventualmente convidaram-me para ser colunista.</div><div>Débora: O facto de escrever em mais um “sítio”, sendo este na Internet, trouxe-lhe mais seguidores certamente. Qual é a sensação de saber que há várias pessoas a lerem os seus textos? Como reage aos comentários?</div><div>Letícia: Respondendo à tua pergunta, tenho recebido um feedback bastante positivo, tenho conhecido pessoas excelentes que se identificam com o que escrevo, mensagens de apoio, incentivo e até de agradecimento, tenho seguidores que dizem que os meus textos os tem ajudado, e para mim como escritora é gratificante. Claro que uma vez ou outra surgem comentários desagradáveis, principalmente porque os meus textos são intimistas, e quando os exponho pessoas que me conhecem levam para o lado pessoal, não querendo eu jamais que interpretem como indirectas ou acreditando que uso o facto de escrever para falar de assuntos mais sensíveis, eu escrevo porque é uma forma de libertar-me das amarras do mundo, portanto a parte negativa faz parte, são ossos do oficio, mas isso acontece em qualquer trabalho.</div><div>Débora: E, agora com o lançamento do seu primeiro livro à porta, quais são as expectativas?</div><div>Letícia: São boas, aliei o facto de ser fotógrafa e à partida a capa será da minha autoria também. O nome do livro, que por enquanto tenho mantido no segredo dos deuses, é enigmático. Eu sou sempre atraída pela capa do livro, contrariando a história de que o livro não deve ser julgado pela capa, isto porque ainda no outro dia adorei um título “Deixa-me odiar-te” embora a capa não fosse nada apelativa, o título praticamente dizia “compra-me”, não o comprei porque não ia munida de dinheiro nesse dia. A maioria das pessoas com quem vou trocando ideias, sempre me dizem, o título e a capa causam o primeiro impacto e a vontade de comprar. Pedro Chagas Freitas conseguiu isso com o “Prometo falhar” e, no entanto, após ler um pouco fiquei desiludida com o conteúdo. J. K. Rowling disse: “eu sabia que a minha obra tinha potencial” e sinceramente eu acredito também no potencial da minha, prometo que o conteúdo não deixará ninguém decepcionado com o nome da obra. Espero muito sinceramente ter a oportunidade de lançar outras obras mais tarde, aliás já comecei a escrever uma nova. Espero que este livro seja o primeiro de muitos, mas certamente será dos poucos, senão mesmo o único com um final feliz.</div><div>Débora: Único com final feliz? Porquê?</div><div>Letícia: Criou-se a ideia de que todas as histórias tem final feliz, algo que aprendi com a vida é que isso nem sempre acontece e algo que a minha autora preferida faz é mostrar exatamente isso, ela cativa o leitor, mostra a verdade nua e crua e acorda nos para a realidade, finais inesperados e dramáticos quando bem escritos, causam arrepios, deixam uma inquietação, fazem refletir sobre os mínimos pormenores da vida, e é isso que eu gosto. O cliché do viveram felizes para sempre não me cativa, gosto de thrillers que prendem a respiração até ao último instante, que captam a atenção, sempre com uma boa dose de amor, mas nada exagerado.</div><div>Débora: O que diz o seu coração?</div><div>Letícia: Para não desistir nunca do sonho que me move!</div><div>Débora: O que gostaria de dizer para finalizar esta entrevista?</div><div>Letícia: Que nunca deixem de acreditar na força que há dentro delas mesmo quando tiverem a sensação de que está tudo perdido e claro que fiquem atentas e se tiverem a oportunidade, leiam o livro que vou publicar, não será apenas um romance, é uma mensagem para todos aqueles que sofrem com depressão e um alerta para quem ainda menospreza esta doença.</div><div>Débora: Obrigada, muito sucesso para si! </div><div>-----</div><div>Foto: Concebida pela autora</div></div>]]></content:encoded></item><item><title>À CONVERSA COM LEONARDO SILVA</title><description><![CDATA[Começou a escrever por causa das "garotas"!Leonardo Lopes da Silva nasceu a 25 de Abril de 1981 e é muito curioso, teimoso e generoso. Gosta de ir ao cinema e teatro, e de fazer longas caminhadas pela cidade. É professor de inglês e português para estrangeiros, tradutor e intérprete. Actua como voluntário num abrigo de animais abandonados com a sua esposa, e publicou o seu primeiro livro em Outubro de 2015 com a Chiado Editora – "A língua do pulsar".Débora: Como surgiu o gosto pela escrita?<img src="http://static.wixstatic.com/media/6672fa_3e7be79176eb452e805fd97e0837d4ec%7Emv2_d_4361_3072_s_4_2.jpg/v1/fill/w_626%2Ch_441/6672fa_3e7be79176eb452e805fd97e0837d4ec%7Emv2_d_4361_3072_s_4_2.jpg"/>]]></description><dc:creator>Débora Macedo Afonso</dc:creator><link>https://deboramacedoafonso.wixsite.com/dmacedoafonso/single-post/2016/07/06/%C3%80-CONVERSA-COM-LEONARDO-SILVA</link><guid>https://deboramacedoafonso.wixsite.com/dmacedoafonso/single-post/2016/07/06/%C3%80-CONVERSA-COM-LEONARDO-SILVA</guid><pubDate>Wed, 06 Jul 2016 12:00:00 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><div>Começou a escrever por causa das &quot;garotas&quot;!</div><div>Leonardo Lopes da Silva nasceu a 25 de Abril de 1981 e é muito curioso, teimoso e generoso. Gosta de ir ao cinema e teatro, e de fazer longas caminhadas pela cidade. É professor de inglês e português para estrangeiros, tradutor e intérprete. Actua como voluntário num abrigo de animais abandonados com a sua esposa, e publicou o seu primeiro livro em Outubro de 2015 com a Chiado Editora – &quot;A língua do pulsar&quot;.</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/6672fa_3e7be79176eb452e805fd97e0837d4ec~mv2_d_4361_3072_s_4_2.jpg"/><div>Débora: Como surgiu o gosto pela escrita? </div><div>Leonardo: Desde a infância, fui um ávido leitor, de revistas de quadrinhos à mitologia greco-romana. A possibilidade de visitar um mundo totalmente imaginário, que dependesse puramente de minha mente para que existisse, já me parecia maravilhosa o suficiente. Porém, com a minha adolescência, passei a sentir vontade de escrever as famigeradas e mal-fadadas &quot;cartas de amor&quot; a meninas e garotas a quem eu direcionava as minhas paixonites, pois eu era (talvez ainda seja) terrivelmente tímido e introvertido e não sabia dos vários protocolos a ser seguidos para que fizesse as minhas intenções bem compreendidas, e para fazer me mais interessante. Foi num exercício de escrita de aula de português, com a devida estimulação (luzes baixas e música relaxante), que escrevi o meu primeiro poema, o (título tão inovador) “Diante da noite estrelada”, que foi usado no concurso de talentos da minha escola, e que ganhou o 1º lugar na categoria &quot;poesia&quot; do meu turno, aos 14 anos. Daquele ponto em diante, passei a concentrar me mais em melhorar a minha escrita, que era ou piegas demais ou artificial demais, presa a formas fixas e rimas pobres. Porém, quando apaixonei-me dolorosamente e obsessivamente por uma garota na minha escola aos 16 anos, ao ponto de escrever 20 poemas sucessivos a ela, a poesia alcançou um ponto de ebulição que nunca tinha visto. A poesia passou a ser um meio de mediar as turbulências do meus mundos interior com o exterior. Uma sublimação, um desabafo, uma tentativa de cura. A poesia passou a retratar algo real dentro de mim. Desde então, escrever tem sido isso - uma forma de (re) encontrar-se, desbravar a geografia interior, e deixar transbordar essas misturas de impressões e expressões, criar a minha própria língua e vocábulos.</div><div>Débora: Começou bem cedinho, qual foi a sensação de ficar em 1º lugar no concurso escolar?</div><div>Leonardo: Fiquei muito honrado e de peito estufado, apesar de na placa comemorativa não constar o prêmio nem o meu nome, mas tinha a impressão de ter sido sorte de principiante</div><div>Débora: Quando é que se apercebeu que não era sorte? </div><div>Leonardo: Creio que o que me incomodava era o facto de nunca ter lido poemas até então, só me valia de música e de letras de música como referência, então tudo parecia como uma canção, com uma estrutura engessada. Até poder lançar o meu livro, talvez? Tinha um medo tremendo de ser mal julgado pelo que escrevi. Até que, com o suporte de um punhado de amigos, eu ganhei coragem o suficiente para julgar os meus poemas com um pouco mais de piedade.</div><div>Débora: E, porque é que achava isso?</div><div>Leonardo: Achava isso porque não sentia uma originalidade. Originalidade é algo muito caro para quem escreve no vácuo e vive reeditando e reavaliando o que escreve.</div><div>Débora: Então a publicação do seu livro aconteceu em virtude da teimosia dos seus amigos? O que foi que eles disseram?</div><div>Leonardo: Não, não foi teimosia deles. Eu simplesmente deixei de ficar adiando. Depois de 18 anos escrevendo, você alcança uma maturidade, e passa a compreender quem você é, e o que você quer escrever. Aceita o seu eu mais novo é mais imaturo. Eu pensei que se não fosse agora, não seria nunca, e que não custava nada tentar expor os meus poemas ao mundo. Eu acho que eu preciso deixar um tipo de legado, além do meu trabalho como educador, e os meus escritos, por mais imperfeitos e derivativos que sejam, representam um pouco deste legado.</div><div>Débora: Como foi descobrir o &quot;seu mais novo lado&quot;?</div><div>Leonardo: Descobrir o novo lado foi no mínimo estranho. Fui criado num bairro grande do Rio de Janeiro, mas com um estilo de vida de cidade pequena. Todos me conheciam como o “Teacher Leo”. Assim como em família, para todos foi uma surpresa grande conhecer o filho/neto/amigo/professor poeta. Usar palavras para descrever e explicar os poemas foi um exercício a qual não estava acostumado. Foi um desafio bem-vindo.</div><div>Débora: Quais foram as palavras, por exemplo da sua mãe, quando soube que tinha um filho poeta?</div><div>Leonardo: Ela me disse que sua missão estava cumprida, pois ela foi a pessoa que me estimulou a ler desde a infância, e que mal podia se conter de tanto orgulho. Ela também afirmou que o fato de eu ter decidido escrever e publicar foi uma forma de motivar as pessoas em nossa família e círculo de amigos a ler mais, interessar se não apenas por poesia, mas por leitura em geral. Acho isso muito recompensador é positivo.</div><div>Débora: A sua mãe foi a sua fonte de inspiração? No que se inspira quando escreve?</div><div>Leonardo: Não, no começo, escrevia tendo as garotas por quem me apaixonei como inspiração, mas com o passar do tempo, passei a utilizar eventos do dia a dia, momentos históricos da década de 90 e da primeira década do século XXI, como a invasão do Iraque pelos EUA, as mudanças ocorridas no nosso modo de vida, de um mundo analógico para o digital e todas as suas consequências, e o correr da vida, os erros, os acertos e as novas experiências, além do fato de estar me tornando mais independente e buscando os meus próprios caminhos, além da minha família e origens, para conhecer o mundo, viajar, e expandir o meu mundo interior. Depois, já na faculdade de letras, descobri minha paixão por poesia inglesa, Americana, Portuguesa e Brasileira. E passei a me inspirar nos escritos de Shelley, Byron, Tennyson, Hardy, D.H.Lawrence, Ogden Nash, Don Marquis, Walt Whitman, E.E.Cummings, toda a geração beat, além, obviamente, de Shakespeare, Goethe, Camões, Baudelaire. Os grandes mestres e mestras, nutro grande carinho por dois maravilhosos poetas, que poucos conhecem, Cruz e Souza, poeta simbolista Brasileiro, e Wilfred Owen, poeta de guerra britânico e Emily Dickinson, Elizabeth Browning, Cecília Meireles e Cora Coralina. Pois bem, todas essas experiências de leitura e de vivências me ajudaram a consolidar um estilo próprio, que se “apropria” de um elemento de um poeta e de outro, mas que se afirma aos poucos com mais firmeza.</div><div>Débora: Como acha que as pessoas descrevem a sua poesia?</div><div>Leonardo: O ideal é escrever um poema coeso, conciso, que consiga captar uma ideia ou sensação de forma poderosa e memorável, com imagens, sons e metáforas que tirem o leitor do lugar comum, que o levem a repensar o que leu. As pessoas descrevem os meus poemas como intensos, de tirar o fôlego, inquietos... Com um ritmo marcante e uma brincadeira com a língua na qual escrevo.</div><div>Débora: E, como foi escrever este livro - “A língua do pulsar”?</div><div>Leonardo: Grande parte já estava pronta, precisava apenas reapresenta-los de uma forma que fizesse sentido, pois cobre um longo período de tempo. Foi muito difícil resistir à tentação de reescrever os poemas mais antigos, porque claramente não refletem o meu estado de ser agora. Mas controlei me e mantive grande parte dos mesmos intactos, mesmo sentindo um certo desconforto ao lê-los de novo. Eu quis apresentá-los baseados em capítulos que tratassem de um tema unificador, então, levei bastante tempo categorizando os poemas, retocando algo aqui e ali, Sentindo um pouco a pressão do tempo, pois precisei fazer tudo isso no tempo livre que tinha, entre as aulas e a vida doméstica.</div><div>Débora: O que diz o seu coração?</div><div>Leonardo: Que ele está ali para que você reconheça o seu ritmo e pulsão interior, unicamente sua. Que não se pode negligenciar o que está a dizer, pois não existe como uma entidade separada de sua racionalidade - pode se sentir algo com a sua mente, e que pode se usar a razão com o seu sentimento; é preciso ser integral no seu viver, e não binário; que a oportunidade de viver a vida por completo não está perdida em um canto do passado ou num projecto futuro, mas no celebrar deste momento, seja ele bom ou mau. E finalmente, que por mais que encontremos respostas para cada mistério que nos cerca, há algo, ou melhor, alguém, ou melhor, um todo, um tudo além de nosso vão entendimento, que nos trouxe até a este ponto, e que nos alimenta, nos sustém, chama-nos para ir além, apesar de estarmos eternamente mal - equipados para chegar a Ele. Alguns podem chamar isso de Existência. Deus é o seu nome, e não há humanidade sem a busca incessante pelo Divino que transcende a todos nós.</div><div>Débora: O que gostaria de dizer para finalizar esta entrevista?</div><div>Leonardo: O que desejo dizer é o seguinte - é importante reconhecer-se, não importa o que você faz. Tudo o que você faz tem de reflectir as suas mais profundas paixões, convicções e pensamentos. Não deixe que ditem a você o que fazer, o que falar, como ser. Vivencie algo, arrisque-se, ponha a sua cara à tapa, para que você aprenda o que você realmente quer da vida. E não se julgue demais, permita-se ser ouvido. A sua voz, autêntica, pode fazer a diferença na vida de muitas pessoas. Nunca deixe de ler, nunca deixe de estar aberto, receptivo, pronto para aprender e experimentar algo novo. Assim você poderá encontrar o seu graal e sua eterna juventude.</div><div>Débora: Obrigada, muito sucesso para si!</div><div>-----</div><div>Foto: Concebida pelo autor</div><div>Ler resenha do livro &quot;A língua do pulsar: http://deboramacedoafonso.wix.com/dmacedoafonso#!A-LÍNGUA-DO-PULSAR/bs3vj/56e430060cf214c0a972395c</div></div>]]></content:encoded></item><item><title>PARTE VELHA DE VARSÓVIA</title><description><![CDATA[Varsóvia é a capital da Polónia e a sua maior cidade.É na parte velha onde nos confrontamos com os monumentos mais característicos da cidade e onde rapidamente ficamos encantados pela sua história.Apesar das grandes destruições na segunda guerra mundial, Varsóvia conseguiu recuperar alguns dos seus edifícios, tendo 10% das construções originais. O seu património pertence a UNESCO desde 1996 e está na lista oficial dos patrimónios históricos e mundiais. A sua arquitectura tem influências Eslava,<img src="http://static.wixstatic.com/media/6672fa_29cabd8a18584442890b68b74d84caed%7Emv2_d_3456_4608_s_4_2.jpg/v1/fill/w_626%2Ch_835/6672fa_29cabd8a18584442890b68b74d84caed%7Emv2_d_3456_4608_s_4_2.jpg"/>]]></description><dc:creator>Débora Macedo Afonso</dc:creator><link>https://deboramacedoafonso.wixsite.com/dmacedoafonso/single-post/2016/06/29/PARTE-VELHA-DE-VARS%C3%93VIA</link><guid>https://deboramacedoafonso.wixsite.com/dmacedoafonso/single-post/2016/06/29/PARTE-VELHA-DE-VARS%C3%93VIA</guid><pubDate>Wed, 29 Jun 2016 03:00:00 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><img src="http://static.wixstatic.com/media/6672fa_29cabd8a18584442890b68b74d84caed~mv2_d_3456_4608_s_4_2.jpg"/><div>Varsóvia é a capital da Polónia e a sua maior cidade.</div><div>É na parte velha onde nos confrontamos com os monumentos mais característicos da cidade e onde rapidamente ficamos encantados pela sua história.</div><div>Apesar das grandes destruições na segunda guerra mundial, Varsóvia conseguiu recuperar alguns dos seus edifícios, tendo 10% das construções originais. </div><div>O seu património pertence a UNESCO desde 1996 e está na lista oficial dos patrimónios históricos e mundiais. </div><div>A sua arquitectura tem influências Eslava, Cassúbia, Germânica, Balcânica e Teutônica.</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/6672fa_6ee52b651a5847a9bfb38b86486dced1~mv2_d_4608_3456_s_4_2.jpg"/><div>São o Royal Castle e Praça do Mercado da Cidade Velha as principais atracções na parte velha da cidade, recebendo turistas diariamente. </div><div>A sua beleza é única, pois os seus edifícios coloridos não passam despercebidos. É impossível não desfrutar de um simpático passeio nestas ruas.</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/6672fa_2831d0ea92cf475a915b46eeec13d1ac~mv2_d_4608_3456_s_4_2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/6672fa_4fefc34b9d094372842c3fd59254c16a~mv2_d_4608_3456_s_4_2.jpg"/><div>-----</div><div>Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Cidade_Velha_em_Vars%C3%B3via</div><div>Fotos: Débora Macedo Afonso</div></div>]]></content:encoded></item><item><title>À CONVERSA COM JOSÉ COSTA</title><description><![CDATA[Começou com uma peça de teatro!José Maria Sousa Costa nasceu a 12 de Março de 1961 e é uma pessoa bem humorada. Gosta de tocar violão e é jornalista e advogado. Publicou o seu primeiro livro em 2013 – "Sermão vermelho", em 2014 "Rua da Beira" e em 2015 "Água com Bacuri", todos com a Editora Arttheatrum.Débora: Quais são os seus autores preferidos?José: Meus autores predilectos são: Gonçalves Dias, Machado Assis e Raquel de Queiroz. Gosto dos livros “Dom Casmurro” e “Memorial de Maria Moura” -]]></description><dc:creator>Débora Macedo Afonso</dc:creator><link>https://deboramacedoafonso.wixsite.com/dmacedoafonso/single-post/2016/06/22/%C3%80-CONVERSA-COM-JOS%C3%89-COSTA</link><guid>https://deboramacedoafonso.wixsite.com/dmacedoafonso/single-post/2016/06/22/%C3%80-CONVERSA-COM-JOS%C3%89-COSTA</guid><pubDate>Wed, 22 Jun 2016 12:54:06 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><div>Começou com uma peça de teatro!</div><div>José Maria Sousa Costa nasceu a 12 de Março de 1961 e é uma pessoa bem humorada. Gosta de tocar violão e é jornalista e advogado. Publicou o seu primeiro livro em 2013 – &quot;Sermão vermelho&quot;, em 2014 &quot;Rua da Beira&quot; e em 2015 &quot;Água com Bacuri&quot;, todos com a Editora Arttheatrum.</div><div>Débora: Quais são os seus autores preferidos?</div><div>José: Meus autores predilectos são: Gonçalves Dias, Machado Assis e Raquel de Queiroz. Gosto dos livros “Dom Casmurro” e “Memorial de Maria Moura” - são autores Brasileiros.</div><div>Débora: Quando é que começou a escrever?</div><div>José: Escrevo desde os 14 anos de idade. E comecei a escrever por que nesse período fazia teatro amador (no Colégio em que estudava) e iniciei escrevendo uma peça para o teatro.</div><div>Débora: Como concilia o seu trabalho com o escrever?</div><div>José: O meu trabalho não me atrapalha em escrever, por que desde mocinho aprendi a fazer a minha agenda, de vida, e assim concilio as duas coisas.</div><div>Débora: Como decorreu o processo de edição do primeiro livro?</div><div>José: Eu tenho um blog (www.josemariacosta.com) disponibilizado em todas as redes sociais, e um dia uma editora me procurou. Negociamos e assim foi editado o meu primeiro livro. O meu sentimento, sempre é o do dever cumprido. Desenho etapas na minha vida, e vou buscando-as.</div><div>Débora: E, como surgiram os outros livros? </div><div>José: A mesma editora que me procurou para a publicação do primeiro livro, fechei com ela contrato para a publicação dos demais.</div><div>Débora: Qual a sensação de ter pela primeira vez nas suas mãos um livro da sua autoria? </div><div>José: É a mesma sensação de ter nascido um filho vosso. Desejo realizado, alegrias e contentamentos.</div><div>Débora: O que mais gosta nos seus livros? </div><div>José: O humor dos personagens, são por esses personagens que escrevo, aquilo que gostaria de dizer na vida real para as pessoas.</div><div>Débora: Como procedeu à escolha dos títulos? </div><div>José: Eu escolho os títulos dos meus livros embasado no enredo que escrevo.</div><div>Débora: O que diz o seu coração? </div><div>José: O meu coração diz que as pessoas nasceram para estudar, trabalhar e cada um cuidar da sua vida e deixar de lado a vida do vizinho.</div><div>Débora: O que gostaria de dizer para finalizar esta entrevista?</div><div>José: Que cada um cuide da sua vida particular, que trabalhe, que estude, que escreva, que respeite o outro principalmente as opiniões, que as pessoas nascem e morrem, estão na terra de passagem e por isso só, deve fazer do viver um prazer.</div><div>Débora: Obrigada, muito sucesso para si!</div></div>]]></content:encoded></item><item><title>À CONVERSA COM JOSÉ ALBERTO</title><description><![CDATA[O incentivo foi da mãe!José Casado Alberto nasceu a 11 de Novembro de 1990, é imaginativo e efusivo. Gosta de jogar basquetebol, ouvir música e como não poderia deixar de ser adora ler. Publicou o seu primeiro livro em Outubro de 2015 com a Chiado Editora – "Segundo a lei da arma".Débora: Como surgiu o gosto pela escrita? José: O meu gosto pela literatura surgiu desde cedo, ainda antes de saber ler. Recusava-me a adormecer sem que um dos meus pais, ou o meu irmão, me lessem uma qualquer história<img src="http://static.wixstatic.com/media/6672fa_e45e29d54ff049b18f00448583ace4cb%7Emv2.jpg/v1/fill/w_626%2Ch_417/6672fa_e45e29d54ff049b18f00448583ace4cb%7Emv2.jpg"/>]]></description><dc:creator>Débora Macedo Afonso</dc:creator><link>https://deboramacedoafonso.wixsite.com/dmacedoafonso/single-post/2016/06/15/%C3%80-CONVERSA-COM-JOS%C3%89-ALBERTO</link><guid>https://deboramacedoafonso.wixsite.com/dmacedoafonso/single-post/2016/06/15/%C3%80-CONVERSA-COM-JOS%C3%89-ALBERTO</guid><pubDate>Wed, 15 Jun 2016 12:40:35 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><div>O incentivo foi da mãe!</div><div>José Casado Alberto nasceu a 11 de Novembro de 1990, é imaginativo e efusivo. Gosta de jogar basquetebol, ouvir música e como não poderia deixar de ser adora ler. Publicou o seu primeiro livro em Outubro de 2015 com a Chiado Editora – &quot;Segundo a lei da arma&quot;.</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/6672fa_e45e29d54ff049b18f00448583ace4cb~mv2.jpg"/><div>Débora: Como surgiu o gosto pela escrita? </div><div>José: O meu gosto pela literatura surgiu desde cedo, ainda antes de saber ler. Recusava-me a adormecer sem que um dos meus pais, ou o meu irmão, me lessem uma qualquer história ou conto. O gosto continuou (obviamente até aos dias de hoje), sendo uma das principais, senão a principal, faceta do meu quotidiano. Quanto à escrita propriamente dita. Por muito que amasse a leitura, nunca pensei em escrever. Até que um dia, tinha por volta dos meus 21 ou 22 anos (já na universidade), falava com a minha mãe de um qualquer livro que acabara de ler (qual era já não me recordo), e ela, já há muito ciente do entusiasmo com que eu encarava a literatura me disse: “porque não experimentas escrever tu um livro.” Por estranho que parece, nunca me tinha passado pela cabeça tal ideia. Foi então que decidi iniciar-me na escrita criativa. E, agora, não me vejo a fazer outra coisa.</div><div>Débora: Então lançar o livro foi algo que aconteceu assim de repente? </div><div>José: Quando me iniciei na escrita, foi com ideias talvez demasiado grandiosas. Como ávido leitor de ficção científica (Frank Herbert) e fantasia (Robert Jordan e George R R Martin), comecei a desenvolver um saga de fantasia épica de vários livros, tendo criado quase todo o enredo de um primeiro livro. Contudo, tal empreitada tornou-se demasiado grandiosa e esmagadora e portanto decidi deixá-la em standby (à qual pretendo regressar num futuro próximo), e focar-me numa história com um foco mais restrito. Escrevi dois livros, aquele que agora lancei “Segundo a lei da arma”, e outro que espero também editar no futuro.</div><div>Débora: Teria arriscado publicar o livro se não tivesse sido a sua mãe a sugerir-lhe a ideia?</div><div>José: Provavelmente não, como referi, a ideia de escrever um livro nunca sequer me tinha entrado na cabeça.</div><div>Débora: Foi fácil publicar o livro, como foi o processo?</div><div>José: Quando decidi finalmente publicar, à volta de 6/7 meses atrás, enviei o manuscrito, por e-mail, a várias editoras. Algumas rejeitaram, a maioria optou por não responder, e pelo menos três aceitaram o meu trabalho. Por fim, após comparar as condições das respostas afirmativas, optei pela Chiado Editora. A partir daí, foram revisões, alguma burocracia (especialmente em relação à marcação do evento de lançamento na Biblioteca Municipal de Aveiro - a minha cidade), e a criação de uma capa apropriada. Resta-me batalhar quanto à divulgação do livro.</div><div>Débora: E, como foi que reagiram as pessoas mais próximas de si, visto que lançar um livro nunca tinha sido motivo de conversa?</div><div>José: Tenho de admitir que gosto (demasiado, talvez) de atenção e do ter o meu ego massajado. Isto manifestou-se de duas maneiras: o facto de escrever com a certeza de que iria ser publicado. Ideia não motivada por confiança propriamente dita, mas pelo facto de eu me recusar a conceber o contrário (lá está a minha necessidade de atenção.) Quando comecei a escrever comecei a mencionar aos meus amigos todos o facto de querer tornar-me escritor. À excepção da minha mãe, que sempre manteve a atitude de &quot;se outros conseguem e porque não tu&quot;, a maioria viu este meu novo rume de vida com alguma apatia e incredulidade, tendo em conta que eu sou propenso à modas e obsessões de curta duração. Na maioria dos casos, só quando eu finalmente fui aceite para publicação, começaram a realmente perceber que eu queria mesmo, e iria mesmo, editar um livro. Parece que pelo menos um das minhas &quot;obsessões&quot; ganhou raízes.</div><div>Débora: Como foi ter pela primeira vez nas suas mãos um livro da sua autoria? Como se sentiu?</div><div>José: Como é óbvio, senti a felicidade intrínseca à concretização de qualquer projecto de longa data, acho que todos nós gostámos de ver uma criação nossa à solta no mundo. Mas devo dizer que não foi uma euforia ora assim tão intensa ou duradoura, pois, e aqui talvez entrem em jogo as minhas ilusões de grandeza, considerei que era apenas um primeiro passo numa jornada mais longa e árdua.</div><div>Débora: Como descreve o seu livro?</div><div>José: Uma mistura de westerns do Sérgio Leone (&quot;O bom, o mau e o vilão&quot;, &quot;Era uma vez no oeste&quot;, etc) e baladas de pistoleiros encontradas na música country americana dos anos 60 e 70.</div><div>Débora: Tem outros &quot;locais&quot; onde publica coisas suas, por exemplo blogues, jornais (...)?</div><div>José: Por enquanto, ainda não. Mas tenho planos futuros para a criação do meu próprio site onde publicarei opiniões (escritas e talvez em formato vídeo) e talvez até algumas podcasts com conteúdo histórico. De resto, só o futuro o dirá.</div><div>Débora: O que diz o seu coração?</div><div>José: Como membro masculino da raça humana, sinto-me um pouco constrangido a responder a essa pergunta. Em primeiro lugar, dir-me-ia para não consumir tanto colesterol e gorduras saturadas. Em segundo (brincadeiras à parte), diria que, quer na escrita quer na minha participação no mundo real, devo manter, acima de tudo, algum semblante de honestidade. A manutenção de falsas aparências é uma empreitada demasiado cansativa, mesmo que por vezes pareça interesseiramente conveniente.</div><div>Débora: O que gostaria de dizer para finalizar esta entrevista?</div><div>José: Em primeiro lugar, quero agradecer a atenção concedida, quer de quem lê, como de quem decidiu entrevistar este novato e desconhecido autor. Em segundo, espero que tenham gostado do que leram e que, de alguma forma, as tenha convencido explorar e adquirir o meu livro inaugural. Por último, que continuem a navegar esta nossa existência cósmica com o maior dos sucessos.</div><div>Débora: Obrigada, muito sucesso para si!</div><div>-----</div><div>Foto: Concebida pelo autor</div></div>]]></content:encoded></item><item><title>À CONVERSA COM JOSÉ RODRIGUES</title><description><![CDATA[Quando o inesperado acontece! José Carlos Rodrigues nasceu a 28 de Julho de 1986, gosta de saborear um bom prato típico e apreciar um bom vinho, andar à beira mar e ver filmes. É operador de produção na empresa Lactogal e publicou em Dezembro de 2014 um livro com a Chiado Editora – "Ao encontro dos meus livres pensamentos".Débora: Quando é que começou a escrever? José: Comecei a escrever precisamente há um ano. Sabe que muitas vezes levamos a nossa vida normalmente e nem temos noção do valor que<img src="http://static.wixstatic.com/media/6672fa_884b3792284445f99c38145b9cc3b8aa%7Emv2.jpg/v1/fill/w_626%2Ch_527/6672fa_884b3792284445f99c38145b9cc3b8aa%7Emv2.jpg"/>]]></description><dc:creator>Débora Macedo Afonso</dc:creator><link>https://deboramacedoafonso.wixsite.com/dmacedoafonso/single-post/2016/05/30/%C3%80-CONVERSA-COM-JOS%C3%89-RODRIGUES-1</link><guid>https://deboramacedoafonso.wixsite.com/dmacedoafonso/single-post/2016/05/30/%C3%80-CONVERSA-COM-JOS%C3%89-RODRIGUES-1</guid><pubDate>Wed, 08 Jun 2016 09:00:00 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><div>Quando o inesperado acontece!</div><div>José Carlos Rodrigues nasceu a 28 de Julho de 1986, gosta de saborear um bom prato típico e apreciar um bom vinho, andar à beira mar e ver filmes. É operador de produção na empresa Lactogal e publicou em Dezembro de 2014 um livro com a Chiado Editora – &quot;Ao encontro dos meus livres pensamentos&quot;.</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/6672fa_884b3792284445f99c38145b9cc3b8aa~mv2.jpg"/><div>Débora: Quando é que começou a escrever?</div><div>José: Comecei a escrever precisamente há um ano. Sabe que muitas vezes levamos a nossa vida normalmente e nem temos noção do valor que possuímos. E para despertar esse valor, algo na nossa vida terá de acontecer. Foi o que aconteceu comigo. Nunca me imaginei a escrever é uma verdade mas após o desaparecimento do meu pai, surgiu esta vontade enorme de escrever. Então assim do nada, muito subitamente comecei a escrever.</div><div>Débora: O que é que sente quando escreve?</div><div>José: Não escrevo com caneta, mas sim com lágrimas, porque tudo o que escrevo tem sentimento saído do fundo da alma. Meus mentores apoderam-se da minha sensibilidade para que eu deixe escrito todo meu sentimento numa folha de papel.</div><div>Débora: Porque é que decidiu que devia expor os seus sentimentos ao mundo? Como é que aconteceu a publicação do livro?</div><div>José: Para quê guarda-los se eu posso partilhar com o mundo! Não partilho através da fala mas sim na escrita. Eu já tinha bastante conteúdo preparado mas um dia a minha esposa decidiu dar a conhecer o meu trabalho à Chiado Editora, ou seja, queria me fazer uma surpresa. Então surgiu o que mais queria, o sonho de lançar um livro.</div><div>Débora: E, como é que você reagiu à surpresa da sua esposa? Quais foram os sentimentos?</div><div>José: Limitei-me simplesmente a abraça-la e dar-lhe um beijo. Um sentimento enorme de alegria, acredite.</div><div>Débora: Como é que foi saber que tinha uma editora interessada no seu trabalho?</div><div>José: Pela única razão que acham que tudo o que escrevo tem valor... Isso é muito gratificante.</div><div>Débora: Como é que decorreu o processo de edição?</div><div>José: Muito satisfatório, desde a entrega de conteúdos até ao produto final. Será realizada brevemente a sessão de lançamento do livro.</div><div>Débora: Quais foram as expectativas?</div><div>José: Sempre de pensamento positivo. Nunca desanimar. Caminhando em pedras de tropeço sobre o silêncio, um dia poderei chegar ao topo da montanha.</div><div>Débora: O que é que mais gosta de escrever?</div><div>José: Este livro que escrevi é uma antologia de textos baseada em temas de amor, crítica e sabedoria humana.</div><div>Débora: Como surgiu a escolha do título?</div><div>José: Considero-me um livre pensador, daí o título do livro, livres pensamentos.</div><div>Débora: É um livro que pretende &quot;ajudar&quot; os leitores de alguma forma, tendo em conta o motivo que o levou a escreve-lo?</div><div>José: Não propriamente. É um livro que pretende que o leitor se identifique com algumas passagens que lá estão. Já tenho recebido bastantes comentários de leitores a dizerem que eu escrevo como se fossem eles a viver a passagem. Isso dá-me um certo prazer. Fico contente claro.</div><div>Débora: Então as pessoas identificam-se com o que escreve, qual é a faixa etária mais predominante?</div><div>José: Entre os 30 a 50.</div><div>Débora: Pretende continuar a escrever?</div><div>José: Claro que sim. Já tenho um novo livro preparado para uma próxima edição. Quero ir mais além com um novo tipo de literatura, &quot;um romance&quot;. O título fica no segredo dos deuses.</div><div>Débora: Entendo, mas pode referir algo alusivo a esse seu novo livro que estará para breve?</div><div>José: É do mesmo seguimento do primeiro, &quot;antologia de textos&quot;, livres pensamentos.</div><div>Débora: O que diz o seu coração?</div><div>José: O meu coração não fala, apenas sente palavras pronunciadas por gestos de carência. Essa é a verdadeira essência.</div><div>Débora: O que gostaria de dizer para finalizar esta entrevista?</div><div>José: Nunca desistam dos vossos sonhos por mais difícil que seja o caminho. O sacrifício é o mentor do sucesso.</div><div>Débora: Obrigada, muito sucesso para si!</div><div>-----</div><div>Foto: Concebida pelo autor</div></div>]]></content:encoded></item><item><title>À CONVERSA COM JOSÉ MOUTINHO</title><description><![CDATA[Um para cada dia da semana! José Carlos Moutinho nasceu a 1 de Junho de 1944 e considera-se uma pessoa sonhadora. Gosta de frequentar tertúlias poéticas e escrever. Foi delegado de informação médica e empresário hoteleiro, tendo já publicado sete livros. O primeiro livro foi editado em 2011 com a Edium e Versbrava Editora – "Cais da alma", publicando com a mesma editora: "Angola do Tejo ao Kwanza", "Da inquietude das palavras", "Cantos da eternidade", "Calmas margens", "Triângulo de memórias".<img src="http://static.wixstatic.com/media/6672fa_2af0b40e749546808650483aeec1c84d%7Emv2.jpg/v1/fill/w_626%2Ch_542/6672fa_2af0b40e749546808650483aeec1c84d%7Emv2.jpg"/>]]></description><dc:creator>Débora Macedo Afonso</dc:creator><link>https://deboramacedoafonso.wixsite.com/dmacedoafonso/single-post/2016/06/01/%C3%80-CONVERSA-COM-JOS%C3%89-MOUTINHO-1</link><guid>https://deboramacedoafonso.wixsite.com/dmacedoafonso/single-post/2016/06/01/%C3%80-CONVERSA-COM-JOS%C3%89-MOUTINHO-1</guid><pubDate>Wed, 01 Jun 2016 11:56:27 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><div>Um para cada dia da semana!</div><div>José Carlos Moutinho nasceu a 1 de Junho de 1944 e considera-se uma pessoa sonhadora. Gosta de frequentar tertúlias poéticas e escrever. Foi delegado de informação médica e empresário hoteleiro, tendo já publicado sete livros. O primeiro livro foi editado em 2011 com a Edium e Versbrava Editora – &quot;Cais da alma&quot;, publicando com a mesma editora: &quot;Angola do Tejo ao Kwanza&quot;, &quot;Da inquietude das palavras&quot;, &quot;Cantos da eternidade&quot;, &quot;Calmas margens&quot;, &quot;Triângulo de memórias&quot;. E, &quot;Folhas poéticas&quot; com a Amazon Editora em 2013. </div><img src="http://static.wixstatic.com/media/6672fa_2af0b40e749546808650483aeec1c84d~mv2.jpg"/><div>Débora: Quando começou a escrever?</div><div>José: Comecei a escrever com cerca de 16 anos. Comecei a escrever, por que assim aconteceu... Sem ter explicações, a não ser, talvez, por dom.</div><div>Débora: Quando é que decidiu publicar um livro?</div><div>José: Decidi escrever um livro em finais de 2010, por incentivo de amigos (especialmente os do Facebook).</div><div>Débora: Como reagiu quando os seus amigos insistiram consigo para publicar um livro? </div><div>José: A sensação era de medo, pela reacção das pessoas. Felizmente foi um sucesso, desde o primeiro livro.</div><div>Débora: Tem algum &quot;exemplo&quot; literário em quem se influencie para escrever?</div><div>José: Não sigo influências de nenhum autor (poeta ou escritor) escrevo simplesmente o que me a mim surge... Como inspiração. Devo confessar (lamentavelmente) que leio pouco outros autores e admito ser pernicioso.</div><div>Débora: O que é que mais gosta quando escreve?</div><div>José: O que gosto mais quando escrevo... Uma pergunta interessante! Desejo que cada poema ou prosa que eu crie, seja recebido com prazer e entendido como se tivesse sido escrito para a pessoa que o leu. Somente isso!</div><div>Débora: Qual dos seus livros é que mais gostou de escreve? E, porquê?</div><div>José: Foi o primeiro, cuja poesia é mais intimista. Também por que foi o livro que maior êxito obteve... Então é como um menino especial e querido.</div><div>Débora: Mudava alguma coisa nos seus livros?</div><div>José: Depois de escrito e publicado, nada há a mudar. O que nasceu, deverá crescer... E se for o caso perecer.</div><div>Débora: Qual a sensação ao deslocarem-se a um centro comercial, e ver os seus livros à venda?</div><div>José: Quando isso aconteceu, foi uma alegria indescritível, um iluminar da alma. E essa felicidade foi conseguida exactamente no meu primeiro livro &quot;Cais da alma”. Foi muito bom! Pena que, quem edita com editoras pequenas, não tenha a sorte de ver os seus livros espalhados por aí, por livrarias e outros.</div><div>Débora: O que diz o seu coração?</div><div>José: Meu coração diz que eu gostaria de atingir um ponto alto nesta caminhada da escrita, mas em simultâneo ele pensa que é uma tarefa muito árdua.</div><div>Débora: O que gostaria de dizer para finalizar esta entrevista?</div><div>José: Diria que ao ser lido por essas pessoas, que a minha satisfação está em cada pessoa que lê algum dos meus livros e que me dá feedback sobre a apreciação do mesmo. É muito bom e gratificante saber que eu, a minha humilde pessoa, através de um simples livro estou em cada amigo.</div><div>Débora: Obrigada, muito sucesso para si!</div><div>-----</div><div>Foto: Concebida pelo autor</div></div>]]></content:encoded></item><item><title>DE QUEM É A CULPA?</title><description><![CDATA[Costumávamos ser felizes, costumávamos estar contentes, costumávamos estar em harmonia, costumávamos...A nossa casa era o lar onde o amor reinava, onde a tranquilidade se passeava, onde os risos se ouviam na casa dos vizinhos, a nossa casa era...Porque é que hoje já não é mais assim? Ficamos separados por algo que aconteceu tão inesperadamente... Ficamos distantes por causa da minha incapacidade de fazer as minhas tarefas sozinha, como levantar-me da cama, tomar banho, vestir-me... Ficamos sem<img src="http://static.wixstatic.com/media/41abe7ca14024da1808ff922e9ec2fbf.jpg/v1/fill/w_470%2Ch_470/41abe7ca14024da1808ff922e9ec2fbf.jpg"/>]]></description><dc:creator>Débora Macedo Afonso</dc:creator><link>https://deboramacedoafonso.wixsite.com/dmacedoafonso/single-post/2016/05/25/DE-QUEM-%C3%89-A-CULPA</link><guid>https://deboramacedoafonso.wixsite.com/dmacedoafonso/single-post/2016/05/25/DE-QUEM-%C3%89-A-CULPA</guid><pubDate>Wed, 25 May 2016 07:29:17 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><img src="http://static.wixstatic.com/media/41abe7ca14024da1808ff922e9ec2fbf.jpg"/><div>Costumávamos ser felizes, costumávamos estar contentes, costumávamos estar em harmonia, costumávamos...</div><div>A nossa casa era o lar onde o amor reinava, onde a tranquilidade se passeava, onde os risos se ouviam na casa dos vizinhos, a nossa casa era...</div><div>Porque é que hoje já não é mais assim? </div><div>Ficamos separados por algo que aconteceu tão inesperadamente... Ficamos distantes por causa da minha incapacidade de fazer as minhas tarefas sozinha, como levantar-me da cama, tomar banho, vestir-me... Ficamos sem as brincadeiras, ficamos sem os convívios entre amigos, ficamos sem as conversas longas na cama... Porque é que perdemos isso tudo?</div><div>Ficaste com ânsia de estares na minha companhia, com medo de me tocar, com receio de me amar... De quem é a culpa?</div><div>Eu continuo aqui, a lutar todos os dias contra esta maldita doença para podermos voltar ao que éramos e tu em troca dás-me despedidas rápidas antes de saíres para o trabalho, contratas uma enfermeira, atrasas-te para o jantar e vais dormir na cama do quarto ao lado! De quem é a culpa?</div><div>Quero que sejas feliz, quero que estejas feliz, mas quero que saibas que fracassaste na tua promessa, fracassaste! E a culpa, essa, talvez seja tua! </div></div>]]></content:encoded></item><item><title>À CONVERSA COM JOÃO DIEGUES</title><description><![CDATA[Apaixonou-se por Fernando Pessoa! João Diegues é um lutador e sonhador. Nasceu a 15 de Maio de 1995 e gosta de música, tirar fotografias e escrever. Já trabalhou em várias áreas: restauração, construção civil e já actuou em concertos. Publicou em 2013 o seu primeiro livro "Caminhos da primavera" e em 2015 "O reencontro".Débora: Quando é que nasceu a paixão pela escrita? João: No meu 12º ano, após estudar Fernando Pessoa, pesquisei toda a vida dele, e fascinou-me a escrita. Já escrevia antes,<img src="http://static.wixstatic.com/media/6672fa_b95eb0f3eeae49acab6e0f70d9036bd6.jpg/v1/fill/w_626%2Ch_432/6672fa_b95eb0f3eeae49acab6e0f70d9036bd6.jpg"/>]]></description><dc:creator>Débora Macedo Afonso</dc:creator><link>https://deboramacedoafonso.wixsite.com/dmacedoafonso/single-post/2016/05/18/%C3%80-CONVERSA-COM-JO%C3%83O-DIEGUES</link><guid>https://deboramacedoafonso.wixsite.com/dmacedoafonso/single-post/2016/05/18/%C3%80-CONVERSA-COM-JO%C3%83O-DIEGUES</guid><pubDate>Wed, 18 May 2016 10:00:00 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><div>Apaixonou-se por Fernando Pessoa! </div><div>João Diegues é um lutador e sonhador. Nasceu a 15 de Maio de 1995 e gosta de música, tirar fotografias e escrever. Já trabalhou em várias áreas: restauração, construção civil e já actuou em concertos. Publicou em 2013 o seu primeiro livro &quot;Caminhos da primavera&quot; e em 2015 &quot;O reencontro&quot;.</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/6672fa_b95eb0f3eeae49acab6e0f70d9036bd6.jpg"/><div>Débora: Quando é que nasceu a paixão pela escrita?</div><div>J<div>oão: No meu 12º ano, após estudar Fernando Pessoa, pesquisei toda a vida dele, e fascinou-me a escrita. Já escrevia antes, desde pequeno que sempre fiz as maiores redacções nos testes, e imaginava histórias a toda a hora. Mas só a partir do 12º ano é que comecei a escrever poesia, e em Maio tudo começou, um amigo meu incitou-me a enviar os poemas para uma editor e eles gostaram.</div></div><div>Débora: Como é que decorreu esse processo? Foi fácil ou difícil?</div><div>João: Escrever foi fácil, e é fácil, mas editar nem por isso, é preciso ter meios financeiros para tal, e para um rapaz que após ter os pais separados, tem que mudar de vida, e vir para outra escola, trabalhar para se governar a ele e à mãe... Depois de ficar sem nada. Foi difícil, mas não devemos desistir.</div><div>Débora: Onde foi buscar força para não desistir? </div><div>João: No fundo sempre fui assim lutador, mas sem dúvida que foi no meu avô que faleceu já há 5 anos, foi nele que fui buscar todo o apoio, escrevendo o romance para ele.</div><div>Débora: &quot;O reencontro&quot;? E, o que foi que reencontrou com este romance?</div><div>João: Reencontrei o meu avô num sonho! Num desejo que sempre terei! Um sonho, um desejo, algo que eu queria que acontecesse...</div><div>Débora: Então o seu avô é a sua inspiração?</div><div>João: Sim, sem dúvida!</div><div>Débora: E, só na escrita ou também na música? Porque sim também é cantor, certo?</div><div>João: Sim, cantor, pianista, guitarrista, baixista, baterista e acordeonista.</div><div>Débora: Junta-se o escritor e é o homem dos sete ofícios. Como é que concilia tudo isto?</div><div>João: Dormindo 3 a 4 horas por dia, para poder trabalhar, tocar, fazer fotografia, e voltar a estudar agora.</div><div>Débora: Na escrita, haverá novidades? </div><div>João: Após o 3º livro, que já estou a escrever numa co-edição, escreverei apenas para mim!</div><div>Débora: Primeiro, o que é que podemos saber desse 3º livro?</div><div>João: Ainda está no início, será algo mais verídico, com factos históricos sobre um tema que marcou todo o povo português!</div><div>Débora: E agora, porque é que será esse o seu último livro?</div><div>João: Último não direi, mas parar por algum tempo, porque apesar de as vendas darem para cobrir os custos, não vale a pena editar livros nesta cidade (Bragança)! Apenas para gastar dinheiro e para realização pessoal e de amigos, mas para isso é preciso dinheiro, e ele é preciso para viver!</div><div>Débora: Sente-se muito desvalorizado na sua cidade?</div><div>João: Já me chega ser valorizado pelas pessoas que me acompanham! O resto é o resto.</div><div>Débora: O que acha que deveria mudar para ter vontade de continuar a escrever e posteriormente publicar?</div><div>João: Primeiro a aderência, apoios na aquisição mas sobretudo na divulgação, por parte da câmara, principalmente professores, supostamente pessoas cultas, que conotamos que apoiam a cultura, mas a maior parte que convidei, sendo alguns meus professores inclusive, nem uma resposta dera municipal de algo que é da terra! A abertura da mentalidade de 90 % da população daqui.</div><div>Débora: Mudando um pouco o assunto, o que é que mais gosta de escrever? Poesia ou prosa?</div><div>João: Poesia. Algo que não se explica. Sinto-me mais à vontade, a escrita flui como se fosse alguém dentro de mim que escreve, quase sem pensar...Na prosa já é algo não tão natural.</div><div>Débora: Como descreve a sua escrita?</div><div>João: Na prosa, escrita simples, ligada às minhas origens, para todos, para todas as gerações. A poesia mais complexo, feito apenas para quem gosta de poesia, para quem se identifique.</div><div>Débora: Como é que acha que as pessoas interpretam a sua poesia?</div><div>João: Cada um à sua maneira! Tenho poemas românticos, poemas dramáticos, poemas de homenagem, poemas tristes, poemas de felicidade, é um livro que retrata a minha vida, naquele tempo, todos os problemas que passei, os apoios, a solidão, o choro, e no final, o princípio da ultrapassagem desses problemas.</div><div>Débora: Escrever o livro &quot;Caminhos da primavera&quot; ajudou-o a ultrapassar aquela fase?</div><div>João: Sim. Foi o meu escape para toda a revolta, todo o sofrimento.</div><div>Débora: O que diz o seu coração?</div><div>João: Para escrever para mim primeiro!</div><div>Débora: O que gostaria de dizer para finalizar esta entrevista?</div><div>João: Que acreditem sempre nos sonhos, lutem, na medida do possível e nunca desistam de ser felizes.</div><div>Débora: Obrigada, muito sucesso para si!</div><div>-----</div><div>Foto: Concebida pelo autor</div></div>]]></content:encoded></item><item><title>À CONVERSA COM JOANA G. TORRES</title><description><![CDATA[Ainda não tem título mas já tem história! Joana G. Torres, é a abreviação de Joana Conceição Gonçalves da Rocha Torres que nasceu no dia 18 de Dezembro em 1992. Considera-se uma pessoa divertida e lutadora. Adora ouvir música, desenhar e claro, escrever. Licenciou-se em Animação Sociocultural, vive em Ponte de Lima e deseja publicar um livro.Débora: Como é que surge o gosto pela escrita? Joana: Nunca fui muito de dizer, de falar com outras pessoas o que sentia, por isso escrevia, era como se<img src="http://static.wixstatic.com/media/6672fa_963d595d85d24e0a9fc6636e53f6f621.jpg/v1/fill/w_626%2Ch_415/6672fa_963d595d85d24e0a9fc6636e53f6f621.jpg"/>]]></description><dc:creator>Débora Macedo Afonso</dc:creator><link>https://deboramacedoafonso.wixsite.com/dmacedoafonso/single-post/2016/05/11/%C3%80-CONVERSA-COM-JOANA-G-TORRES</link><guid>https://deboramacedoafonso.wixsite.com/dmacedoafonso/single-post/2016/05/11/%C3%80-CONVERSA-COM-JOANA-G-TORRES</guid><pubDate>Wed, 11 May 2016 12:00:00 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><div>Ainda não tem título mas já tem história!</div><div>Joana G. Torres, é a abreviação de Joana Conceição Gonçalves da Rocha Torres que nasceu no dia 18 de Dezembro em 1992. Considera-se uma pessoa divertida e lutadora. Adora ouvir música, desenhar e claro, escrever. Licenciou-se em Animação Sociocultural, vive em Ponte de Lima e deseja publicar um livro.</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/6672fa_963d595d85d24e0a9fc6636e53f6f621.jpg"/><div>Débora: Como é que surge o gosto pela escrita? </div><div>Joana: Nunca fui muito de dizer, de falar com outras pessoas o que sentia, por isso escrevia, era como se fosse um refúgio para mim, muitas vezes escrevia, durante um tempo guardava, e depois destruía. Mas o bichinho da escrita começou mesmo no ensino básico, quando começamos na preparação para os exames, nas aulas de português tínhamos de escrever textos para nos habituarmos e aí eu &quot;safava-me&quot; bem, e desde aí sempre escrevi pequenos textos.</div><div>Débora: O seus textos costumam abordar o quê?</div><div>Joana: Tudo o que me passa pela cabeça, desde amor, a relações e situações da vida real, não fico só por um assunto, gosto de abordar e ter perspectiva de várias coisas.</div><div>Débora: Onde publica estes textos?</div><div>Joana: Neste momento publico os meus textos na minha página (JoanaG.Torres) e no blog ela-e-ele.com, mas já se podem encontrar também em outras páginas que acreditaram no meu trabalho, como “Esta Pagina É Toda Boa”, “Palavras Soltas”, entre outras, aliás sou uma das colunistas oficias do blog ela-e-ele.com.</div><div>Débora: Visto que ainda não publicou nenhum livro, como é que funciona publicar em vários blogues?</div><div>Joana: Tem sido bastante positivo, consegue-se ter várias perspectivas, consegue-se ver e analisar várias opiniões, e assim o meu trabalho não é só destinado a um grupo, ou a uma faixa etária, e isso é muito bom porque ajuda-me a crescer tanto a nível profissional como pessoal!</div><div>Débora: Como descreve a sua escrita?</div><div>Joana: Boa pergunta.... Acho que posso definir como sentimental, sensível e muito introspectiva, muito do que escrevo é o que sinto, e como penso.</div><div>Débora: Gostava que os seus textos se transformassem em uma história? Gostava de publicar um livro?</div><div>Joana: Acho que cada autor/escritor sonha e idealiza que isso aconteça um dia, por isso sim, quem sabe um dia não aconteça, o primeiro passo já foi dado, o meu trabalho já é seguido e apreciado.</div><div>Débora: E como imagina o seu livro? Seria uma história sobre o quê?</div><div>Joana: Por muito estúpido que pareça sobre as pessoas, vidas e situações de vidas, são elas que me inspiram, por exemplo uma história de vida, uma história de vida marcante, daquelas que merecem ser contadas e nunca esquecidas!</div><div>Débora: Já alguma vez pensou em um título para essa história?</div><div>Joana: Não, ainda não.</div><div>Débora: E nos personagens, nos locais?</div><div>Joana: Como personagens um casal, um local, algures no nosso Portugal. Portugal é lindo, tem lugares fantásticos e merece ser falado.</div><div>Débora: Qual lugar mais a atrai para falar/descrever?</div><div>Joana: Seria injusta se escolhesse só um, há tanto de bom neste país, desde as paisagens, rios aos monumentos...</div><div>Débora: No que se inspira?</div><div>Joana: A vida sem dúvida nenhuma, é a maior bênção que temos.</div><div>Débora: Para si, ao que é que se resume a vida?</div><div>Joana: Cada dia é uma nova hipótese para recomeçar, para fazer melhor, viver é aproveitar cada momento, cada instante como se fosse o último, não deixar nada por dizer, nada para fazer.</div><div>Débora: O que diz o seu coração?</div><div>Joana: Faz e dá sempre o melhor de ti em tudo o que fizeres.</div><div>Débora: O que gostaria de dizer para finalizar esta entrevista?</div><div>Joana: Nunca desistam de nada, lutem, acreditem, trabalhem, e façam tudo o que poderem para serem felizes, nada é impossível!</div><div>Débora: Obrigada, muito sucesso para si!</div><div>-----</div><div>Foto: Concebida pela autora</div></div>]]></content:encoded></item><item><title>À CONVERSA COM JOANA BRITO</title><description><![CDATA[É a escrever que fica em paz! Joana Brito nasceu a 2 de Abril de 1986 e considera-se uma pessoa sentimental, apaixonada e impaciente. Gosta de ouvir música, cuidar da sua filha, fazer bolos e escrever. É mãe a tempo inteiro e publica os seus textos nos "sítios" da Internet. Débora: Qual o livro que mais gostou de ler até hoje e porquê? Joana: "P.s. eu amo-te", porque tal como o livro relata acredito em amor verdadeiro e por ver que mesmo a vida para ele esteja no fim ele não esqueceu de mesmo na<img src="http://static.wixstatic.com/media/6672fa_07108ec230314a0cb8cf6ca97555ca43.jpg/v1/fill/w_626%2Ch_417/6672fa_07108ec230314a0cb8cf6ca97555ca43.jpg"/>]]></description><dc:creator>Débora Macedo Afonso</dc:creator><link>https://deboramacedoafonso.wixsite.com/dmacedoafonso/single-post/2016/05/04/%C3%80-CONVERSA-COM-JOANA-BRITO</link><guid>https://deboramacedoafonso.wixsite.com/dmacedoafonso/single-post/2016/05/04/%C3%80-CONVERSA-COM-JOANA-BRITO</guid><pubDate>Wed, 04 May 2016 11:00:00 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><div>É a escrever que fica em paz!</div><div>Joana Brito nasceu a 2 de Abril de 1986 e considera-se uma pessoa sentimental, apaixonada e impaciente. Gosta de ouvir música, cuidar da sua filha, fazer bolos e escrever. É mãe a tempo inteiro e publica os seus textos nos &quot;sítios&quot; da Internet. </div><img src="http://static.wixstatic.com/media/6672fa_07108ec230314a0cb8cf6ca97555ca43.jpg"/><div>Débora: Qual o livro que mais gostou de ler até hoje e porquê?</div><div>Joana: &quot;P.s. eu amo-te&quot;, porque tal como o livro relata acredito em amor verdadeiro e por ver que mesmo a vida para ele esteja no fim ele não esqueceu de mesmo na sua ausência fazer com que o seu verdadeiro amor consiga seguir em frente e ser feliz.</div><div>Débora: Como começou a escrever?</div><div>Joana: Comecei pequena ainda estava na escola e já sentia bastante interesse em escrever poemas, mas por volta dos 12/14 anos comecei a fazer mais. Entretanto escrevia para um jornal do concelho entre os 18 anos mais ou menos e aí comecei a escrever mais poesia e cartas baseadas em experiências de diversos tipos mas escrevia principalmente sobre amor. Sentia necessidade de escrever por formas de desabafo e porque encontro na escrita a paciência e a paz que necessito. Adoro escrever!</div><div>Débora: Como descreve a sua escrita?</div><div>Joana: Simples e emotiva.</div><div>Débora: No que se inspira?</div><div>Joana: No amor pela minha família, pelo meu marido e sem dúvida no amor pela minha filha. Também me inspiro nas minhas dores, nos meus tormentos e dúvidas e de certa forma no mundo em geral. Também claro influenciaram, por exemplo o livro “O segredo” inspirou-me na forma como tento ver o mundo, como lido com a minha vida, se bem que por vezes parece impossível pensar sempre positivo mas quando escrevo tento passar sempre uma boa imagem do amor, do respeito por nós e pelos outros e também mostrar que a vida por mais difícil que seja tem sempre o seu lado bom. Fazem-me também acreditar no verdadeiro amor e que com amor tudo é possível.</div><div>Débora: Como começou a escrever para os &quot;sítios&quot; da Internet?</div><div>Joana: Publico na minha página no Facebook e também sou colunista no &quot;Inspiring life&quot;. Começou por incentivo da minha irmã que já está mais habituada com o Facebook e que me foi ajudando da melhor forma.</div><div>Débora: E, qual é o tipo de recepção das pessoas? Como se sente com os comentários?</div><div>Joana: Por agora penso que é bom, a página ainda está em fase de crescimento, mas o feedback tem sido bom. A maior parte dos comentários são agradáveis e queridos mas sinto que as pessoas levam muito &quot;a peito&quot; alguns textos, talvez pela experiência de vida delas mas o que é realmente bom pois de certa forma o que escrevo tocou-lhes o coração.</div><div>Débora: Quais temas gosta mais de abordar?</div><div>Joana: Costumo abordar um pouco de tudo para chegar a mais pessoas, mas não sei porque tenho mais tendência para textos de amor, talvez porque sinto que sou uma eterna apaixonada e também tenho uma leve &quot;queda&quot; para escrever a tristeza talvez devido ao estado de espírito que possa ter no momento que estou a escrever.</div><div>Débora: Gostava de um dia publicar um livro?</div><div>Joana: Claro que sim, tenho pensado bastante nisso.</div><div>Débora: Como seria esse livro?</div><div>Joana: Talvez um romance. Na minha cabeça já o escrevi mas ainda não comecei a escrever e não sei porque. Mas também já coloquei a hipótese de um livro que junte tudo o que já escrevi, um livro diferente.</div><div>Débora: O que diz o seu coração?</div><div>Joana: Diz que por mais magoado que esteja e por mais difícil que seja, desistir não é opção. Diz que o amor é a arma mais poderosa do mundo e que sou feliz pois existem pessoas que transformam o meu coração para melhor a cada dia.</div><div>Débora: O que gostaria de dizer para finalizar esta entrevista?</div><div>Joana: Que não esmoreçam nas dificuldades que a vida lhes possa impor mas sim que delas retirem toda a força e proveito para alcançar os seus sonhos, pois na vida algo só é impossível até que façamos ser possível, e que sejam felizes!</div><div>Débora: Obrigada, muito sucesso para si!</div><div>-----</div><div>Foto: Concebida pela autora</div></div>]]></content:encoded></item><item><title>À CONVERSA COM ISABEL MACHADO</title><description><![CDATA[Da história se fazem novas histórias! Isabel Machado nasceu a 15 de Dezembro de 1961 e considera-se uma pessoa sensível, alegre, impaciente e idealista. Gosta de viajar, passear pelas cidade portuguesas, jardinar, conversar à volta de uma mesa, de ir ao cinema e de ler. Actualmente é jornalista e já publicou três livros com a Editora Esfera dos Livros: "Isabel I de Inglaterra e o seu médico português" em 2012, "Vitória de Inglaterra, a rainha que amou e ameaçou Portugal" em 2014 e "Constança, a<img src="http://static.wixstatic.com/media/6672fa_cbd7c58d7bdd41e5a1223ba57b0a9ac5.jpg"/>]]></description><dc:creator>Débora Macedo Afonso</dc:creator><link>https://deboramacedoafonso.wixsite.com/dmacedoafonso/single-post/2016/04/27/%C3%80-CONVERSA-COM-ISABEL-MACHADO</link><guid>https://deboramacedoafonso.wixsite.com/dmacedoafonso/single-post/2016/04/27/%C3%80-CONVERSA-COM-ISABEL-MACHADO</guid><pubDate>Wed, 27 Apr 2016 10:00:00 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><div>Da história se fazem novas histórias!</div><div>Isabel Machado nasceu a 15 de Dezembro de 1961 e considera-se uma pessoa sensível, alegre, impaciente e idealista. Gosta de viajar, passear pelas cidade portuguesas, jardinar, conversar à volta de uma mesa, de ir ao cinema e de ler. Actualmente é jornalista e já publicou três livros com a Editora Esfera dos Livros: &quot;Isabel I de Inglaterra e o seu médico português&quot; em 2012, &quot;Vitória de Inglaterra, a rainha que amou e ameaçou Portugal&quot; em 2014 e &quot;Constança, a princesa traída por Pedro e Inês&quot; em 2015.</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/6672fa_cbd7c58d7bdd41e5a1223ba57b0a9ac5.jpg"/><div>Débora: Qual é o livro que mais a marcou até hoje? </div><div>Isabel: É quase impossível responder à primeira pergunta. Houve muitos. Depende das fases da vida, do momento, do que a nossa memória selecciona mais tarde, daquilo que nos deixa esquecer. Vou partir deste último ponto para dizer que, se calhar, - e não querendo falar dos contemporâneos, portugueses ou não, muitos excelentes, por uma questão de cortesia para todos os outros de quem me poderia esquecer - Jean Jacques Rousseau, Marcel Proust ou Emile Zona marcaram-me muito na juventude, mas também Eça de Queiroz - sempre! - Ou Pessoa, ou Sophia de Mello Breyner ou, na literatura americana, Walt Whitman. Anna Karenina é tão inesquecível como a Madame Bovary de Flaubert ou O Primo Bazílio, de Eça. Não sei mesmo. O meu crescimento e formação levaram-me por muitos sítio, lugares físicos e não só. Não consigo eleger um.</div><div>Débora: Quando é que começou a escrever?</div><div>Isabel: Sempre escrevi. Para mim, para revistas, para a televisão. Mas comecei a escrever a tempo quase inteiro, romances históricos, em 2012 quando decidi abandonar o Canal Parlamento por questões de saúde.</div><div>Débora: Como surgiu a oportunidade de publicar o primeiro livro?</div><div>Isabel: Foi um desafio que me lançaram e a que eu disse logo que sim.</div><div>Débora: E, como decorreu o desafio de escreve-lo?</div><div>Isabel: O processo de escrever um romance é instável. Há de tudo. Desde a exaltação dos momentos em que estamos felizes com o que sai, ao desespero, à extrema ansiedade… É um trabalho muito solitário, pelo menos o meu é, nunca mostro quase nada a ninguém até ao momento em que entrego o livro completo nas mãos do editor. Por ser solitário, temos de conviver com os extremos: a segurança e a dúvida…</div><div>Débora: Qual é o principal motivo de somente mostrar o que escreve no final?</div><div>Isabel: Não sei responder com total clareza a essa pergunta. Penso que é receio de maçar alguém com livros extensos, é também falta de tempo, mal acabo um livro entrego nas mãos do editor. Já cheguei a mostrar um ou outros capítulo, raramente e a muito poucas pessoas, uma ou duas, mais nada.</div><div>Débora: Como surgiram os títulos?</div><div>Isabel: Os títulos foram escolhidos para serem claros, acima de tudo. O primeiro, sobre Isabel I de Inglaterra, tinha a preocupação de mostrar que não era um romance histórico sobre Isabel I, mas sim, uma conjugação, a ligação da sua vida com a de um português, seu médico pessoal e espião da corte Britânica, num momento crucial da história de Portugal: 1580 e a perda da independência. O segundo romance também; era preciso explicar que o livro não era uma obra sobre a rainha Vitória de Inglaterra, mas o cruzamento do Século XIX Português e Inglês, através das intensas ligações pessoais e políticas da rainha Vitória com Portugal. Este terceiro, Constança, a princesa traída por Pedro e Inês, seguiu a mesma linha; pretendia clarificar que se tratava de uma personagem que ia trazer aos leitores uma outra leitura, uma perspectiva inteiramente nova sobre factos que pareciam inquestionáveis. Neste caso, o romance entre D. Pedro e Inês de Castro.</div><div>Débora: Sendo os seus livros romances históricos, como é que procede antes de começar a escrever? Faz algum tipo de investigação?</div><div>Isabel: Faço muita investigação. Leio muito, vou aos locais sempre que posso, até no caso dos romances passados em Inglaterra, vejo minuciosamente os costumes da época. Nunca deturpo os grandes factos históricos, mas crio livremente a minha história, os pensamentos e os diálogos das minhas personagens, sempre preocupada com o que é plausível no contexto e época em questão.</div><div>Débora: Como descreve a sua escrita?</div><div>Isabel: Acho que a minha escrita é muito visual, também muito centrada no trabalho sobre as personagens e a sua complexidade, com recurso ao contraste, seja nos diálogos, na descrição ou na narração. Acho que o contraste faz parte de nós, mesmo que não gostemos de o assumir. Ninguém e nada é uno, monolítico. Gosto do humor subtil também, a par do absurdo. Há algum idealismo, apesar de tudo, para quem leia mesmo com atenção…</div><div>Débora: Qual é a sensação, ao deslocar- se a um centro comercial, e ver os seus livros à venda?</div><div>Isabel: Para dizer a verdade, a sensação mais forte é a de alívio. Depois dos últimos meses de trabalho intenso e da revisão, é, acima de tudo, uma sensação de dever cumprido. De respirar fundo...</div><div>Débora: O que diz o seu coração?</div><div>Isabel: Acabo por seguir a versão que me interessa mais, que me encanta, que me aprece mais plausível. Depende. Eu entusiasmo-me imenso com as personagens, com os factos, com o que poderia ter sido, como teria sido… Encanto-me com algumas personagens mais do que com outras, mesmo que não seja nada notório para os leitores, tenho sempre favoritos, que vou trabalhando, deixando alguma pistas!</div><div>Débora: O que gostaria de dizer para finalizar esta entrevista?</div><div>Isabel: Gostaria de dizer que leiam romance histórico, é um género fabuloso. Mas leiam com abertura. Preparados para aprender os grandes factos mas, sobretudo, para aceitar a criatividade e a liberdade do autor. É um género literário interessantíssimo, mas nunca se deve perder de vista que a ficção deve ter um papel preponderante.</div><div>Débora: Obrigada, muito sucesso para si!</div><div>-----</div><div>Foto: Concebida pela autora</div></div>]]></content:encoded></item><item><title>À CONVERSA COM IAGO VICTOR</title><description><![CDATA[O essencial é amar! Iago Victor nasceu a 26 de Julho de 1994 e é um romântico, companheiro e cavalheiro. Gosta de tocar guitarra e escrever. Está a estudar para futuramente ser professor de literatura e já editou dois livros: "Queda livre" em Agosto de 2015 com a Multifoco Editora e "Poison minds" em Outubro de 2015 publicado através do seu blog. Débora: Qual o livro que já leu até hoje e mais o marcou? Iago: Sem dúvida foi o livro "O teorema Katherine", ele mudou minha forma de ver o amor e o<img src="http://static.wixstatic.com/media/6672fa_fa0301997188404b95c1c739846a0679.jpg"/>]]></description><dc:creator>Débora Macedo Afonso</dc:creator><link>https://deboramacedoafonso.wixsite.com/dmacedoafonso/single-post/2016/04/20/%C3%80-CONVERSA-COM-IAGO-VICTOR</link><guid>https://deboramacedoafonso.wixsite.com/dmacedoafonso/single-post/2016/04/20/%C3%80-CONVERSA-COM-IAGO-VICTOR</guid><pubDate>Wed, 20 Apr 2016 19:36:26 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><div>O essencial é amar!</div><div>Iago Victor nasceu a 26 de Julho de 1994 e é um romântico, companheiro e cavalheiro. Gosta de tocar guitarra e escrever. Está a estudar para futuramente ser professor de literatura e já editou dois livros: &quot;Queda livre&quot; em Agosto de 2015 com a Multifoco Editora e &quot;Poison minds&quot; em Outubro de 2015 publicado através do seu blog. </div><img src="http://static.wixstatic.com/media/6672fa_fa0301997188404b95c1c739846a0679.jpg"/><div>Débora: Qual o livro que já leu até hoje e mais o marcou?</div><div>Iago: Sem dúvida foi o livro &quot;O teorema Katherine&quot;, ele mudou minha forma de ver o amor e o romance, ao ler eu me via como o próprio Colin. Sem dúvidas ele foi o primeiro livro que marcou minha vida.</div><div>Débora: Quando começou a escrever?</div><div>Iago: Eu escrevia desde menino, tinha sonhos malucos e para esvaziar minha cabeça eu os escrevia, tinha 12 anos mais ou menos quando isso aconteceu. Ali eu percebi que escrever era divertido, escrever é dar asas e criar um mundo novo onde tudo pode ser perfeito. Depois de ler &quot;O teorema Katherine&quot; eu acabei me apaixonando ainda mais por literatura e pensei que se eu gosto das minhas loucuras e dos meus sonhos, alguém mais também poderia gostar e aí eu comecei de facto com a carreira de escritor.</div><div>Débora: Como descreve a sua escrita?</div><div>Iago: Minha escrita no começo era voltada apenas para o romance, no entanto depois de me aprofundar em questões sociais eu percebi que poderia usar o romance para consciencializar as pessoas, tanto que no meu primeiro livro “Queda livre” que é de facto um romance eu abordo temas como desigualdade social, uso de drogas, violência, o preconceito das formas mais visíveis na nossa sociedade. Se eu pudesse descrever minha escrita eu diria que sou um romancista que aborda a realidade de uma forma inovadora.</div><div>Débora: Como surgiu o blog &quot;Fixação literária&quot;?</div><div>Iago: Eu fazia parte de um grupo de escritores em meados de Abril de 2015 no Whatsapp e depois de uns dias nós começamos a conversar bastante, todos éramos autores mas nenhum de nós publicava nada, em meio a isso eu tomei iniciativa junto a um amigo e decidimos criar um blogue onde escreveríamos sobre tudo o que a literatura tem a nos oferecer, a ideia foi ganhando forma e quando percebemos depois de algumas reuniões a equipe que inicialmente era composta por mim e pelo Anderson (outro fundador) acabou se formando com 6 integrantes, cada um de um lugar e com uma ideia diferente que acabou se encaixando perfeitamente, e assim eu acabei me tornando um dos fundadores da “Fixação literária”.</div><div>Débora: Quando é que decidiu publicar um livro?</div><div>Iago: A ideia do meu próprio livro já era um tanto quanto antiga, desde 2013 eu já comecei a escrever com a ideia de publicar um livro, e essa ideia surgiu quando eu ainda cursava a média escola (ensino médio aqui no Brasil) onde eu mostrei um texto meu para uma garota e ela disse que o texto estava excelente e que eu poderia ter futuro nisso, no mesmo ano eu já comecei a rascunhar a história que deu origem a minha primeira obra.</div><div>Débora: Como decorreu o processo de edição?</div><div>Iago: No Brasil o processo de edição é muito complicado, depois de escrever o livro você acaba esperando por meses na resposta de editoras, como esse mercado no Brasil é pouco explorado as editoras pouco se interessam por autores desconhecidos e muitas delas acabam fazendo o próprio autor pagar pela publicação e isso afecta muito os novos autores desconhecidos. Eu comecei a enviar minha obra para diversas editoras em Janeiro de 2015 e de dez editoras que contactei apenas três se dispuseram a publicar, no entanto eu deveria pagar pelo processo de publicação. Eu recusei e depois de pesquisar muito encontrei outra editora que foi a Multifoco que me apresentou o projecto de publicação e decidiu comprar minha ideia sem que eu tivesse de pagar pela publicação, e assim nós fechamos contrato e alguns meses depois o livro foi lançado. Em Agosto finalizamos o processo de edição e em Setembro fizemos o lançamento da obra. Mas ainda retomando o processo de edição no Brasil, escritores desconhecidos são prejudicados por conta dessas implicações editoriais, uma das editoras que inicialmente disse que iria publicar meu livro me informou que eu teria de pagar o equivalente a 14 mil reais para publicar meu livro, outra editora me estipulou o valor de 10 mil, e mediante a isso os autores pouco têm a fazer senão esperar pela sorte de encontrarem uma editora que lhes compre a ideia e que goste de seu trabalho.</div><div>Débora: Como surgiram os títulos?</div><div>Iago: Inicialmente o nome do meu primeiro livro era &quot;Pague minha fiança&quot; e contava a história de um grupo de amigos que se aventuravam pelo mundo, mas depois de um tempo a história se desenhou em um romance e aí o nome já não servia mais, quando estava escrevendo o último capitulo eu tive uma ideia meio maluca sobre o amor e a forma com que ele acontece... O amor acontece de uma hora para a outra e tira o nosso fôlego de tal forma e nos deixa tão extasiados que nos sentimos em queda livre no ar, e dessa expressão surgiu o nome &quot;Queda livre&quot;. O meu segundo livro surgiu de forma repentina também, eu tive a ideia de criar um drama/suspense que tratasse dos extintos humanos da forma mais pura possível e eu pensei “somente alguém com a mente distorcida da realidade poderia pensar como esses personagens, parece que eles são envenenados por suas próprias mentes e os conduzem a agir dessa forma”, e nesse pensamento me veio a ideia de chamar a obra de “Mentes envenenadas” mas como no Brasil existe a tendência por maior repercussão de nomes estrangeiros eu passei o título para o inglês e se tornou &quot;Poison minds&quot;.</div><div>Débora: No que se inspira?</div><div>Iago: Eu me inspiro na sociedade, em como ela trata as pessoas que nela vivem. Da sociedade eu retiro as críticas que faço na minha escrita. Do amor que vivo e dos que eu já vivi eu retiro o meu romance, o drama, a angústia, a felicidade. Se por um lado eu me inspiro na realidade cruel da vida, por outro eu me inspiro no amor em seu sentido mais puro e dele retiro o meu talento e dou vida a meus escritos.</div><div>Débora: Qual dos dois livros que já publicou, gostou mais de escrever e porquê?</div><div>Iago: O livro que mais gostei de escrever sem dúvida foi “Queda livre”, por diversos factores. Foi o meu primeiro livro, ele conta basicamente a história da minha vida do meu ponto de vista e contado de uma forma cómica, ele explora bem a minha visão sobre a vida e o amor, todas as formas de amor que existem, fora que ele possui também uma série de lições de vida e moral que modifica meus leitores e que os faz reflectir sobre a própria vida. Por esses motivos ele acaba sendo o meu preferido e o que mais me deu gosto em escrever até agora.</div><div>Débora: O que diz o seu coração?</div><div>Iago: Meu coração é poeta, pela minha boca saem os dizeres de paixão que almejo viver, meu coração diz que o amor tem de ser vivido com intensidade e fidelidade, que mesmo que um amor enfraqueça essa chama pode se acender de novo e que o amor puro transcende as eras, um amor puro como o que eu quero que as pessoas vivam, um amor que nasceu em meus sonhos e que meu coração me obriga a viver, porque bombear sangue é a segunda função do coração de um escritor, porque a primeira, principalmente para mim, é amar.</div><div>Débora: O que gostaria de dizer para finalizar esta entrevista?</div><div>Iago: Eu gostaria de agradecer a todos principalmente, muitos não conhecem meu trabalho e seria magnifico para mim poder contribuir na vida dessas pessoas com a minha forma de arte, e dizer também que não desistam de seus sonhos e de seus amores porque uma vida sem sonhos não é vida, seria simplesmente existir. E uma vida sem amor não é o castigo de todos aqueles que não sabem amar, então amem de coração e desfrutem desse amor, porque sem amor, para mim ao menos, não se vale a pena viver.</div><div>Débora: Obrigada, muito sucesso para si!</div><div>-----</div><div>Foto: Concebida pelo autor</div></div>]]></content:encoded></item><item><title>À CONVERSA COM FÁBIO SERQUEIRA</title><description><![CDATA[Disposto a conquistar os leitores! Fábio Serqueira é a abreviação de Fábio Henrique Garcia Serqueira. Nasceu a 16 de Abril de 1993 e é teimoso, persistente e lutador. O seu tempo livre é dedicado à música e à escrita. É estudante no Instituto Politécnico de Bragança e publicou o seu primeiro livro em Novembro de 2015 – "(Re)conquistas".Débora: Qual é o livro que mais o marcou? Fábio: Gostei bastante de um livro intitulado: "O coleccionador de sons” do autor Fernando Trías de Bas. É um livro<img src="http://static.wixstatic.com/media/6672fa_a23a89bf962f412293003453d35954f6.jpg"/>]]></description><dc:creator>Débora Macedo Afonso</dc:creator><link>https://deboramacedoafonso.wixsite.com/dmacedoafonso/single-post/2016/04/13/%C3%80-CONVERSA-COM-F%C3%81BIO-SERQUEIRA</link><guid>https://deboramacedoafonso.wixsite.com/dmacedoafonso/single-post/2016/04/13/%C3%80-CONVERSA-COM-F%C3%81BIO-SERQUEIRA</guid><pubDate>Wed, 13 Apr 2016 11:43:48 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><div>Disposto a conquistar os leitores!</div><div>Fábio Serqueira é a abreviação de Fábio Henrique Garcia Serqueira. Nasceu a 16 de Abril de 1993 e é teimoso, persistente e lutador. O seu tempo livre é dedicado à música e à escrita. É estudante no Instituto Politécnico de Bragança e publicou o seu primeiro livro em Novembro de 2015 – &quot;(Re)conquistas&quot;.</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/6672fa_a23a89bf962f412293003453d35954f6.jpg"/><div>Débora: Qual é o livro que mais o marcou?</div><div>Fábio: Gostei bastante de um livro intitulado: &quot;O coleccionador de sons” do autor Fernando Trías de Bas. É um livro bastante cativante que prende desde a primeira à última página. Trata-se de uma mistura de sons e mitos que toda a gente conhece. A história de Tristão e Isolda é referida no livro numa maldição da personagem principal. O autor descreve de tal forma os actos que nos obriga a imaginar cada palavra escrita.</div><div>Débora: Quando é que começou a escrever?</div><div>Fábio: Escrevo desde os meus 13/14 anos. Comecei inicialmente com poesia e cheguei ainda a criar um blog para a minha poesia. Mais tarde decidi apostar na prosa, pois os elogios pela forma que eu escrevo eram o “prato do dia” e eram ditos por professores de Língua Portuguesa e outros leitores e escritores. Desde aí, fui sempre escritor de blog's e pontualmente escrevia textos para revistas e jornais.</div><div>Débora: Fale um pouco do seu blog. Como se chama? </div><div>Fábio: &quot;...Reticências...&quot; é o meu blog de poesia, que ainda hoje existe. Escrevo para lá esporadicamente pois tenho-me dedicado à escrita de livros. Foi neste blog que tudo começou. As pessoas aderiram positivamente e sempre me incentivaram para continuar. Tive de lhes fazer a vontade. Os outros locais, eram textos que me pediam para jornais da escola, revistas nas instituições e lar de idosos entre outros. Textos com os mais variados temas, dependendo da situação. Eles pediam-me o texto, davam-me prazos para a entrega, depois , decerto, eram corrigidos por alguém responsável pela reunião dos artigos na/o revista/jornal e eram publicados quando saísse o número do mesmo.</div><div>Débora: Quando é que decidiu publicar um livro?</div><div>Fábio: Editar um livro não é fácil. Sinceramente tive bastante medo em arriscar neste meu primeiro livro: &quot;E se não gostam?&quot;, &quot;E se ninguém compra?&quot;, &quot;Hoje em dia as pessoas não lêem&quot;. Eram estes os meus pensamentos. Foi difícil arriscar e dizer “eu consigo”. Mas este tinha de ser publicado pois foi algo que me deu bastante gozo a escrever. Gostei do que escrevi e decidi mostrá-lo às pessoas. Optei por uma edição pessoal, feita por mim, sem editoras à mistura. Talvez por ser uma primeira experiência e por ainda restar um bocadinho daquele medo dentro de mim.</div><div>Débora: Quando começou a escrever &quot;(Re)conquistas&quot;, como é que iniciou o processo?</div><div>Fábio: Quando comecei a escrever foi fácil. Imaginei uma história cativante, que pudesse tocar os corações das pessoas. Escrevi um pequeno resumo e ia apontando cada ideia para desenvolver a história. O mais difícil é conciliar tudo para que faça sentido.</div><div>Débora: E, como funciona publicar um livro por conta própria?</div><div>Fábio: Editar um livro por conta própria requer bastante trabalho e dedicação, talvez assim tenha outro sabor editar o livro. Tens de ir a uma gráfica e apresentar o teu livro, pedir informações de edição e sem esquecer pedir orçamentos. De seguida convém reveres o teu texto bastantes vezes além das que já reveste. Tens de ter especial atenção depois de transportarem o teu texto original (supostamente escrito em word) para o programa que usarem (indesign ou equivalente), a paginação também é importante. Depois disso, tens um trabalho extra que é legalizares o livro para o poderes vender, tens de fazer o pedido do código de barras, preencher uma folha de recolha de dados do livro e esperar que a gráfica faça o seu trabalho sempre com o teu apoio.</div><div>Débora: No que é que se inspira? </div><div>Fábio: Cada capítulo da vida é uma história. Porque não escrever sobre ela?? Digamos que, e falando em concreto de</div><div>&quot;(Re)conquistas&quot;, a história que relata um romance entre dois jovens, um rapaz institucionalizado e uma rapariga abandonada pelos pais, ambos com a paixão pela música. As realidades que enfrentamos na vida “obrigam-nos” a reflectir sobre ela. A institucionalização é um grande problema social e neste livro decidi abordar um pouco esse tema. A música é mais um sonho que se vai concretizando aos poucos e decidi expressá-lo também em &quot;(Re)conquistas&quot;.</div><div>Débora: Como surgiu o título?</div><div>Fábio: Esperei até às últimas palavras para colocar o título ao livro. Simplesmente surgiu-me este na cabeça enquanto fazia o desfecho da história e assim ficou.</div><div>Débora: O que é que podemos reconquistar com o seu livro?</div><div>Fábio: Penso que quem ler este livro poderá ter uma grande confusão na sua cabeça com perguntas do género: &quot;será que somos capazes?&quot; ou então &quot;o que será que o autor quer transmitir com este livro?&quot; A simplicidade das coisas está no acreditar. Se acreditarmos que somos capazes, que conseguimos, que existe algo que nos faça acreditar que tudo é possível, iremos conquistar e reconquistar tudo aquilo que desejamos e sempre sonhamos.</div><div>Débora: E, o que é que o autor quer transmitir com este livro?</div><div>Fábio: Além do que respondi anteriormente, acho que temos de ser capazes de acreditar na realização de sonhos, e que por mais adversidades que a vida nos traga devemos erguer a cabeça e tentar alcançar tudo o que desejamos. No meu caso, não foi por ter sido um dia institucionalizado que vou ser menos que qualquer outra pessoa. Somos todos diferentes mas todos iguais.</div><div>Débora: O que diz o seu coração?</div><div>Fábio: O meu coração é tão sentimentalista que não fala, apenas sente. Ele sente que um dia, as pessoas consigam olhar o mundo de uma forma melhor, mais bela e singela, com igualdade de oportunidades, com respeito e orgulho por todos os que lutam no dia a dia para serem felizes neste mundo de sonhos.</div><div>Débora: O que gostaria de dizer para finalizar esta entrevista?</div><div>Fábio: Eu tenho um lema que canto numa música que diz &quot;quero ser um lutador...&quot;. Sempre trabalhei para o ser e a cada dia que passa me convenço mais que, devemos acreditar e lutar sempre para conquistar e até reconquistar os nossos sonhos.</div><div>Débora: Obrigada, muito sucesso para si!</div><div>-----</div><div>Foto: Concebida pelo autor</div></div>]]></content:encoded></item><item><title>À CONVERSA COM EDUARDO DE SOUSA</title><description><![CDATA[As palavras unem-se com as imagens! Eduardo de Sousa é uma pessoa criativa e os seus passatempos são: ler, desmontar coisas e tentar montar novamente, assistir filmes e séries. É fotógrafo especialista em fotos empresariais, e para além da câmara fotográfica não dispensa um caderno, pois gosta de escrever. Publicou em Abril de 2015 o seu primeiro livro com a Chiado Editora - "Crônicas (escritas) feito um pum".Débora: Como é que um fotógrafo de fotos empresariais se apaixona pela escrita?<img src="http://static.wixstatic.com/media/6672fa_97fbbdd44bb040f4b8788d05458c3d81.jpg"/>]]></description><dc:creator>Débora Macedo Afonso</dc:creator><link>https://deboramacedoafonso.wixsite.com/dmacedoafonso/single-post/2016/04/06/%C3%80-CONVERSA-COM-EDUARDO-DE-SOUSA</link><guid>https://deboramacedoafonso.wixsite.com/dmacedoafonso/single-post/2016/04/06/%C3%80-CONVERSA-COM-EDUARDO-DE-SOUSA</guid><pubDate>Wed, 06 Apr 2016 09:00:00 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><div>As palavras unem-se com as imagens!</div><div>Eduardo de Sousa é uma pessoa criativa e os seus passatempos são: ler, desmontar coisas e tentar montar novamente, assistir filmes e séries. É fotógrafo especialista em fotos empresariais, e para além da câmara fotográfica não dispensa um caderno, pois gosta de escrever. Publicou em Abril de 2015 o seu primeiro livro com a Chiado Editora - &quot;Crônicas (escritas) feito um pum&quot;.</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/6672fa_97fbbdd44bb040f4b8788d05458c3d81.jpg"/><div>Débora: Como é que um fotógrafo de fotos empresariais se apaixona pela escrita?</div><div>Eduardo: Fotografia significa &quot;escrever com a luz&quot;. São duas artes diferentes, duas formas de expressão. Então sempre fui escritor e uso as palavras ou as imagens para me expressar. Dizem que uma imagem vale mais que mil palavras, mas algumas palavras podem nos levar a universos únicos.</div><div>Débora: Em que momento decidiu começar a escrever? Qual foi o motivo que o levou a tomar essa decisão?</div><div>Eduardo: Quando comecei a ler, e a entender bem o que estava lendo, nasceu a vontade de escrever como aqueles grandes escritores. Isso na época do ensino fundamental. Eu nunca pretendi seguir a carreira de escritor, sempre foi (e, por enquanto, ainda é) por lazer. Hoje sou fotógrafo, mas pretendo passar mais tempo escrevendo e quem sabe me torno um escritor que fotografa por hobbie.</div><div>Débora: Como concilia o seu trabalho com o escrever?</div><div>Eduardo: Fotografar me ajudou muito a ser um bom observador e isso me ajuda muito a escrever. São detalhes que passam despercebidos para a maioria das pessoas, mas para mim serve de inspiração para alguma crónica. Eu escrevo sempre que alguma ideia aparece e as ideias surgem de algo que vi, ouvi ou vivi. Tudo pode ser matéria prima para boas ideias e bons textos.</div><div>Débora: É naquilo que vê quando fotografa que se inspira? O que é que mais o marca para criar as suas crónicas?</div><div>Eduardo: Uma frase de Ansel Adams, um génio da fotografia, resume bem o meu processo de inspiração: “Não fazemos uma foto apenas com uma câmara; ao ato de fotografar trazemos todos os livros que lemos, os filmes que vimos, a música que ouvimos, as pessoas que amamos”. Para fotografar e para escrever, a bagagem que carrego na vida é pura matéria prima, ingredientes que irão fazer a diferença, com imaginação e criatividade, para nos levar além.</div><div>Débora: Como decorreu o processo de edição do seu livro?</div><div>Eduardo: Eu escrevia meus textos sem intenção de publicar, mas percebi que havia uma boa quantidade de crónicas e que poderia reunir todas elas num livro. Logo vieram propostas de editoras e escolhi a Chiado Editora.</div><div>Débora: Qual foi a sensação quando soube que ia publicar um livro? Como descreve esse momento?</div><div>Eduardo: Quando recebi a primeira remessa de livros, uma sensação de sonho realizado tomou conta de mim. Eu fiquei muito orgulhoso e eufórico. Queria distribuir os exemplares para todas as pessoas que eu amo para que elas sentissem essa mesma sensação. É um momento realmente único!</div><div>Débora: Mudava alguma coisa no seu livro?</div><div>Eduardo: Estou muito satisfeito e não mudaria nada. O livro me agradou muito e agradou muitos leitores.</div><div>Débora: Como foi que reagiram as pessoas mais próximas de si ao receberem um livro da sua autoria? O que foi que lhe disseram? Qual foi a mais marcante e porquê?</div><div>Eduardo: Muitas ficaram tão feliz quanto eu, se identificaram com as histórias e riram muito. O mais marcante foi sentir o orgulho dos meus filhos por mim, dava para ver nos olhos deles. Senti também muita energia boa e admiração dos meus familiares e amigos.</div><div>Débora: Já alguma vez se deparou com alguém a ler o seu livro, por exemplo numa livraria, na praia, num transporte público, no café (...)? Como é que reagiu? Essa pessoa reconheceu-o? Como foi esse momento?</div><div>Eduardo: Ainda não encontrei ninguém ao acaso, mas tive a oportunidade de conversar com alunos de uma escola pública que estudaram minhas crónicas. Foi muito emocionante sentir o carinho e o respeito deles por mim. Me senti como um escritor famoso, afinal, eles tinham lido minhas crónicas e citavam quais mais gostavam e perguntaram de onde surgia a inspiração, se aconteceu tudo aquilo comigo. Foi maravilhoso.</div><div>Débora: O que diz o seu coração?</div><div>Eduardo: Eu tento não deixar as emoções dominarem minhas decisões e assim consigo pensar de forma clara o preciso fazer. Gostaria muito de largar tudo, me dedicar somente a escrever, a pensar no inusitado, criar mundos fantásticos, mas é tudo muito mais complicado, burocrático e há algumas armadilhas que não posso cair. Sou um sonhador, mas mantenho meus pés no chão para não cair e para poder. a qualquer momento, tomar impulso sempre que eu precisar e voar o mais alto possível.</div><div>Débora: O que gostaria de dizer para finalizar esta entrevista?</div><div>Eduardo: Quero agradecer a você pela oportunidade e pelo espaço. Adorei a conversa e te desejo muito sucesso. Quero agradecer aos leitores que já conhecem meu trabalho e convidar à todos para que visitem meu blog (http://blogfeitumpum.blogspot.com.br) há sempre novidades por lá. Muito grato à todos.</div><div>Débora: Obrigada, muito sucesso para si.</div><div>-----</div><div>Foto: Concebida pelo autor</div></div>]]></content:encoded></item><item><title>TODOS SABEMOS ESCREVER?          TODOS SABEMOS LER?</title><description><![CDATA[Ao longo do nosso dia-a-dia somos várias vezes confrontados com momentos de escrita e de leitura:Já todos nós tivemos que escrever um formulário nas urgências do hospital;Já todos nós tivemos que ler um "empurre" para abrir uma porta;Já todos nós tivemos que escrever o nosso nome em algum documento "importante";Já todos nós tivemos que ler "ligue para o número de telefone abaixo mencionado" para conseguir resolver algum problema;Já todos nós passamos por vários momentos comuns como estes e<img src="http://static.wixstatic.com/media/488c269206fc4941912b6df94efc40cf.jpg"/>]]></description><dc:creator>Débora Macedo Afonso</dc:creator><link>https://deboramacedoafonso.wixsite.com/dmacedoafonso/single-post/2016/03/30/TODOS-SABEMOS-ESCREVER-TODOS-SABEMOS-LER</link><guid>https://deboramacedoafonso.wixsite.com/dmacedoafonso/single-post/2016/03/30/TODOS-SABEMOS-ESCREVER-TODOS-SABEMOS-LER</guid><pubDate>Wed, 30 Mar 2016 10:14:36 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><img src="http://static.wixstatic.com/media/488c269206fc4941912b6df94efc40cf.jpg"/><div>Ao longo do nosso dia-a-dia somos várias vezes confrontados com momentos de escrita e de leitura:</div><div>Já todos nós tivemos que escrever um formulário nas urgências do hospital;</div><div>Já todos nós tivemos que ler um &quot;empurre&quot; para abrir uma porta;</div><div>Já todos nós tivemos que escrever o nosso nome em algum documento &quot;importante&quot;;</div><div>Já todos nós tivemos que ler &quot;ligue para o número de telefone abaixo mencionado&quot; para conseguir resolver algum problema;</div><div>Já todos nós passamos por vários momentos comuns como estes e tantos outros, mas será que toda a gente passa por eles da mesma maneira? Será que já percebemos como saber escrever e ler faz a diferença?</div><div>Para a maior parte das pessoas é algo banal e, talvez, por isso nem se apercebem da real importância que tem nas nossa vidas! A incapacidade de escrever e ler é um problema grave, afecta o dia-a-dia de uma forma brutalmente negativa, sendo colocado vários obstáculos aqueles que tem dificuldades na utilização do alfabeto como código de comunicação.</div><div>Então, todos sabemos escrever? Todos sabemos ler?</div><div>Pois é, infelizmente, ainda existe uma taxa de analfabetismo muito elevada e como tal não, nem todos sabemos escrever, nem todos sabemos ler! </div></div>]]></content:encoded></item><item><title>À CONVERSA COM CLAUDINEI SEVEGNANI</title><description><![CDATA[A escrever desde pequeno! Claudinei Sevegnani descreve-se como sendo um curioso nato. Nasceu a 25 de Janeiro de 1989 e gosta de correr, ler, ver séries e filmes, assistir a espectáculos de dança e teatro, não dispensa uma mesa cheia de amigos e claro, é apaixonado pela escrita. A sua profissão é professor de teatro e já publicou um livro com a Chiado Editora – "Central de histórias".Débora: Quando é que começou a escrever? Claudinei: Comecei a escrever ainda na infância. Lembro-me de sentir um<img src="http://static.wixstatic.com/media/6672fa_cd97763305f5411c906ddc4e09ac7e12.jpg"/>]]></description><dc:creator>Débora Macedo Afonso</dc:creator><link>https://deboramacedoafonso.wixsite.com/dmacedoafonso/single-post/2016/03/23/%C3%80-CONVERSA-COM</link><guid>https://deboramacedoafonso.wixsite.com/dmacedoafonso/single-post/2016/03/23/%C3%80-CONVERSA-COM</guid><pubDate>Wed, 23 Mar 2016 11:29:38 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><div>A escrever desde pequeno!</div><div>Claudinei Sevegnani descreve-se como sendo um curioso nato. Nasceu a 25 de Janeiro de 1989 e gosta de correr, ler, ver séries e filmes, assistir a espectáculos de dança e teatro, não dispensa uma mesa cheia de amigos e claro, é apaixonado pela escrita. A sua profissão é professor de teatro e já publicou um livro com a Chiado Editora – &quot;Central de histórias&quot;.</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/6672fa_cd97763305f5411c906ddc4e09ac7e12.jpg"/><div>Débora: Quando é que começou a escrever?</div><div>Claudinei: Comecei a escrever ainda na infância. Lembro-me de sentir um prazer muito grande escrevendo pequenas histórias. A minha mãe e o meu pai foram grandes incentivadores ainda na infância. Já na adolescência esse gosto pela escrita foi se refinando mais com o apoio do meu irmão mais velho, que um dia me emprestou sua máquina de escrever e disse para eu escrever uma história depois de ter me aguçado as ideias com histórias de vários livros que ele tinha lido. A minha irmã, foi um pouco mais tarde, que passou a ser a minha leitora mais assídua, me ajudando a guiar as minhas vontades. Foi bem nesse seio familiar que a vontade de escrever foi sendo construída e desenvolvida.</div><div>Débora: Como surgiu a ideia de publicar um livro?</div><div>Claudinei: Foi uma vontade que me moveu. Eu tinha a história pronta desde 2013, e busquei por uma editora. Quis publicar para poder tirar da gaveta, para fazer circular, para mostrar às outras pessoas. Afinal, há que gente precisa compartilhar aquilo que a gente acha que vale a pena ser compartilhado. Por isso, a ideia da publicação.</div><div>Débora: Quando se apercebeu que tinha uma editora interessada em si, como foi?</div><div>Claudinei: Eu enviei o original e eles me responderam algum tempo depois com resposta positiva. Fiquei feliz em saber que poderia publicar o livro através da editora.</div><div>Débora: Como foi depois todo o processo de edição?</div><div>Claudinei: O processo todo foi bem tranquilo e bem claro. Foram alguns meses até o livro ser publicado.</div><div>Débora: Porquê o nome &quot;Central de histórias&quot;?</div><div>Claudinei: Porque é o nome da rede de computadores responsável pelo processamento de histórias diversas. O nome do livro é o nome desse sistema que funcionava como uma espécie de modificador de percursos de vida, bastando apenas submeter algum tipo de pedido e dados específicos para a concretização do desejo. Uma espécie de lâmpada mágica, porém através de um sistema tecnológico computacional. A &quot;Central de histórias&quot; tinha muitas subcentrais, digamos assim, espalhadas pelo mundo. A história do livro trata de uma dessas centrais sobreviventes.</div><div>Débora: Como foi que reagiram as pessoas mais próximas de si quando lhe disse que ia publicar um livro?</div><div>Claudinei: Ficaram contentes e ansiosas para ver o resultado.</div><div>Débora: Qual o seu escritor preferido dentro de cada género literário?</div><div>Claudinei: Dentro de cada gênero literário é muita coisa. Eu prefiro ir dando alguns nomes. Vamos lá: Ana Cristina César, Waly Salomão, Virginia Woolf, José Saramago, Clarice Lispector, Gertrude Stein.</div><div>Débora: Está a sua profissão relacionada com a escrita? Seguiu teatro porquê? Foi por causa de gostar de escrever?</div><div>Claudinei: Não. Claro que em teatro existe texto, existe construção de dramaturgias diversas, mas não segui teatro por causa da escrita. Fiz teatro porque também é algo que gosto de fazer, e claro que acabo experimentando muita coisa da escrita fazendo teatro, mas eu sei que teatro não se faz apenas através de textos. O teatro se transforma também, e há vertentes em teatro que pesquisam outros tipos de relações e que reconstroem um sentido de dramaturgia, não mais aquela dramaturgia estritamente vinda de um texto estático. Há dramaturgias que se constroem no processo, e dramaturgia pode ser um termo mais abrangente que se desloca da referência estritamente textual, do texto dado como algo prévio. Enfim, eu acho que escrita e teatro, em mim, acabam estabelecendo relações muito fortes. E ainda e bem forte eu tenho a dança. Sou Mestre em Dança. São linguagens diferentes, a dança, o teatro, a escrita, mas existe uma conversa entre essas linguagens. Nunca uma coisa substitui a outra, nunca uma coisa pode ser a substituição da outra. O que essas linguagens fazem é um diálogo, elas se relacionam, se tencionam, e podem provocar transformações umas nas outras. Se a gente pensar na tradução de uma obra, por exemplo, essa tradução não substitui a obra escrita na sua língua, ela é uma tradução que dá a ideia do que aquela coisa pode ser, mas não é aquela coisa específica. Um filme baseado num livro também não é substituição. Por isso que a gente pode se deparar com muitas questões. Enfim, acho que viajei um pouco.</div><div>Débora: Então temos aqui três áreas: a escrita, o teatro e a dança, em que momento é que acha que elas se ligam? Interagem entre si?</div><div>Claudinei: É difícil explicar isso, na verdade não consigo explicar isso agora. A interação acontece de um mundo quase invisível, porque tudo ou quase tudo que a gente faz se relaciona com outra coisa de alguma maneira. Mas não sei como responder isso melhor.</div><div>Débora: O que diz o seu coração?</div><div>Claudinei: Eu acho que todo mundo tem algo a dizer. Eu acho que todo mundo tem algo para mostrar. E eu acho que todo mundo tem algo para compartilhar. Que possamos viver várias histórias.</div><div>Debora: Obrigada, muito sucesso para si.</div><div>-----</div><div>Foto: Concebida pelo autor</div></div>]]></content:encoded></item><item><title>À CONVERSA COM CARLA CORREIA</title><description><![CDATA[Surgiu depois de participar num concurso! Carla Santos Correia nasceu a 13 de Fevereiro de 1989 e encontra-se a terminar o estágio para ingressar na ordem dos advogados. Descreve-se como sendo uma pessoa determinada, lutadora e humilde. Gosta de viajar, ver filmes, estar com as amigas e ler quando assim o tempo lhe permite. Publicou o seu primeiro livro com a Chiado Editora em 2015 - "A Gotinha exploradora".Débora: Qual livro que mais gostou de ler até hoje e porquê? Carla: É difícil dizer que<img src="http://static.wixstatic.com/media/6672fa_4571f99de19b42a6aedede4c55033d1c.jpg"/>]]></description><dc:creator>Débora Macedo Afonso</dc:creator><link>https://deboramacedoafonso.wixsite.com/dmacedoafonso/single-post/2016/03/16/%C3%80-CONVERSA-COM-CARLA-CORREIA</link><guid>https://deboramacedoafonso.wixsite.com/dmacedoafonso/single-post/2016/03/16/%C3%80-CONVERSA-COM-CARLA-CORREIA</guid><pubDate>Wed, 16 Mar 2016 11:23:41 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><div>Surgiu depois de participar num concurso!</div><div>Carla Santos Correia nasceu a 13 de Fevereiro de 1989 e encontra-se a terminar o estágio para ingressar na ordem dos advogados. Descreve-se como sendo uma pessoa determinada, lutadora e humilde. Gosta de viajar, ver filmes, estar com as amigas e ler quando assim o tempo lhe permite. Publicou o seu primeiro livro com a Chiado Editora em 2015 - &quot;A Gotinha exploradora&quot;.</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/6672fa_4571f99de19b42a6aedede4c55033d1c.jpg"/><div>Débora: Qual livro que mais gostou de ler até hoje e porquê?</div><div>Carla: É difícil dizer que livro gostei mais de ler. Para quem tem esse hobbie e lê livros, completamente diferentes no que ao género diz respeito, sabe que todos eles têm a sua magia própria. Não se compara, por exemplo, um “Admirável mundo novo”, a um “Amor de perdição” ou a um “Ensaio sobre a lucidez”.</div><div>Débora: Quando é que começou a escrever?</div><div>Carla: A primeira vez que escrevi foi aquando de ter ganho um computador quando fui uma das vencedoras das olímpiadas da leitura. Tinha os meus 11 anos e recordo-me de ter iniciado um livro, também infantil, cuja acção se desenrolava num reino distante... Infelizmente essa história, que já contava com várias páginas, perdeu-se num momento em que o pc teve de ser reparado devido a uma avaria. Sim, fiquei chateada, mesmo! Depois escrevia quando haviam concursos na escola. Normalmente eram poemas e pequenas prosas.</div><div>Débora: Quando é que decidiu publicar um livro?</div><div>Carla: Publicar um livro não foi algo premeditado. Era um sonho, de facto, mas surgiu de forma muito natural e, até, inesperada. Foi quando concorri, em 2014, a um concurso literário promovido por uma cadeia de supermercados. Não ganhei, foram milhares de boas candidaturas, sem dúvida. Mas achei que a minha obra tinha algo que, desta vez, não deveria ficar só para mim. E assim, contactei a Chiado Editora que logo se mostrou interessada no meu projecto. E nasceu, em Novembro deste mês, a primeira edição d' “A gotinha exploradora”.</div><div>Débora: O que é que “A Gotinha exploradora” quer transmitir às crianças? </div><div>Carla: Este livro traz valores tradicionais já perdidos; quer trazer as crianças novamente para o recreio, para a rua, para a natureza. Pretende-se que as crianças, personalidades ainda em formação, apreendam que todos os seres habitam um mesmo mundo e de que forma se conseguirá uma harmonia entre todos. Não é, por isso, um conto com um final feliz nem necessariamente triste. É um conto que faz pensar! Porque é disso que as crianças precisam e se aliado à parte lúdica, tanto melhor. Traz que amizade, o companheirismo... A sensação do quanto é bom ser-se criança, época em que tudo é possível.</div><div>Débora: No que se inspirou para escrever este livro?</div><div>Carla: Inspirei-me quer na minha própria infância: o que gostava, como gostava e o que odiava, quer na infância que acompanho, de perto, no meu afilhado Bruno, que é, aliás, uma das principais personagens. E tendo tudo isso em conta, fui novamente criança, utilizando muito a cor, a adjectivação... Fui uma criança verdadeiramente feliz, o que contribuiu muito para este livro. Claro que sempre tive muitos hábitos de leitura, desde cedo.</div><div>Débora: Como surgiu o título?</div><div>Carla: A Gotinha é a personagem principal do conto, logo, todo o enredo gira à sua volta. Porquê exploradora? Fiz uma analogia com o carácter da própria criança: curiosa, irrequieta, sempre em busca de algo. Assim é a Gotinha, também.</div><div>Débora: O que mais gostou de escrever neste livro?</div><div>Carla: Enquanto escrevo não tenho muito tempo para pensar. Simplesmente coloco no papel o que a imaginação me dá no momento. Só fazendo uma análise posteriormente, consigo responder. E de facto é isso mesmo: gosto da imaginação, da rapidez com que fluem as ideias, as personagens... A imaginação é algo de mágico e, sem ela, não nos era possível sonhar!</div><div>Débora: Como decorreu o processo de edição?</div><div>Carla: Quanto ao processo de edição julgo que correu os trâmites normais. Foi o meu primeiro livro e não tenho outro para comparar, mas correu bem. Existiu sempre o necessário diálogo e coordenação entre mim e a editora.</div><div>Débora: Qual foi a sensação ao ter o seu livro pela primeira vez nas mãos?</div><div>Carla: Ter o livro nas mãos continua a ser incrível! É o materializar do sonho. E o sonho só o é porque é algo que, por muito que queiramos, nos parece demasiado distante para conseguir. E consegui! É impossível descrever a felicidade!</div><div>Débora: O que diz o seu coração?</div><div>Carla: O meu coração só diz uma coisa: que todos aqueles que eu amo fiquem orgulhosos de mim e que, de alguma forma, eu os faça felizes pois é para isso que cá andamos!</div><div>Débora: O que gostaria de dizer para finalizar esta entrevista?</div><div>Carla: A quem perder uns minutinhos a ler esta entrevista, só gostava que soubessem que este sonho foi possível devido ao apoio que tive por detrás, entre outros, a Câmara Municipal de Murça, que patrocinou a obra. Acrescento ainda que é o sonho que dá sentido à vida e nunca desistam dele. Toda esta obra é um sonho. E, para quem a ler, sonhem também enquanto ajudam o Bruninho no desafio que lancei. Seríamos, certamente, todos mais felizes!</div><div>Débora: Obrigada, muito sucesso para si!</div><div>-----</div><div>Foto: Concebida pela autora</div></div>]]></content:encoded></item><item><title>À CONVERSA COM ANTÓNIO SILVA</title><description><![CDATA[Acima de tudo poesia! António José da Silva é uma pessoa honesta e ambiciosa. Gosta de passear e conviver com os seus amigos. É empresário em nome individual (prestação de serviços), representante da Chiado Editora e da Associação Portuguesa de Poetas e, é sócio da Associação Portuguesa de Escritores. Publicou com a Chiado Editora três livros: "O rosto da poesia", "Varanda dos Carqueijais" e "Chuva de mel". Assinou três antologias: "Entre o sono e o sonho" - volumes IV - V - VI, também com a<img src="http://static.wixstatic.com/media/6672fa_29e3f91881644d84950ac174d4c40d94.jpg"/>]]></description><dc:creator>Débora Macedo Afonso</dc:creator><link>https://deboramacedoafonso.wixsite.com/dmacedoafonso/single-post/2016/03/09/%C3%80-CONVERSA-COM-ANT%C3%93NIO-SILVA</link><guid>https://deboramacedoafonso.wixsite.com/dmacedoafonso/single-post/2016/03/09/%C3%80-CONVERSA-COM-ANT%C3%93NIO-SILVA</guid><pubDate>Wed, 09 Mar 2016 16:25:00 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><div>Acima de tudo poesia!</div><div>António José da Silva é uma pessoa honesta e ambiciosa. Gosta de passear e conviver com os seus amigos. É empresário em nome individual (prestação de serviços), representante da Chiado Editora e da Associação Portuguesa de Poetas e, é sócio da Associação Portuguesa de Escritores. Publicou com a Chiado Editora três livros: &quot;O rosto da poesia&quot;, &quot;Varanda dos Carqueijais&quot; e &quot;Chuva de mel&quot;. Assinou três antologias: &quot;Entre o sono e o sonho&quot; - volumes IV - V - VI, também com a Chiado Editora, e XIV volume da Associação Portuguesa de Poetas. Todos os seus livros foram apresentados na TVI por Marcelo Rebelo de Sousa.</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/6672fa_29e3f91881644d84950ac174d4c40d94.jpg"/><div>Débora: Qual é o livro que mais gostou de ler até hoje?</div><div>António: Por exemplo &quot;Poemas para Leonor&quot; de Maria Teresa Horta.</div><div>Débora: Quando é que começou a escrever?</div><div>António: Parece que nasci com o dom de escrever (dizem). Sempre fui publicando poemas em jornais e revistas, ao longo do tempo. Enchia sebentas de poemas nas horas de ócio e de tranquilidade.</div><div>Débora: Quando é que surgiu a oportunidade de publicar poemas em jornais e revistas?</div><div>António: Anos 60 – Suplemento Juvenil de Alice Vassalo Pereira (Diário Popular). Também em Jornais Regionais.</div><div>Débora: No que se inspira para escrever?</div><div>António: Inspiro-me na mulher. Na sua beleza e sensualidade. Nos seus traços, e em tudo o que ela representa. Inspiro-me na natureza, às vezes na contestação social. Nas carências universais, e nas intestinais lutas por um mundo novo. Depois da inspiração, pinto as palavras no poema, porque o poeta, é um pintor de palavras.</div><div>Débora: Como é que surgiu o primeiro livro?</div><div>António: O meu primeiro livro &quot;O rosto da poesia&quot;, que teve contracapa da Clara Pinto Correia, foi uma compilação de poemas seleccionados já escritos, e outros que escrevi depois. Foi uma experiência bem conseguida, com grande adesão popular.</div><div>Débora: Qual é o livro que mais gostou de escrever e porquê?</div><div>António: O primeiro, obviamente. Não há amor como o primeiro (diz a profecia), mas também não há livro como o primeiro (diz a sabedoria)... Foi o livro que mais gostei de escrever, porque, e citando ainda a sabedoria popular, já tinha plantado uma árvore, feito um livro, faltava só esse desiderato.</div><div>Débora: O que mais gosta nos seus livros?</div><div>António: O erotismo que aplico nos meus poemas em ziguezagueante jogo de palavras.</div><div>Débora: Então não mudava nada nos seus livros?</div><div>António: Não mudava rigorosamente nada!...</div><div>Débora: Qual foi a sensação de ter pela primeira vez um livro da sua autoria nas mãos? Como descreve esse momento?</div><div>António: Foi como se tivesse feito o meu primeiro filho, ou plantado a minha primeira árvore...</div><div>Débora: O que diz o seu coração?</div><div>António: O meu coração diz poesia, porque a poesia também bate compassadamente. O meu coração multiplica-se em odes de sensibilidade - pela vida, pelas coisas, pelo amor!...</div><div>Débora: O que gostaria de dizer para finalizar esta entrevista?</div><div>António: Que fico muito contente, se gostarem do que leram.</div><div>Débora: Obrigada, muito sucesso para si!</div><div>-----</div><div>Foto: Concebida pelo autor</div></div>]]></content:encoded></item></channel></rss>